quinta-feira, 14 de abril de 2016

CITAÇÕES

METODOLOGIA

            O objetivo geral deste trabalho é analisar de que maneira foi realizada a implantação da (ferramenta sistema ou modelo) XXX na organização YYYYYYYYYYYY da cidade........

            Para atingir este objetivo, foram elaboradas as seguintes perguntas de pesquisa:
  1. Como a (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX é abordada na literatura quando as suas origens, conceitos, características, aplicabilidade, benefícios, entre outros tópicos?
  2. Como foi realizado o processo de implantação da (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX na organização YYYYYY, do setor TAL, do município de Curitiba-PR?
  3. Quais os impactos do processo de implantação da (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX na organização selecionada para o estudo?

Após as questões de pesquisa, apresenta-se o delineamento da mesma que norteia esta investigação.

3.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA

Pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que tem por objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema.
Para Menezes (2001) “pesquisa é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo.” A pesquisa científica em termos gerais é realização de um estudo planejado e desenvolvido de acordo com as normas da metodologia científica, sobre um tema ou uma situação problema. Para Menezes (2001):
realizar uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um problema para ser investigado, elabore um plano de trabalho e, após a execução operacional desse plano, escreva um relatório final e este seja apresentado de forma planejada, ordenada, lógica e conclusiva (MENEZES, 2001, p. XX).

Para Ander-Egg (apud Marconi e Lakatos 1978, p.28), a pesquisa é um “procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento”. A pesquisa, portanto, é um procedimento formal, como método de pensamento reflexivo, que quer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais.             
A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos.
 Na realidade, a pesquisa desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados. (GIL, 2009).
Segundo Modolfo (apud Fachin, 2001) “a pesquisa surge quando se tem consciência de um problema e nos sentimos pressionados a buscar sua solução. A indução realizada para alcançar essa solução constitui a pesquisa propriamente dita”.
Para isso, faz-se necessário a aplicação de procedimentos metodológicos com a intenção de desenvolver, modificar e ampliar conhecimentos para que estes possam ser testados por meios das investigações e posteriormente transmitidos. Castro (apud Fachin, 2001) afirma que “toda pesquisa de certa magnitude tem que passar por fase de preparatória de planejamento”.
É importante determinar estratégias e diretrizes para a elaboração da pesquisa. Certas decisões precisarão ser colocadas em primeiro plano, embora a vitalidade da pesquisa dependa de certo grau de flexibilidade que se deve manter.
De acordo com Fachin (2001, p.124) “A pesquisa de cunho científico estabelece parâmetros necessários entre causa e efeitos e suas constatações”.
Segundo Selltiz (apud Fachin 2001, p.6):

A pesquisa visa descobrir respostas para as perguntas pelo emprego de procedimentos científicos, que são processos criados para aumentar a probabilidade de que a informação obtida seja significativa para a pergunta proposta, além disso, seja precisa e não-viesada.
Segundo Rodrigues (2006, p.88), a investigação científica é um processo importante para a aquisição e a produção do conhecimento. Ela possibilita ao pesquisador compreender o mundo em que vive. É por meio da pesquisa que se realiza a investigação científica.
Segundo Andrade (apud Rodrigues 2006), a pesquisa científica pode ser definida como um conjunto de procedimentos sistemáticos, fundamentado no raciocínio lógico e que utiliza métodos científicos para encontrar soluções para problemas propostos.


3.1.1 Tipos de Pesquisa
Existem várias formas de classificar as pesquisas. De acordo com Copper e Schindler (2003) o estudo através de pesquisa pode ser classificado em: Informativo, Descritivo, Explanatório e Preditivos.
Considerando o objetivo, a pesquisa recebe as seguintes classificações, de acordo com Gil (apud Menezes, 2001): pesquisa exploratória, pesquisa descritiva e pesquisa explicativa.
Rodrigues (2007) classifica de acordo com a característica da pesquisa: Quanto à natureza, obtenção de informações, abordagem, e objetivos.
Esta pesquisa é descritiva, pois observa, registra, correlaciona e descreve fatos ou fenômenos de uma determinada realidade sem manipulá-los. Procura conhecer e entender as diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política, econômica e demais aspectos que ocorrem na sociedade.
Para Rodrigues (2007) durante a pesquisa descritiva os “fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem interferência do pesquisador e há uso de técnicas padronizadas de coleta de dados (questionário e observação sistemática)”. Segundo Gil (2009, p.42):

As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de variações variáveis (...) entre as pesquisas descritivas, salientam-se aquelas que têm o objetivo estudar as características de um grupo: sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde física e mental, etc.

Para o Prof.MSc Shalom Pôrto de Oliveira de Assis (2007) a pesquisa descritiva:

É abrangente, permitindo uma análise aprofundada do problema de pesquisa em relação aos aspectos sociais, econômicos, políticos, percepções de diferentes grupos, comunidades, entre outros aspectos.A pesquisa descritiva serve “para descrever aspectos ou analisar a distribuição de características/atributos de determinada população ou de determinado fenômeno. Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação.

De forma parecida, Andrade (2002) destaca que a pesquisa descritiva preocupa-se em observar fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los, e o pesquisador não interfere neles. Assim, os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador.
Os resultados obtidos com base em uma pesquisa exploratória podem contribuir no sentido de identificar relações existentes entre variáveis estudadas de determinada população. Portanto, o pesquisador informa sobre situações, fatos, opiniões ou comportamentos que tem lugar na população analisada.
Entretanto, segundo Triviños (1987), o estudo descritivo exige do pesquisador uma delimitação precisa de técnicas, métodos, modelos e teorias que orientarão a coleta e a interpretação dos dados, cujo o objetivo é conferir validade cientifica a pesquisa. A população e a amostra também devem ser delimitadas, assim como os objetivos, termos, as variáveis, as hipóteses e as questões de pesquisa.
Vários estudos utilizam a pesquisa descritiva para análise e descrição de problemas de pesquisa. Segundo Gil (2009 p.42), a pesquisa descritiva tem como objetivo principal a descrição das características de determinadas populações ou fenômenos. Uma das características é a utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.
Para Cervo (1983), as pesquisas descritivas caracterizam-se frequentemente como estudos que procuram determinar status, opiniões ou projeções futuras nas respostas obtidas. A sua valorização está baseada nos problemas que podem ser resolvidos e as práticas podem ser melhoradas através de descrição e análise de observações objetivas e diretas. As técnicas utilizadas para a obtenção de informações são muito diversas, destacando-se os questionários, as entrevistas e as observações.
Para Köche (1997), a pesquisa descritiva opõe-se à pesquisa experimental, pois nela não há manipulação de variáveis, nem a busca da relação causal, mas procura-se verificar a relação existente entre variáveis importantes de um objeto de investigação, para melhor explicá-lo.

3.1.2 Tipos de Abordagem


Existe também uma diferenciação quanto à abordagem do trabalho, que pode ser Qualitativa, Quantitativa ou mesmo, segundo alguns autores, Mista.
Esta pesquisa configura-se como de abordagem qualitativa. Segundo Chizzotti (2006) o termo qualitativo implica um compartilhamento com pessoas, fatos e locais que constituem objetos de pesquisa, para extrair desse convívio os significados visíveis e latentes que somente são perceptíveis a uma atenção sensível. Para Marschall (1989), na pesquisa qualitativa as questões e os problemas para a pesquisa vem de observações no mundo real, dilemas e questões.
A pesquisa qualitativa é diferente da pesquisa quantitativa, porque esta última, de acordo com Rodrigues (2007)  está relacionada à quantificação, análise e interpretação de dados obtidos mediante pesquisa. O enfoque da pesquisa, neste caso, está voltado para a análise e a interpretação dos resultados, utilizando-se da estatística.
Severino (2008 p.119) diz:

Quando se fala de pesquisa quantitativa ou qualitativa, e mesmo quando se fala de metodologia quantitativa ou qualitativa, apesar da liberdade de linguagem consagrada pelo uso acadêmico, não se está referindo a uma modalidade de metodologia em particular. Daí ser preferível falar-se de abordagem quantitativa, de abordagem qualitativa, pois, com estas designações, cabe referir-se a conjuntos de metodologias, envolvendo, eventualmente, diversas referências epistemológicas. São várias metodologias de pesquisa que podem adotar uma abordagem qualitativa, modo de dizer que faz referência mais a seus fundamentos epistemológicos do que propriamente a especificidades metodológicas.

Apesar de apresentar diferentes classificações, em uma pesquisa é possível conter as características citadas desde que obedeça aos requisitos que cada uma exige.


3.1.3 Abordagem Temporal da Pesquisa


Sob o aspecto temporal da pesquisa científica, Remenyi et. al. (apud Carvalho e Vergara, 2002) divide a pesquisa em dois tipos: longitudinal e transversal.
Estudos transversais apresentam um panorama ou uma descrição dos elementos administrativos em um dado ponto de tempo. São dados analisados em um determinado período de tempo e sintetizados estatisticamente. Trazem uma referencia temporal ao estudo (Hair Jr et al, 2005).
Para Collins e Hussey, e Roesch (apud Coelho e Silva, 2007) esta é uma metodologia projetada para obter informações sobre variáveis em diferentes contextos, mas simultaneamente. Jung (2003) descreve que no estudo transversal em um trabalho científico o pesquisador coleta os dados do experimento em um único instante no tempo obtendo um recorte momentâneo do fenômeno investigado.
Hoppen, Lapoint e Moreau (1996 p.06) dizem que “para um estudo em corte transversal o pesquisador coleta os dados, em um momento preciso de tempo, junto à amostra selecionada para representar a população alvo” e que posteriormente pode se afirmar para toda a população as descobertas feitas na analise da amostra para o período de tempo em que o estudo foi realizado.
De acordo com Sampieri (apud Moscarola, 2000) no corte transversal “a coleta de dados ocorre num só momento, pretendendo descrever e analisar o estudo de uma ou varias variáveis em um dado momento.” Remenyi et al (1998) apud Carvalho e Vergara (2002) complementa ainda afirmando que é como se tal corte fosse uma foto do fenômeno naquele instante.
Campell e Stanley (1963) afirmam que na pesquisa longitudinal a coleta de dados é feita antes e depois de determinado fenômeno com a intenção de avaliar se esse fenômeno tem ou não efeitos. Remenyi et al (1998) apud Carvalho e Vergara (2002) complementa dizendo que a pesquisa estuda o fenômeno por um período de tempo substancial, e o pesquisador estuda as mudanças no fenômeno provocadas pelo tempo.
Segundo Collins e Hussey (2005) e Roesch (2005) a metodologia de corte longitudinal é um estudo ao longo do tempo de uma variável ou de um grupo de sujeitos. O objetivo é pesquisar a dinâmica do problema, investigando a mesma situação ou problema varias vezes, ou continuamente, durante o período em que o corte acontece.
De acordo com Sampieri (apud Moscarola et al, 2000) no corte longitudinal “a coleta dos dados ocorre ao longo do tempo em períodos ou pontos especificados, buscando estudar a evolução ou as mudanças de determinadas variáveis ou, ainda, as relações entre elas.”
            Neste trabalho, optou-se por um corte transversal no presente momento, em 2010, com aproximação longitudinal, resgatando a história da implantação do processo estudado.
3.1.4 Estratégias de Pesquisa


Existem várias estratégias de pesquisa. Uma delas, aqui utilizada é o Estudo de Caso.
Segundo Gil (2002), o estudo de caso envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
Para Goode e Hatts (1979) apud Ventura (2007), o estudo de caso é um meio de organizar os dados, preservando do objetivo estudado o seu caráter unitário. Goode afirma que o estudo de caso considera a unidade como um todo, incluindo o seu desenvolvimento (pessoa, família, conjunto de relações ou processos etc.).
Segundo Mendes (2002), o estudo de caso “...representa uma estratégia de investigação que examina um fenômeno em seu estado natural, empregando múltiplos métodos de recolha e tratamento de dados sobre uma ou algumas entidades”.
Stake (2000) traz a contribuição de que para desenhar um estudo de caso é preciso que este seja robusto e esteja muito claramente identificado pelo pesquisador. É esta clareza que permitirá avaliar de que modo o estudo aprofundado do caso favorecerá o desenvolvimento do conhecimento sobre o fenômeno em foco.
Stake lista três principais pontos a serem observados na escolha de estudo de casos:
·                 Singularidade: otimizar a compreensão do caso, e não necessariamente fazer generalização empírica a partir dele;
·                 Tipo de recorte: nem tudo de um caso pode ou precisa ser compreendido, e com isso o pesquisador terá que escolher, priorizando os aspectos que serão estudados em detalhes;
·                 Linhas temáticas de investigação: um estudo de caso deve dispor de uma estrutura conceitual na qual os problemas de pesquisa ou linhas temáticas de investigação deverão se organizar.
Eisenhardt (1989) descreve ainda que o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa que se concentra na compreensão das dinâmicas presentes dentro de cenários únicos, combinando métodos de coleta de dados como documentos, entrevistas, questionários e observações, podendo a evidência ser qualitativa, quantitativa ou ambas. O estudo de caso pode ser usado para vários objetivos: fornecer descrição, testar teoria ou gerar teoria.
O estudo de caso é caracterizado por um estudo intensivo. É levada em consideração, principalmente a compreensão como um todo do assunto investigado. Todos os aspectos do caso são investigados. Quando o estudo é intensivo podem até aparecer relações que de outra forma não seriam descobertos (FACHIN, 2001).
De acordo com Yin o Estudo de Caso pode ser definido como:
…uma investigação científica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do contexto da vida real, especialmente quando os limites entre fenômeno e o contexto não estão claramente definidos; enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados e, como resultado, baseia-se em várias fontes de evidência (...) e beneficia-se do desenvolvimento prévio de preposições teóricas para conduzir a coleta e análise dos dados. (YIN, 2001, p. 32-33)
Campomar (1991) reforça apontando o Estudo de Caso como um método de pesquisa social empírica – pesquisa em Administração – que permitem o conhecimento através do “levantamento, observação e experimento”, resultando em “opiniões, atitudes, crenças e percepções dos indivíduos, sejam eles agentes ou pacientes de um processo”. Cesar () complementa descrevendo o caso como uma “unidade de análise, que pode ser um indivíduo, o papel desempenhado por um indivíduo ou uma organização, um pequeno grupo, uma comunidade ou até mesmo uma nação.”
Martins (2006) ressalta que o Estudo de Caso só será válido se demonstrar “análises em profundidade, não em extensão”, sendo assim, aponta a necessidade de um estudo aprofundado que possibilite a inserção em uma realidade social para que se possa alcançar a compreensão sobre a situação abordada e construir “uma teoria que possa explicá-lo e prevê-lo.”
Os estudos de caso podem ser constituídos tanto de um quanto de múltiplos casos, e podem ainda ser comparativos ou não. Gil (2009, p. 139) ressalta que o estudo de múltiplos casos requer uma metodologia mais apurada que exige um tempo maior para a coleta e análise de dados proporcionando assim, evidências inseridas em diferentes situações.
Já o estudo de caso único, adotado aqui, apresenta informações mais específicas e, desse modo, oferecem maior aprofundamento e detalhamento da análise do problema bem como das soluções encontradas.
Goldoni; Maçada e Oliveira (2009) explicam que o estudo de caso único tem como objetivo testar as restrições da teoria através de casos extremos ou críticos. Eisenhardt, 1989; Dubé; Pare, 2003; Yin 1999, 2005 apud Goldoni; Maçada e Oliveira (2009) esclarecem que no estudo de caso múltiplo a dinâmica a ser trabalhada na seleção dos casos é a de replicação “(trabalhar com os mesmos procedimentos definidos no planejamento em mais de um caso), podendo ser de dois tipos: replicação literal, a qual conduz a resultados semelhantes por motivos previsíveis; replicação teórica, leva a resultados contrastantes por características do caso conhecidas”.

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3.1.4.1 Passos do Estudo de Casos

Segundo Yin (1990), os estudos de casos podem ser feitos da seguinte maneira:
O primeiro passo é definir claramente o problema que será pesquisado, mostrando que o uso do estudo de caso é a estratégia que será adotada para resolver este problema.
A seguir, deve-se adotar a estrutura da coleta de dados e apresentação das perguntas principais. Depois, caberá a decisão se o estudo de caso será de natureza global (Holistic) ou de natureza encaixada (Embedded).
Martins (2006) expõe a necessidade de atenção na construção de proposições teóricas do estudo que permitem a correta direção para o desenvolvimento de um estudo de caso. Dessa forma, a “teoria preliminar” poderá ser poderá ser aperfeiçoada ao longo do desenvolvimento do estudo através de fatos e dados do caso que possam corroborar ou demonstrar as teses previamente formuladas.
Yin (1990), também defende a implantação de um protocolo que relacionará as atividades que serão realizadas e os procedimentos que serão seguidos. Também deverão ser determinados os instrumentos que serão utilizados na coleta de dados (documentos de arquivo, literatura, entrevistas, referências, experiências ou artefatos.

3.1.5 Dados: Fonte, Coleta e Tratamento

3.1.5.1 Fonte e Coleta de Dados
Na coleta de dados, os dados são obtidos através da observação, entrevistas, questionários e/ou pesquisas documentais. É de extrema importância que o pesquisador-autor tenha senso investigativo e flexível transformando situações imprevistas em oportunidades. Ou seja, é necessário que o pesquisador-autor construa uma ponte entre a informação recebida e a teoria (preposições) a fim de processar o que é mais relevante para o estudo em questão e evitar o risco de erros.
Segundo Gil (2002, p. 140) a coleta de dados em um estudo de caso, o pesquisador deve ter ainda mais cuidado do que em outras modalidades de pesquisa, por ter uma complexidade maior e diz que “obter dados mediante procedimentos diversos é fundamental para garantir a qualidade dos resultados obtidos (...)” e que estes devem “(...) ser provenientes da convergência ou divergência das observações obtidas de diferentes procedimentos” para a validação do trabalho. Severino (2007, p. 121),complementa afirmando que “a coleta é feita em condições naturais em que os fenômenos ocorrem, sendo assim diretamente observados, sem intervenções e manuseio por parte do pesquisador”
Martins (2006) chama atenção para necessidade do planejamento correto da coleta de dados, pois se não houver atenção aos detalhes, o estudo de caso poderá ser posto em risco. Ainda de acordo com o autor a “coleta deve ser pautada por um plano formal”.
De acordo com Hair Jr. et al (2005, p. 152), a coleta de dados requer “conhecimento e habilidades em todos os aspectos dos métodos survey – procedimento para coleta de dados a partir de indivíduos - e da criação de questionários”. Para o autor “o número de dados coletados depende da natureza do estudo e dos objetivos da pesquisa”.
Os dados podem ser primários ou secundários.
Os dados primários dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para coletá-los, pode-se utilizar: questionário fechado, questionário aberto, formulário, entrevista estruturada ou fechada, entrevista semi-estruturada, entrevista aberta ou livre, entrevista de grupo, discussão de grupo, observação dirigida ou estruturada, observação livre, brainstorming, brainwriting, entre outros. Neste trabalho será utilizado como fonte de dados primários a entrevista semi-estruturada.
Entrevista é definida por Marconi e Lakatos (2009, p. 197) como “encontro de duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional”. Magalhães (2007, p.53) confirma que a entrevista é “a obtenção de informações de um entrevistado sobre determinado assunto ou problema”. 
A partir da Segunda Guerra Mundial, as entrevistas passam a possuir orientações metodológicas pró­prias.
Entrevista é uma das mais comuns e poderosas maneiras que utilizamos para tentar compreender nossa condição humana", dizem Fontana & Frey (1994, p.361). Ela tornou-se técnica clássica de obtenção de informações nas ciências sociais, com larga adoção em áreas como sociologia, comunicação, antropologia, administração, educação e psicologia. Embora antes utilizada em jornalismo, etnografia, psicologia e pesquisas de mercado e de opinião, seu sur­gimento como tema metodológico pode ser identificado na década de 1930 no âmbito das publicações de assistência social americana, recebendo grande con­tribuição na década de 1940 nos estudos de Cari Rogers sobre psicoterapia orientada para o paciente (SCHEUCH, 1973, p.171-172).

Hair Jr et al (2005,p.ver página) complementa dizendo que a “entrevista é a interação entre entrevistador e entrevistado pelo diálogo direto, por telefone ou por computador.”
Quanto ao tipo das entrevistas,  segundo Magalhães (2007):
A natureza da entrevista pode ser classificada em relação à estrutura e a profundidade. Referente a estrutura, a entrevista pode ser Padronizada ou Estruturada, quando apresenta uma seqüência de perguntas pré-determinadas; ou Despadronizadas ou Não-Estruturada, onde não há roteiro e a entrevista é conduzida através de uma discussão livre e aberta.

Gil (2002, p. 117) acrescenta dizendo que  “a entrevista é técnica de interrogação mais flexível, e que se caracteriza como informal quando é uma simples conversação focalizada com tema específico, parcialmente estruturado, guiado parcialmente pelo entrevistador e totalmente estruturado, onde segue a ordem de um questionário bem estruturado.
Já a entrevista em profundidade é “uma sessão de discussão individual não estruturada entre um entrevistador treinado e um entrevistado.” (HAIR JR et al, 2005). Neste caso, os participantes são escolhidos com cuidado, pois possuem algum tipo de especialização.
            A partir da divisão proposta por Selltiz et al. (1987), a entrevista em profun­didade é extremamente útil para estudos do tipo exploratório, que tratam de conceitos, percepções ou visões para ampliar conceitos sobre a situação analisa­da. Pode ser empregada para o tipo descritivo, em que o pesquisador busca mapear uma situação ou campo de análise, descrever e focar determinado contexto. Não é adequada, entretanto, para os estudos do tipo causal, que buscam estabelecer correlações de causa e efeito.
            As entrevistas em profundidade são geralmente individuais, embora seja possível, por exemplo, entrevistar duas fontes em conjunto. As entrevistas são classificadas com grande variedade de tipologias, geralmente caracterizadas como abertas, semi-abertas e fechadas, originárias, respectivamente, de questões não estruturadas, semi-estruturadas e estruturadas (veja proposta de tipologia no quadro). As abertas e semi-abertas são do tipo em profundidade, que se caracte­rizam pela flexibilidade e por explorar ao máximo determinado tema, exigindo da fonte subordinação dinâmica ao entrevistado. A diferença entre abertas e semi­-abertas é que as primeiras são realizadas a partir de um tema central, uma entre­vista sem itinerário, enquanto as semi-abertas partem de um roteiro-base. Autores como Ander-Egg (1978, p.111) e Selltiz et al. (1987, p.298) identificam um tipo especial de entrevista em profundidade, a clínica, relacionada a motivações, atitudes, crenças específicas do respondente com base em sua experiência de vida. Apesar dessa distinção, a entrevista clínica é do tipo aberta, apenas com objetivo relacionado à personalidade e aos sentimentos de uma única pessoa, buscando beneficiá-la individualmente. Já a entrevista fechada é utilizada principalmente em pesquisas quantitativas, quando, por exemplo, se deseja obter in­formações representativas de um conjunto de uma população. Guber (2001) avalia que as entrevistas fechadas implicam a participação do informante nos termos do pesquisador, enquanto as abertas pressupõem a participação do pesquisador nos termos do informante. Em muitas ocasiões, é possível reunir, em uma mesma pesquisa ou até na mesma entrevista, questões de natureza qualita­tiva e quantitativa.

Modelo de tipologia em entrevista

Pesquisa
Questões
Entrevista
Modelo
Abordagem
Respostas
Qualitativa
Não-estruturadas
Aberta
Questão
central
Em Profundidade
Indeterminadas

Semi-estruturadas
Semi-aberta
Roteiro


Quantitativa
Estruturadas
Fechada
Questionário
Linear
Previstas















·                 Entrevista aberta
            É essencialmente exploratória e flexível, não havendo seqüência predeter­minada de questões ou parâmetros de respostas. Tem como ponto de partida um tema ou questão ampla e flui livremente, sendo aprofundada em determinado rumo de acordo com aspectos significativos identificados pelo entrevistador en­quanto o entrevistado define a resposta segundo seus próprios termos, utilizan­do como referência seu conhecimento, percepção, linguagem, realidade, experiên­cia. Desta maneira, a resposta a uma questão origina a pergunta seguinte e uma entrevista ajuda a direcionar a subseqüente. A capacidade de aprofundar as ques­tões a partir das respostas torna este tipo de entrevista muito rico em descober­tas. Uma das dificuldades é que o pesquisador deve ter afiada capacidade de manter o foco e garantir a fluência e a naturalidade. Flexível e permissiva exige habilidade para não perder-se no irrelevante ou torná-la uma conversa agradá­vel, mas improdutiva. Muitas vezes, é realizada como sondagem para a elabora­ção de roteiros semi-estruturados ou questionários estruturados.

·                 Entrevista semi-aberta
            Modelo de entrevista que tem origem em uma matriz, um roteiro de questões-guia que dão cobertura ao interesse de pesquisa. Ela "parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam à pes­quisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante" (TRIVINOS, 1990, p.146).
            A lista de questões desse modelo tem origem no problema de pesquisa e busca tratar da amplitude do tema, apresentando cada pergunta da forma mais aberta possível. Ela conjuga a flexibilidade da questão não estruturada com um roteiro de controle. As questões, sua ordem, profundidade, forma de apresenta­ção, dependem do entrevistador, mas a partir do conhecimento e disposição do entrevistado, da qualidade das respostas, das circunstâncias da entrevista. Uma entrevista semi-aberta geralmente tem algo entre quatro e sete questões, trata­das individualmente como perguntas abertas. O pesquisador faz a primeira per­gunta e explora ao máximo cada resposta até esgotar a questão. Somente então passa para a segunda pergunta. Cada questão é aprofundada a partir da resposta do entrevistado, como um funil, no qual perguntas gerais vão dando origem a específicas. O roteiro exige poucas questões, mas suficientemente amplas para serem discutidas em profundidade sem que haja interferências entre elas ou redundâncias. A entrevista é conduzida, em grande medida, pelo entrevistado, valorizando seu conhecimento, mas ajustada ao roteiro do pesquisador.
            A lista de questões-chaves pode ser adaptada e alterada no decorrer das en­trevistas. Uma questão pode ser dividida em duas e outras duas podem ser reu­nidas em uma só, por exemplo. Por isso, é natural o pesquisador começar com um roteiro e terminar com outro, um pouco diferente.
            Vamos exemplificar. Supondo que um pesquisador entrevistará editores de jornais on line com uma lista de seis questões centrais sobre as características deste tipo de veículo: (1) como é estruturada a divisão de trabalho?; (2) como são as rotinas produtivas?; (3) quais os critérios de relevância utilizados na seleção dos acontecimentos?; (4) como é feita a avaliação do trabalho?; (5) quais as transformações na produção da notícia on line nos últimos dois anos?; (6) que mudanças são previstas? No primeiro item, o entrevistador faz a pergunta, ob­tém uma resposta e não passa para a pergunta dois, mas a aprofunda, em busca de exemplos, detalhes, especificações, fazendo talvez mais de uma dezena de novas perguntas, antes de passar para a seguinte. Assim, a questão 2 pode in­-cluir saber sobre as fontes de informação, a confiança nessas fontes, a atuação da equipe na busca de informação, a facilidade de acesso; a velocidade exigida na apuração. Cada questão torna-se como que um tema de pesquisa que exige um quadro de referência e conhecimento anterior que permita aprofundar o tópico.
            Uma vantagem desse modelo é permitir criar uma estrutura para comparação de respostas e articulação de resultados, auxiliando na sistematização das informações fornecidas por diferentes informantes. O roteiro de questões-chaves serve, então, como base para a descrição e análise em categorias, como se verá adiante.
            Alternativa útil é fazer, durante a preparação do roteiro-guia, uma relação com tópicos relevantes relacionados a cada questão. Depois – e apenas depois – de explo­rar cada pergunta original ao máximo junto ao entrevistado, o pesquisador confere a relação para saber se todos os tópicos possíveis foram abordados. Tal estratégia mantém a naturalidade e as vantagens da entrevista semi-estruturada e evita que alguma questão relevante não seja abordada. Pode ser particularmente útil para que diferentes pesquisadores retornem com a mesma estrutura de respostas.


·                 Entrevista fechada
É realizada a partir de questionários estruturados, com perguntas iguais para todos os entrevistados, de modo que seja possível estabelecer uniformidade e comparação entre respostas. As pesquisas de opinião são exemplo típico. Exi­gem distanciamento do entrevistador, que cumpre a função de obter respostas para as questões propostas, sem discussão sobre elas. O questionário estrutura­do é prático para grande número de respondentes e pode ser auto-aplicável. Com ele, é possível fazer análises rapidamente, replicar com facilidade, limitar as possibilidades de interpretação e de erro do entrevistado e comparar com outras entrevistas similares. Embora sugira simplicidade, sua elaboração exige profun­do conhecimento prévio do assunto.
            Este texto, limitado pelo espaço disponível e objetivo, trata da entrevista in­dividual em profundidade, técnica qualitativa que explora um assunto a partir da busca de informações, percepções e experiências de informantes para analisá-las e apresentá-las de forma estruturada. Entre as principais qualidades dessa abordagem está a flexibilidade de permitir ao informante definir os termos da resposta e ao entrevistador ajustar livremente as perguntas. Este tipo de entre­vista procura intensidade nas respostas, não-quantificação ou representação es­tatística.
            A entrevista em profundidade é um recurso metodológico que busca, com base em teorias e pressupostos definidos peio investigador, recolher respostas a partir da experiência subjetiva de uma fonte, selecionada por deter informações que se deseja conhecer. Desta maneira, como na análise de Demo (2001, p.10) sobre pesquisa qualitativa, os dados não são apenas colhidos, mas também resultado de interpretação e reconstrução pelo pesquisador, em diálogo inteligente e crítico com a realidade. Nesse percurso de descobertas, as perguntas permitem explorar um assunto ou aprofundá-lo, descrever processos e fluxos, com­preender o passado, analisar, discutir e fazer prospectivas. Possibilitam ainda identificar problemas, microinterações, padrões e detalhes, obter juízos de valor e interpretações, caracterizar a riqueza de um tema e explicar fenômenos de abrangência limitada.
Neste caso, a fonte selecionada é a de entrevista com roteiro semi-estruturado.
Quando aos dados secundários, estes consistem em dados que já se encontram disponíveis, pois já foram objeto de estudo e análise (livros, teses, CDs, entre outros), segundo AUTOR. Neste trabalho será utilizado como fonte de dados secundários a pesquisa documental.
            Marconi e Lakatos (2009, p. 176) dizem que na pesquisa documental a coleta de dados é restrita à documentos, sejam eles escritos ou não, e que é possível que esta coleta seja feita enquanto o fato transcorre ou após o mesmo. Gil (2002, p. 45) compara a pesquisa documental à pesquisa bibliográfica e afirma que diferem em relação à natureza das fontes, sendo que na pesquisa documental as fontes podem ser mais variadas, podendo inclusive se utilizar “documentos de primeira mão, que não receberam nenhum tratamento analítico” e “documentos de segunda mão, que de alguma forma já foram analisados”.
Pesquisa documental é a forma de coleta de dados em relação a documentos, escritos ou não, denominados fontes primárias. Livros, revistas jornais, publicações avulsas e teses são fontes secundárias. Assim, documento é uma fonte de dados, fixada materialmente e suscetível de ser utilizada para consulta, estudo ou prova. Quanto à forma, os documentos podem ser classificados como (a) manuscritos; b) impressos sem periodicidade: livros, folhetos, catálogos, processos, pareceres, enfim, uma vasta gama de fontes; (c) periódicos: revistas, boletins, jornais. anuários  e demais documentos de divulgação periódica; (d) microfilmes e vídeos que reproduzem outros documentos; e (e) mapas, planos, documentos fotográficos, documentos magnéticos, informatizados.
Os arquivos públicos abrangem documentos oficiais, tais como leis, ofícios, relatórios, publicações parlamentares: atas, debates, projetos de leis; documentos jurídicos, oriundos de cartórios: registros de nascimentos e mortes, desquites e divórcios, escrituras de compra e venda, falências e concordatas e outros.
Os arquivos particulares correspondem aos domicílios particulares: memórias, autobiografias, diários etc.; instituições de ordem privadas, tais como bancos, empresas, partidos políticos, igrejas, associações, em que se encontram: atas, registros, memórias, comunicados, etc.
Há ainda outras fontes, por exemplo, as instituições públicas. como delegacias e postos voltados ao trabalho, registros ou alistamentos.
As fontes estatísticas são efetuadas por órgãos específicos e especializados, como IBGE, o Instituto Gallup, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Devemos considerar também órgãos específicos que mantêm banco de dados especializados, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Juntas Comerciais e outras, como os Conselhos federal e regionais de atividades profissionais regulamentadas e as Universidades.
As fontes bibliográficas fornecem ao pesquisador diversos dados, exigindo manipulação e análises diferenciadas.  Caracterizam-se como fontes desse tipo:
- imprensa escrita: em forma de jornais e revistas, deve ser independente, ter conteúdo e orientação sem tendência, bem como difusão e influência – a análise deve ser feita de forma independente e, por fim, deve-se verificar se há grupo de interesse envolvido;
- meios audiovisuais: esta mídia deve ser analisada com base nos mesmos itens especificados para a imprensa escrita;
- material cartográfico: estes meios bibliográficos são específicos, de acordo com a linha de pesquisa e atualização no projeto, não havendo grandes restrições quanto a seu emprego;
- publicações: livros, teses, dissertações, monografias, publicações avulsas, pesquisas, entre outros, formam o conjunto de publicações básicas para pesquisas científicas.


3.1.5.2 Análise dos Dados
            Neste trabalho será realizada uma análise de conteúdo como forma de analisar os dados.
Análise de conteúdo é uma metodologia aplicada para analisar dados quantitativos e qualitativos, onde busca-se compreender os objetivos dos estudos realizados. Segundo Rauen (1999, p. 141), é a parte que apresenta os resultados obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das hipóteses. Assim, apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a interpretação consiste no contrabalanço dos dados com a teoria.
Para Triviños (1999, p.161), o processo de análise de conteúdo pode ser feito da seguinte forma: pré-analise (organização do material), descrição analítica dos dados (codificação, classificação, categorização), interpretação referencial (tratamento e reflexão)
A análise de conteúdo busca de forma sistematizada proporcionar maior objetividade, de forma a validar possíveis descobertas. Para Severino (2007, p.121), análise de conteúdo “é uma metodologia de tratamento e análise de informação a constante de um documento, sob formas de discursos pronunciados em diferentes linguagens”
Para Bardin (1977, p.42 apud Vergara, 2008):
Um conjunto de técnicas de analise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição de conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (cariáveis inferidas) destas mensagens.

Segundo Olabuenaga e Ispizúa (1989), a análise de conteúdo é uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos, que analisados adequadamente nos abrem as portas ao conhecimento de aspectos e fenômenos da vida social de outro modo inacessíveis.  
Na análise de conteúdo o ponto de partida é a mensagem, mas devem ser consideradas as condições contextuais de seus produtores e assenta-se na concepção crítica e dinâmica da linguagem (Puglisi; Franco, 2005 p.13).

APROFUNDAR DECENTEMENTE ESTA SESSÃO






















4. ESTUDO DE CASO

4.1 Histórico da Empresa XXXX



4.2 Descrição do Processo de Implantação da .....


4.3 Análise dos Impactos do Processo de Implantação....
























5. CONCLUSÃO

































REFERÊNCIAS

































APÊNDICES

Carta de autorização da empresa

Roteiro de entrevista

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