METODOLOGIA
O objetivo geral deste trabalho é
analisar de que maneira foi realizada a implantação da (ferramenta sistema ou
modelo) XXX na organização YYYYYYYYYYYY da cidade........
Para atingir este objetivo, foram
elaboradas as seguintes perguntas de pesquisa:
- Como a (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX é abordada na literatura quando as suas origens, conceitos, características, aplicabilidade, benefícios, entre outros tópicos?
- Como foi realizado o processo de implantação da (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX na organização YYYYYY, do setor TAL, do município de Curitiba-PR?
- Quais os impactos do processo de implantação da (ferramenta, sistema ou modelo) de qualidade XXXX na organização selecionada para o estudo?
Após as questões de pesquisa, apresenta-se o delineamento da mesma que
norteia esta investigação.
3.1 DELINEAMENTO
DA PESQUISA
Pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que
tem por objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A
pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para
responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em
tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema.
Para Menezes (2001)
“pesquisa é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução
para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A
pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para
solucioná-lo.” A pesquisa científica em termos gerais é realização de um estudo
planejado e desenvolvido de acordo com as normas da metodologia científica,
sobre um tema ou uma situação problema. Para Menezes (2001):
realizar
uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina
um problema para ser investigado, elabore um plano de trabalho e, após a
execução operacional desse plano, escreva um relatório final e este seja
apresentado de forma planejada, ordenada, lógica e conclusiva (MENEZES, 2001,
p. XX).
Para Ander-Egg (apud Marconi e Lakatos 1978,
p.28), a pesquisa é um “procedimento reflexivo sistemático, controlado e
crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em
qualquer campo do conhecimento”. A pesquisa, portanto, é um procedimento
formal, como método de pensamento reflexivo, que quer um tratamento científico
e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades
parciais.
A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos
disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros
procedimentos científicos.
Na realidade, a pesquisa
desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a
adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados.
(GIL, 2009).
Segundo Modolfo (apud Fachin, 2001)
“a pesquisa surge quando se tem consciência de um problema e nos sentimos
pressionados a buscar sua solução. A indução realizada para alcançar essa
solução constitui a pesquisa propriamente dita”.
Para isso, faz-se necessário a aplicação de procedimentos metodológicos
com a intenção de desenvolver, modificar e ampliar conhecimentos para que estes
possam ser testados por meios das investigações e posteriormente transmitidos. Castro
(apud Fachin, 2001) afirma que “toda
pesquisa de certa magnitude tem que passar por fase de preparatória de
planejamento”.
É importante determinar estratégias e diretrizes para a elaboração da
pesquisa. Certas decisões precisarão ser colocadas em primeiro plano, embora a
vitalidade da pesquisa dependa de certo grau de flexibilidade que se deve
manter.
De acordo com Fachin (2001, p.124) “A pesquisa de cunho científico
estabelece parâmetros necessários entre causa e efeitos e suas constatações”.
Segundo Selltiz (apud Fachin 2001,
p.6):
A pesquisa visa descobrir
respostas para as perguntas pelo emprego de procedimentos científicos, que são
processos criados para aumentar a probabilidade de que a informação obtida seja
significativa para a pergunta proposta, além disso, seja precisa e não-viesada.
Segundo Rodrigues (2006, p.88), a investigação
científica é um processo importante para a aquisição e a produção do
conhecimento. Ela possibilita ao pesquisador compreender o mundo em que vive. É
por meio da pesquisa que se realiza a investigação científica.
Segundo Andrade (apud
Rodrigues 2006), a pesquisa científica pode ser definida como um conjunto
de procedimentos sistemáticos, fundamentado no raciocínio lógico e que utiliza
métodos científicos para encontrar soluções para problemas propostos.
3.1.1 Tipos de Pesquisa
Existem várias formas de classificar as pesquisas. De
acordo com Copper e Schindler (2003) o estudo através de pesquisa pode ser
classificado em: Informativo, Descritivo, Explanatório e Preditivos.
Considerando o objetivo, a
pesquisa recebe as seguintes classificações, de acordo com Gil (apud Menezes, 2001): pesquisa
exploratória, pesquisa descritiva e pesquisa explicativa.
Rodrigues (2007) classifica de acordo com a
característica da pesquisa: Quanto à natureza, obtenção de informações,
abordagem, e objetivos.
Esta pesquisa é descritiva, pois observa, registra,
correlaciona e descreve fatos ou fenômenos de uma determinada realidade sem
manipulá-los. Procura conhecer e entender as diversas situações e relações que
ocorrem na vida social, política, econômica e demais aspectos que ocorrem na
sociedade.
Para Rodrigues (2007) durante a pesquisa descritiva
os “fatos são observados, registrados, analisados, classificados e
interpretados, sem interferência do pesquisador e há uso de técnicas
padronizadas de coleta de dados (questionário e observação sistemática)”. Segundo
Gil (2009, p.42):
As
pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das
características de determinada população ou fenômeno ou, então, o
estabelecimento de variações variáveis (...) entre as pesquisas descritivas,
salientam-se aquelas que têm o objetivo estudar as características de um grupo:
sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de
saúde física e mental, etc.
Para o
Prof.MSc Shalom Pôrto de Oliveira de Assis (2007) a pesquisa descritiva:
É abrangente, permitindo uma análise aprofundada do
problema de pesquisa em relação aos aspectos sociais, econômicos, políticos,
percepções de diferentes grupos, comunidades, entre outros aspectos.A pesquisa
descritiva serve “para descrever aspectos ou analisar a distribuição de
características/atributos de determinada população ou de determinado fenômeno.
Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base
para tal explicação.
De forma parecida, Andrade (2002) destaca que a pesquisa descritiva
preocupa-se em observar fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e
interpretá-los, e o pesquisador não interfere neles. Assim, os fenômenos do
mundo físico e humano são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador.
Os resultados obtidos com base em uma pesquisa exploratória podem
contribuir no sentido de identificar relações existentes entre variáveis
estudadas de determinada população. Portanto, o pesquisador informa sobre
situações, fatos, opiniões ou comportamentos que tem lugar na população
analisada.
Entretanto, segundo Triviños (1987), o estudo descritivo exige do
pesquisador uma delimitação precisa de técnicas, métodos, modelos e teorias que
orientarão a coleta e a interpretação dos dados, cujo o objetivo é conferir
validade cientifica a pesquisa. A população e a amostra também devem ser
delimitadas, assim como os objetivos, termos, as variáveis, as hipóteses e as
questões de pesquisa.
Vários estudos utilizam a pesquisa descritiva para análise e descrição de
problemas de pesquisa. Segundo Gil (2009 p.42), a pesquisa descritiva tem como
objetivo principal a descrição das características de determinadas populações
ou fenômenos. Uma das características é a utilização de técnicas padronizadas
de coleta de dados.
Para Cervo (1983), as pesquisas descritivas caracterizam-se
frequentemente como estudos que procuram determinar status, opiniões ou
projeções futuras nas respostas obtidas. A sua valorização está baseada nos
problemas que podem ser resolvidos e as práticas podem ser melhoradas através
de descrição e análise de observações objetivas e diretas. As técnicas
utilizadas para a obtenção de informações são muito diversas, destacando-se os
questionários, as entrevistas e as observações.
Para Köche (1997), a pesquisa descritiva opõe-se à pesquisa experimental,
pois nela não há manipulação de variáveis, nem a busca da relação causal, mas
procura-se verificar a relação existente entre variáveis importantes de um
objeto de investigação, para melhor explicá-lo.
3.1.2 Tipos de Abordagem
Existe também uma diferenciação
quanto à abordagem do trabalho, que pode ser Qualitativa, Quantitativa ou
mesmo, segundo alguns autores, Mista.
Esta pesquisa configura-se como
de abordagem qualitativa. Segundo Chizzotti (2006) o termo qualitativo implica
um compartilhamento com pessoas, fatos e locais que constituem objetos de
pesquisa, para extrair desse convívio os significados visíveis e latentes que
somente são perceptíveis a uma atenção sensível. Para Marschall (1989), na
pesquisa qualitativa as questões e os problemas para a pesquisa vem de
observações no mundo real, dilemas e questões.
A pesquisa qualitativa é
diferente da pesquisa quantitativa, porque esta última, de acordo com Rodrigues
(2007) está relacionada à quantificação,
análise e interpretação de dados obtidos mediante pesquisa. O enfoque da
pesquisa, neste caso, está voltado para a análise e a interpretação dos
resultados, utilizando-se da estatística.
Severino (2008 p.119) diz:
Quando
se fala de pesquisa quantitativa ou qualitativa, e mesmo quando se fala de
metodologia quantitativa ou qualitativa, apesar da liberdade de linguagem
consagrada pelo uso acadêmico, não se está referindo a uma modalidade de
metodologia em particular. Daí ser preferível falar-se de abordagem quantitativa, de abordagem
qualitativa, pois, com estas designações, cabe referir-se a conjuntos de
metodologias, envolvendo, eventualmente, diversas referências epistemológicas.
São várias metodologias de pesquisa que podem adotar uma abordagem qualitativa,
modo de dizer que faz referência mais a seus fundamentos epistemológicos do que
propriamente a especificidades metodológicas.
Apesar de apresentar diferentes classificações, em
uma pesquisa é possível conter as características citadas desde que obedeça aos
requisitos que cada uma exige.
3.1.3 Abordagem Temporal da
Pesquisa
Sob o aspecto temporal da pesquisa científica, Remenyi et. al. (apud Carvalho
e Vergara, 2002) divide a
pesquisa em dois tipos: longitudinal e transversal.
Estudos transversais apresentam um panorama ou uma descrição dos
elementos administrativos em um dado ponto de tempo. São dados analisados em um
determinado período de tempo e sintetizados estatisticamente. Trazem uma
referencia temporal ao estudo (Hair Jr et
al, 2005).
Para Collins e Hussey, e Roesch (apud
Coelho e Silva, 2007) esta é uma metodologia projetada para obter informações
sobre variáveis em diferentes contextos, mas simultaneamente. Jung (2003)
descreve que no estudo transversal em um trabalho científico o pesquisador
coleta os dados do experimento em um único instante no tempo obtendo um recorte
momentâneo do fenômeno investigado.
Hoppen, Lapoint e Moreau (1996 p.06) dizem que “para um estudo em corte
transversal o pesquisador coleta os dados, em um momento preciso de tempo,
junto à amostra selecionada para representar a população alvo” e que
posteriormente pode se afirmar para toda a população as descobertas feitas na
analise da amostra para o período de tempo em que o estudo foi realizado.
De acordo com Sampieri (apud
Moscarola, 2000) no corte transversal “a coleta de dados ocorre num só momento,
pretendendo descrever e analisar o estudo de uma ou varias variáveis em um dado
momento.” Remenyi et al (1998) apud
Carvalho e Vergara (2002) complementa ainda afirmando que é como se tal corte
fosse uma foto do fenômeno naquele instante.
Campell e Stanley (1963) afirmam que na pesquisa longitudinal a coleta de
dados é feita antes e depois de determinado fenômeno com a intenção de avaliar
se esse fenômeno tem ou não efeitos. Remenyi et al (1998) apud Carvalho e Vergara (2002) complementa dizendo que a pesquisa
estuda o fenômeno por um período de tempo substancial, e o pesquisador estuda
as mudanças no fenômeno provocadas pelo tempo.
Segundo Collins e Hussey (2005) e Roesch (2005) a metodologia de corte
longitudinal é um estudo ao longo do tempo de uma variável ou de um grupo de
sujeitos. O objetivo é pesquisar a dinâmica do problema, investigando a mesma
situação ou problema varias vezes, ou continuamente, durante o período em que o
corte acontece.
De acordo com Sampieri (apud
Moscarola et al, 2000) no corte longitudinal “a coleta dos dados ocorre ao
longo do tempo em períodos ou pontos especificados, buscando estudar a evolução
ou as mudanças de determinadas variáveis ou, ainda, as relações entre elas.”
Neste trabalho, optou-se por um
corte transversal no presente momento, em 2010, com aproximação longitudinal,
resgatando a história da implantação do processo estudado.
3.1.4 Estratégias de Pesquisa
Existem várias estratégias de pesquisa. Uma delas, aqui utilizada é o
Estudo de Caso.
Segundo Gil (2002), o estudo de caso envolve o estudo profundo e
exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o seu amplo e
detalhado conhecimento.
Para Goode e Hatts
(1979) apud Ventura (2007), o
estudo de caso é um meio de organizar os dados, preservando do objetivo
estudado o seu caráter unitário. Goode afirma que o estudo de caso considera a unidade como um
todo, incluindo o seu desenvolvimento (pessoa, família, conjunto de relações ou
processos etc.).
Segundo Mendes (2002), o estudo de caso “...representa uma estratégia de
investigação que examina um fenômeno em seu estado natural, empregando
múltiplos métodos de recolha e tratamento de dados sobre uma ou algumas
entidades”.
Stake (2000) traz a contribuição de que para desenhar um estudo de caso é
preciso que este seja robusto e esteja muito claramente identificado pelo
pesquisador. É esta clareza que permitirá avaliar de que modo o estudo
aprofundado do caso favorecerá o desenvolvimento do conhecimento sobre o
fenômeno em foco.
Stake lista três principais pontos a serem observados na escolha de
estudo de casos:
·
Singularidade: otimizar a compreensão do caso, e
não necessariamente fazer generalização empírica a partir dele;
·
Tipo de recorte: nem tudo de um caso pode ou
precisa ser compreendido, e com isso o pesquisador terá que escolher,
priorizando os aspectos que serão estudados em detalhes;
·
Linhas temáticas de investigação: um estudo de
caso deve dispor de uma estrutura conceitual na qual os problemas de pesquisa
ou linhas temáticas de investigação deverão se organizar.
Eisenhardt (1989) descreve ainda que o estudo de caso é uma estratégia de
pesquisa que se concentra na compreensão das dinâmicas presentes dentro de
cenários únicos, combinando métodos de coleta de dados como documentos,
entrevistas, questionários e observações, podendo a evidência ser qualitativa,
quantitativa ou ambas. O estudo de caso pode ser usado para vários objetivos:
fornecer descrição, testar teoria ou gerar teoria.
O estudo de caso é caracterizado por um estudo intensivo. É levada em
consideração, principalmente a compreensão como um todo do assunto investigado.
Todos os aspectos do caso são investigados. Quando o estudo é intensivo podem
até aparecer relações que de outra forma não seriam descobertos (FACHIN, 2001).
De acordo com Yin o Estudo de Caso pode ser definido como:
…uma investigação
científica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do contexto da vida
real, especialmente quando os limites entre fenômeno e o contexto não estão
claramente definidos; enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá
muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados e, como resultado,
baseia-se em várias fontes de evidência (...) e beneficia-se do desenvolvimento
prévio de preposições teóricas para conduzir a coleta e análise dos dados.
(YIN, 2001, p. 32-33)
Campomar (1991) reforça apontando o Estudo de Caso como um método de
pesquisa social empírica – pesquisa em Administração – que permitem o
conhecimento através do “levantamento, observação e experimento”, resultando em
“opiniões, atitudes, crenças e percepções dos indivíduos, sejam eles agentes ou
pacientes de um processo”. Cesar () complementa descrevendo o caso como uma
“unidade de análise, que pode ser um indivíduo, o papel desempenhado por um
indivíduo ou uma organização, um pequeno grupo, uma comunidade ou até mesmo uma
nação.”
Martins (2006) ressalta que o Estudo de Caso só será válido se demonstrar
“análises em profundidade, não em extensão”, sendo assim, aponta a necessidade
de um estudo aprofundado que possibilite a inserção em uma realidade social
para que se possa alcançar a compreensão sobre a situação abordada e construir
“uma teoria que possa explicá-lo e prevê-lo.”
Os estudos de caso podem ser constituídos tanto de um quanto de múltiplos
casos, e podem ainda ser comparativos ou não. Gil (2009, p. 139) ressalta que o
estudo de múltiplos casos requer uma metodologia mais apurada que exige um
tempo maior para a coleta e análise de dados proporcionando assim, evidências
inseridas em diferentes situações.
Já o estudo de caso único, adotado aqui, apresenta informações mais
específicas e, desse modo, oferecem maior aprofundamento e detalhamento da
análise do problema bem como das soluções encontradas.
Goldoni; Maçada e
Oliveira (2009) explicam que o estudo de caso único tem como objetivo
testar as restrições da teoria através de casos extremos ou críticos. Eisenhardt, 1989; Dubé; Pare,
2003; Yin 1999, 2005 apud Goldoni;
Maçada e Oliveira (2009) esclarecem que no estudo de caso múltiplo a
dinâmica a ser trabalhada na seleção dos casos é a de replicação “(trabalhar com os mesmos
procedimentos definidos no planejamento em mais de um caso), podendo ser de
dois tipos: replicação literal, a qual conduz a resultados semelhantes por
motivos previsíveis; replicação teórica, leva a resultados contrastantes por
características do caso conhecidas”.
Ver espaços
3.1.4.1 Passos
do Estudo de Casos
Segundo Yin (1990), os estudos de casos podem ser feitos da seguinte
maneira:
O primeiro passo é
definir claramente o problema que será pesquisado, mostrando que o uso do
estudo de caso é a estratégia que será adotada para resolver este problema.
A seguir, deve-se adotar
a estrutura da coleta de dados e apresentação das perguntas principais. Depois,
caberá a decisão se o estudo de caso será de natureza global (Holistic) ou de natureza encaixada (Embedded).
Martins (2006) expõe a necessidade de atenção na construção de
proposições teóricas do estudo que permitem a correta direção para o
desenvolvimento de um estudo de caso. Dessa forma, a “teoria preliminar” poderá
ser poderá ser aperfeiçoada ao longo do desenvolvimento do estudo através de
fatos e dados do caso que possam corroborar ou demonstrar as teses previamente
formuladas.
Yin (1990), também defende a implantação de um protocolo que relacionará
as atividades que serão realizadas e os procedimentos que serão seguidos. Também
deverão ser determinados os instrumentos que serão utilizados na coleta de
dados (documentos de arquivo, literatura, entrevistas, referências,
experiências ou artefatos.
3.1.5 Dados: Fonte, Coleta e Tratamento
3.1.5.1 Fonte e Coleta de Dados
Na coleta de dados, os dados são obtidos através da observação,
entrevistas, questionários e/ou pesquisas documentais. É de extrema importância
que o pesquisador-autor tenha senso investigativo e flexível transformando
situações imprevistas em oportunidades. Ou seja, é necessário que o
pesquisador-autor construa uma ponte entre a informação recebida e a teoria
(preposições) a fim de processar o que é mais relevante para o estudo em
questão e evitar o risco de erros.
Segundo Gil (2002, p. 140) a coleta de dados em um estudo de caso, o
pesquisador deve ter ainda mais cuidado do que em outras modalidades de
pesquisa, por ter uma complexidade maior e diz que “obter dados mediante
procedimentos diversos é fundamental para garantir a qualidade dos resultados
obtidos (...)” e que estes devem “(...) ser provenientes da convergência ou
divergência das observações obtidas de diferentes procedimentos” para a
validação do trabalho. Severino (2007, p. 121),complementa afirmando que “a
coleta é feita em condições naturais em que os fenômenos ocorrem, sendo assim
diretamente observados, sem intervenções e manuseio por parte do pesquisador”
Martins (2006) chama atenção para necessidade do planejamento correto da
coleta de dados, pois se não houver atenção aos detalhes, o estudo de caso
poderá ser posto em risco. Ainda de acordo com o autor a “coleta deve ser
pautada por um plano formal”.
De acordo com Hair Jr. et al (2005, p. 152), a coleta de dados requer
“conhecimento e habilidades em todos os aspectos dos métodos survey –
procedimento para coleta de dados a partir de indivíduos - e da criação de
questionários”. Para o autor “o número de dados coletados depende da natureza
do estudo e dos objetivos da pesquisa”.
Os dados podem ser primários ou secundários.
Os dados primários dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para
coletá-los, pode-se utilizar: questionário fechado, questionário aberto,
formulário, entrevista estruturada ou fechada, entrevista semi-estruturada,
entrevista aberta ou livre, entrevista de grupo, discussão de grupo, observação
dirigida ou estruturada, observação livre, brainstorming,
brainwriting, entre outros. Neste
trabalho será utilizado como fonte de dados primários a entrevista
semi-estruturada.
Entrevista é definida por Marconi e Lakatos (2009, p. 197) como “encontro
de duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de
determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional”.
Magalhães (2007, p.53) confirma que a entrevista é “a obtenção de informações
de um entrevistado sobre determinado assunto ou problema”.
A partir da Segunda Guerra Mundial,
as entrevistas passam a possuir orientações metodológicas próprias.
Entrevista
é uma das mais comuns e poderosas maneiras que utilizamos para tentar
compreender nossa condição humana", dizem Fontana & Frey (1994,
p.361). Ela tornou-se técnica clássica de obtenção de informações nas ciências
sociais, com larga adoção em áreas como sociologia, comunicação, antropologia,
administração, educação e psicologia. Embora antes utilizada em jornalismo,
etnografia, psicologia e pesquisas de mercado e de opinião, seu surgimento
como tema metodológico pode ser identificado na década de 1930 no âmbito das
publicações de assistência social americana, recebendo grande contribuição na
década de 1940 nos estudos de Cari Rogers sobre psicoterapia orientada para o
paciente (SCHEUCH, 1973, p.171-172).
Hair Jr et al (2005,p.ver página) complementa dizendo que a “entrevista é a
interação entre entrevistador e entrevistado pelo diálogo direto, por telefone
ou por computador.”
Quanto ao tipo das entrevistas, segundo
Magalhães (2007):
A natureza da entrevista
pode ser classificada em relação à estrutura e a profundidade. Referente a
estrutura, a entrevista pode ser Padronizada ou Estruturada, quando apresenta
uma seqüência de perguntas pré-determinadas; ou Despadronizadas ou
Não-Estruturada, onde não há roteiro e a entrevista é conduzida através de uma
discussão livre e aberta.
Gil (2002, p. 117)
acrescenta dizendo que “a entrevista é
técnica de interrogação mais flexível, e que se caracteriza como informal
quando é uma simples conversação focalizada com tema específico, parcialmente
estruturado, guiado parcialmente pelo entrevistador e totalmente estruturado,
onde segue a ordem de um questionário bem estruturado.
Já a entrevista em profundidade é “uma sessão de discussão individual não
estruturada entre um entrevistador treinado e um entrevistado.” (HAIR JR et al, 2005). Neste caso, os
participantes são escolhidos com cuidado, pois possuem algum tipo de
especialização.
A partir da divisão proposta por
Selltiz et al. (1987), a entrevista
em profundidade é extremamente útil para estudos do tipo exploratório, que
tratam de conceitos, percepções ou visões para ampliar conceitos sobre a
situação analisada. Pode ser empregada para o tipo descritivo, em que o
pesquisador busca mapear uma situação ou campo de análise, descrever e focar
determinado contexto. Não é adequada, entretanto, para os estudos do tipo causal, que buscam estabelecer
correlações de causa e efeito.
As entrevistas em profundidade são
geralmente individuais, embora seja possível, por exemplo, entrevistar duas
fontes em conjunto. As entrevistas são classificadas com grande variedade de
tipologias, geralmente caracterizadas como abertas, semi-abertas e fechadas,
originárias, respectivamente, de questões não estruturadas, semi-estruturadas e
estruturadas (veja proposta de tipologia no quadro). As abertas e semi-abertas
são do tipo em profundidade, que se caracterizam pela flexibilidade e por
explorar ao máximo determinado tema, exigindo da fonte subordinação dinâmica ao
entrevistado. A diferença entre abertas
e semi-abertas é que as primeiras
são realizadas a partir de um tema central, uma entrevista sem itinerário,
enquanto as semi-abertas partem de um roteiro-base. Autores como Ander-Egg (1978, p.111) e
Selltiz et al. (1987, p.298) identificam um tipo especial de entrevista
em profundidade, a clínica, relacionada a motivações, atitudes, crenças
específicas do respondente com base em sua experiência de vida. Apesar dessa
distinção, a entrevista clínica é do
tipo aberta, apenas com objetivo relacionado à personalidade e aos sentimentos
de uma única pessoa, buscando beneficiá-la individualmente. Já a entrevista fechada é utilizada principalmente em
pesquisas quantitativas, quando, por exemplo, se deseja obter informações
representativas de um conjunto de uma população. Guber (2001) avalia que as
entrevistas fechadas implicam a participação do informante nos termos do
pesquisador, enquanto as abertas pressupõem a participação do pesquisador nos
termos do informante. Em muitas ocasiões, é possível reunir, em uma mesma
pesquisa ou até na mesma entrevista, questões de natureza qualitativa e
quantitativa.
Modelo
de tipologia em entrevista
|
Pesquisa
|
Questões
|
Entrevista
|
Modelo
|
Abordagem
|
Respostas
|
|||||||
|
Qualitativa
|
Não-estruturadas
|
Aberta
|
Questão
central
|
Em Profundidade
|
Indeterminadas
|
|||||||
|
Semi-estruturadas
|
Semi-aberta
|
Roteiro
|
||||||||||
|
Quantitativa
|
Estruturadas
|
Fechada
|
Questionário
|
Linear
|
Previstas
|
|||||||
·
Entrevista aberta
É
essencialmente exploratória e flexível, não havendo seqüência predeterminada
de questões ou parâmetros de respostas. Tem como ponto de partida um tema ou
questão ampla e flui livremente, sendo aprofundada em determinado rumo de
acordo com aspectos significativos identificados pelo entrevistador enquanto o
entrevistado define a resposta segundo seus próprios termos, utilizando como
referência seu conhecimento, percepção, linguagem, realidade, experiência.
Desta maneira, a resposta a uma questão origina a pergunta seguinte e uma
entrevista ajuda a direcionar a subseqüente. A capacidade de aprofundar as questões
a partir das respostas torna este tipo de entrevista muito rico em descobertas.
Uma das dificuldades é que o pesquisador deve ter afiada capacidade de manter o
foco e garantir a fluência e a naturalidade. Flexível e permissiva exige
habilidade para não perder-se no irrelevante ou torná-la uma conversa agradável,
mas improdutiva. Muitas vezes, é realizada como sondagem para a elaboração de
roteiros semi-estruturados ou questionários estruturados.
·
Entrevista semi-aberta
Modelo
de entrevista que tem origem em uma matriz, um roteiro de questões-guia que dão
cobertura ao interesse de pesquisa. Ela "parte de certos questionamentos
básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam à pesquisa, e que, em
seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que
vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante"
(TRIVINOS, 1990, p.146).
A
lista de questões desse modelo tem origem no problema de pesquisa e busca
tratar da amplitude do tema, apresentando cada pergunta da forma mais aberta
possível. Ela conjuga a flexibilidade da questão não estruturada com um roteiro
de controle. As questões, sua ordem, profundidade, forma de apresentação,
dependem do entrevistador, mas a partir do conhecimento e disposição do
entrevistado, da qualidade das respostas, das circunstâncias da entrevista. Uma
entrevista semi-aberta geralmente tem algo entre quatro e sete questões, tratadas
individualmente como perguntas abertas. O pesquisador faz a primeira pergunta
e explora ao máximo cada resposta até esgotar a questão. Somente então passa
para a segunda pergunta. Cada questão é aprofundada a partir da resposta do
entrevistado, como um funil, no qual perguntas gerais vão dando origem a
específicas. O roteiro exige poucas questões, mas suficientemente amplas para
serem discutidas em profundidade sem que haja interferências entre elas ou
redundâncias. A entrevista é conduzida, em grande medida, pelo entrevistado,
valorizando seu conhecimento, mas ajustada ao roteiro do pesquisador.
A
lista de questões-chaves pode ser adaptada e alterada no decorrer das entrevistas.
Uma questão pode ser dividida em duas e outras duas podem ser reunidas em uma
só, por exemplo. Por isso, é natural o pesquisador começar com um roteiro e
terminar com outro, um pouco diferente.
Vamos
exemplificar. Supondo que um pesquisador entrevistará editores de jornais on line com uma lista de seis questões
centrais sobre as características deste tipo de veículo: (1) como é estruturada
a divisão de trabalho?; (2) como são as rotinas produtivas?; (3) quais os
critérios de relevância utilizados na seleção dos acontecimentos?; (4) como é
feita a avaliação do trabalho?; (5) quais as transformações na produção da
notícia on line nos últimos dois
anos?; (6) que mudanças são previstas? No primeiro item, o entrevistador faz a
pergunta, obtém uma resposta e não passa para a pergunta dois, mas a
aprofunda, em busca de exemplos, detalhes, especificações, fazendo talvez mais
de uma dezena de novas perguntas, antes de passar para a seguinte. Assim, a
questão 2 pode in-cluir saber sobre as fontes de informação, a confiança
nessas fontes, a atuação da equipe na busca de informação, a facilidade de
acesso; a velocidade exigida na apuração. Cada questão torna-se como que um
tema de pesquisa que exige um quadro de referência e conhecimento anterior que
permita aprofundar o tópico.
Uma
vantagem desse modelo é permitir criar uma estrutura para comparação de
respostas e articulação de resultados, auxiliando na sistematização das
informações fornecidas por diferentes informantes. O roteiro de questões-chaves
serve, então, como base para a descrição e análise em categorias, como se verá
adiante.
Alternativa
útil é fazer, durante a preparação do roteiro-guia, uma relação com tópicos
relevantes relacionados a cada questão. Depois – e apenas depois – de explorar
cada pergunta original ao máximo junto ao entrevistado, o pesquisador confere a
relação para saber se todos os tópicos possíveis foram abordados. Tal
estratégia mantém a naturalidade e as vantagens da entrevista semi-estruturada
e evita que alguma questão relevante não seja abordada. Pode ser
particularmente útil para que diferentes pesquisadores retornem com a mesma
estrutura de respostas.
·
Entrevista fechada
É
realizada a partir de questionários estruturados, com perguntas iguais para
todos os entrevistados, de modo que seja possível estabelecer uniformidade e
comparação entre respostas. As pesquisas de opinião são exemplo típico. Exigem
distanciamento do entrevistador, que cumpre a função de obter respostas para as
questões propostas, sem discussão sobre elas. O questionário estruturado é
prático para grande número de respondentes e pode ser auto-aplicável. Com ele,
é possível fazer análises rapidamente, replicar com facilidade, limitar as
possibilidades de interpretação e de erro do entrevistado e comparar com outras
entrevistas similares. Embora sugira simplicidade, sua elaboração exige profundo
conhecimento prévio do assunto.
Este
texto, limitado pelo espaço disponível e objetivo, trata da entrevista individual
em profundidade, técnica qualitativa que explora um assunto a partir da busca
de informações, percepções e experiências de informantes para analisá-las e
apresentá-las de forma estruturada. Entre as principais qualidades dessa
abordagem está a flexibilidade de permitir ao informante definir os termos da
resposta e ao entrevistador ajustar livremente as perguntas. Este tipo de entrevista
procura intensidade nas respostas, não-quantificação ou representação estatística.
A
entrevista em profundidade é um recurso metodológico que busca, com base em
teorias e pressupostos definidos peio investigador, recolher respostas a partir
da experiência subjetiva de uma fonte, selecionada por deter informações que se
deseja conhecer. Desta maneira, como na análise de Demo (2001, p.10) sobre
pesquisa qualitativa, os dados não são apenas colhidos, mas também resultado de
interpretação e reconstrução pelo pesquisador, em diálogo inteligente e crítico
com a realidade. Nesse percurso de descobertas, as perguntas permitem explorar
um assunto ou aprofundá-lo, descrever processos e fluxos, compreender o
passado, analisar, discutir e fazer prospectivas. Possibilitam ainda
identificar problemas, microinterações, padrões e detalhes, obter juízos de
valor e interpretações, caracterizar a riqueza de um tema e explicar fenômenos
de abrangência limitada.
Neste caso, a fonte selecionada é a de entrevista com roteiro
semi-estruturado.
Quando aos dados secundários, estes consistem em dados que já se
encontram disponíveis, pois já foram objeto de estudo e análise (livros, teses,
CDs, entre outros), segundo AUTOR.
Neste trabalho será utilizado como fonte de dados secundários a pesquisa
documental.
Marconi e Lakatos (2009, p. 176)
dizem que na pesquisa documental a coleta de dados é restrita à documentos,
sejam eles escritos ou não, e que é possível que esta coleta seja feita
enquanto o fato transcorre ou após o mesmo. Gil (2002, p. 45) compara a
pesquisa documental à pesquisa bibliográfica e afirma que diferem em relação à
natureza das fontes, sendo que na pesquisa documental as fontes podem ser mais
variadas, podendo inclusive se utilizar “documentos de primeira mão, que não
receberam nenhum tratamento analítico” e “documentos de segunda mão, que de
alguma forma já foram analisados”.
Pesquisa documental é a forma de coleta de dados em relação a documentos, escritos ou
não, denominados fontes primárias. Livros, revistas jornais, publicações
avulsas e teses são fontes secundárias. Assim, documento é uma fonte de dados,
fixada materialmente e suscetível de ser utilizada para consulta, estudo ou
prova. Quanto à forma, os documentos podem ser classificados como (a)
manuscritos; b) impressos sem periodicidade: livros, folhetos, catálogos,
processos, pareceres, enfim, uma vasta gama de fontes; (c) periódicos:
revistas, boletins, jornais. anuários e
demais documentos de divulgação periódica; (d) microfilmes e vídeos que
reproduzem outros documentos; e (e) mapas, planos, documentos fotográficos,
documentos magnéticos, informatizados.
Os arquivos públicos abrangem
documentos oficiais, tais como leis, ofícios, relatórios, publicações
parlamentares: atas, debates, projetos de leis; documentos jurídicos, oriundos
de cartórios: registros de nascimentos e mortes, desquites e divórcios,
escrituras de compra e venda, falências e concordatas e outros.
Os arquivos particulares
correspondem aos domicílios particulares: memórias, autobiografias, diários
etc.; instituições de ordem privadas, tais como bancos, empresas, partidos
políticos, igrejas, associações, em que se encontram: atas, registros,
memórias, comunicados, etc.
Há ainda outras fontes, por exemplo, as instituições públicas. como
delegacias e postos voltados ao trabalho, registros ou alistamentos.
As fontes estatísticas são efetuadas por órgãos específicos e
especializados, como IBGE, o Instituto Gallup, o Instituto Brasileiro de
Opinião Pública e Estatística (Ibope). Devemos considerar também órgãos
específicos que mantêm banco de dados especializados, como a Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa), Juntas Comerciais e outras, como os Conselhos federal e
regionais de atividades profissionais regulamentadas e as Universidades.
As fontes bibliográficas fornecem ao pesquisador diversos dados, exigindo
manipulação e análises diferenciadas.
Caracterizam-se como fontes desse tipo:
- imprensa escrita: em forma de jornais e
revistas, deve ser independente, ter conteúdo e orientação sem tendência, bem
como difusão e influência – a análise deve ser feita de forma independente e,
por fim, deve-se verificar se há grupo de interesse envolvido;
- meios audiovisuais: esta mídia deve ser
analisada com base nos mesmos itens especificados para a imprensa escrita;
- material cartográfico: estes meios
bibliográficos são específicos, de acordo com a linha de pesquisa e atualização
no projeto, não havendo grandes restrições quanto a seu emprego;
- publicações: livros, teses, dissertações,
monografias, publicações avulsas, pesquisas, entre outros, formam o conjunto de
publicações básicas para pesquisas científicas.
3.1.5.2 Análise dos Dados
Neste trabalho
será realizada uma análise de conteúdo como forma de analisar os dados.
Análise de conteúdo é uma metodologia aplicada para analisar dados
quantitativos e qualitativos, onde busca-se compreender os objetivos dos
estudos realizados. Segundo Rauen (1999, p. 141), é a parte que apresenta os
resultados obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das
hipóteses. Assim, apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a
interpretação consiste no contrabalanço dos dados com a teoria.
Para Triviños (1999, p.161), o processo de análise de conteúdo pode ser
feito da seguinte forma: pré-analise (organização do material), descrição
analítica dos dados (codificação, classificação, categorização), interpretação
referencial (tratamento e reflexão)
A análise de conteúdo busca de forma sistematizada proporcionar maior
objetividade, de forma a validar possíveis descobertas. Para Severino (2007,
p.121), análise de conteúdo “é uma metodologia de tratamento e análise de
informação a constante de um documento, sob formas de discursos pronunciados em
diferentes linguagens”
Para Bardin (1977, p.42 apud
Vergara, 2008):
Um conjunto de técnicas
de analise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e
objetivos de descrição de conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou
não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de
produção/recepção (cariáveis inferidas) destas mensagens.
Segundo Olabuenaga e Ispizúa (1989), a análise de conteúdo é uma técnica
para ler e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos, que analisados
adequadamente nos abrem as portas ao conhecimento de aspectos e fenômenos da
vida social de outro modo inacessíveis.
Na análise de conteúdo o ponto de partida é a mensagem, mas devem ser
consideradas as condições contextuais de seus produtores e assenta-se na
concepção crítica e dinâmica da linguagem (Puglisi; Franco, 2005 p.13).
APROFUNDAR DECENTEMENTE ESTA SESSÃO
4. ESTUDO DE CASO
4.1 Histórico da Empresa XXXX
4.2 Descrição do Processo de Implantação da
.....
4.3 Análise dos Impactos do Processo de
Implantação....
5. CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
APÊNDICES
Carta de autorização da empresa
Roteiro de entrevista
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