sábado, 27 de junho de 2015

UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS NAS AULAS DE FILOSOFIA NO 2° ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL MARIA ARRUDA NO MUNICÍPIO DE URUCURITUBA NO ANO DE 2015.



UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS NAS AULAS DE FILOSOFIA NO 2° ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL MARIA ARRUDA NO MUNICÍPIO DE URUCURITUBA NO ANO DE 2015.


Francisca Andrade dos Santos 1
RESUMO

O presente estudo pretende analisar utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia no 2° ano do ensino Médio na Escola Estadual Maria Arruda no Município de Urucurituba no Ano de 2015. Pois esses recursos são de suma importância no processo de ensino aprendizagem dos alunos nas aulas de filosofia, considerando alguns elementos que viabilizem o aprendizado de forma diferenciada, proporcionando ao aluno aulas mais dinâmicas, que o ajude a aprender melhor os conteúdos e refletir sobre os problemas apresentados. Igualmente, este artigo considera que através dos recursos tecnológicos disponíveis em sala de aula e os recursos que os alunos possuem, podemos auxiliar no seu aprendizado, tanto das questões científicas, quantos das questões cotidianas, geradas no senso-comum. Tal pesquisa é de natureza qualitativa e do tipo exploratória, através da qual descrevemos as experiências e resultados obtidos nas observações  feitas  sobre a  temática,   de  forma   intercalada   ao   referencial   teórico utilizado.
.

PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias. Ensino e Aprendizagem. Filosofia.

ABSTRACT

This study aims to analyze use of technological resources in philosophy classes in the 2nd year of high school in the state school Maria Arruda in Urucurituba municipality in year 2015. Because these features are very important in the teaching process student learning in class philosophy, considering some elements that facilitate learning in different ways, providing the student classes more dynamic, to help you better learn the content and reflect on the problems presented. Also, this article assumes that through the available technological resources in the classroom and the resources that students have, we can help in your learning, both scientific questions, how many of the daily issues generated in common sense. Such research is qualitative and exploratory type, through which described the experiences and results obtained in the observations made on the subject, interchangeably to the theoretical framework used.


KEYWORDS: Technology. Teaching and Learning. Philosophy



 

  1. Francisca Andrade dos Santos, Licenciando em filosofia pela Faculdade Teológica e Educacional Brasileria (FATEBRAZ).


1 INTRODUÇÃO
O presente artigo, intitulado refere-se à utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia no 2° ano do ensino médio na escola Estadual Maria arruda no Município de Urucurituba no ano de 2015.  A referente pesquisa aborda a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia, sabe-se que na evolução da sociedade, e as mudanças tecnológicas que estão ocorrendo na sociedade.
Recursos tecnológicos são todas as tecnologias que temos a nossa disposição, desde as mais simples até a mais complexa. No nosso dia-a-dia nos deparamos com inúmeras tecnologias, sendo essas: um caderno, um lápis, um celular, uma câmera, uma televisão, ou um computador, todos estes produtos para serem criados usaram altas tecnologias, que nos proporcionam estar em contato com as demais pessoas, é o caso do computador e celular, com eles nos comunicamos com pessoas que estão distantes e até mesmo do outro lado do mundo.  As tecnologias foram criadas para facilitar a nossa vida e como tal ela tem várias utilidades depende do propósito do usuário. Podemos usá-la para salvar vidas, através das pesquisas em laboratórios ou também podemos expor nossas idéias em relação a algo para que as demais pessoas vejam e confrontem conosco. Enfim a tecnologia tem utilidades inesgotáveis.
Muitas são as contribuições dos recursos tecnológicos para o processo de ensino aprendizagem, dentre os quais podemos destacar, a mudança significativa da função do educando, que nesse universo de conhecimentos, nessa imensa rede interativa, passa a se tornar sujeito da própria formação, frente à diferenciação e riqueza dos novos espaços de conhecimento dos quais deverá participar. Pensando nisto, foi interesse da pesquisa conhecer as contribuições que a utilização destes recursos trouxe ao processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
Serão abordados neste trabalho os recursos tecnológicos de forma sucinta, observando seus conceitos e seu papel histórico e social, bem como sua importância, contribuição e  dificuldades no contexto educacional, como suporte ao professor  e  ao aluno no processo de ensino-aprendizagem. Essas questões pretendem levar à reflexão a cerca da formação do professor para lidar com esses recursos tecnológicos em sala de aula e da importância destes para o desenvolvimento de uma educação de qualidade.
Dessa forma, a presente pesquisa, apresenta dados coletados por meio de questionários aplicados a 08 professores que atuam na disciplina de Filosofia no Ensino Médio. O intuito de demonstrar o que os professores entendem sobre a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia, quais os recursos tecnológicos utilizados em suas aulas na abordagem dos conteúdos filosóficos, como os mesmos influenciam no alcance dos objetivos educacionais propostos.
O presente trabalho de pesquisa justifica-se pelo fato de na disciplina de Filosofia os alunos apresentarem dificuldades na aprendizagem. Diante dessa dificuldade cabe ao professor buscar novas estratégias, utilizar novas ferramentas disponíveis, como a mídia, para assim conseguir uma aprendizagem mais significativa e mais prazerosa.
Diante dessa dificuldade cabe ao professor buscar novas estratégias, utilizar novas ferramentas disponíveis, como a mídia, para assim conseguir uma aprendizagem mais significativa e mais prazerosa.
Neste contexto, a função do educador, além de ser mediador entre o conhecimento que o aluno traz como bagagem e o conhecimento escolar, é procurar novas estratégias, ou melhor as ferramentas, tornando as aulas de Filosofia, mais atrativas. Dessa formas indagamos as seguintes questões: Quais são os recursos tecnológicos utilizados em sala de aula no ensino de filosofia? Para que serve a utilização dos recursos tecnológicos na sala de aula do ensino médio?  Quais são as mídias usadas na sala de aulas de filosofia?
Provalvemente, a utilização dos recursos tecnológicos facilite as aulas de filosofia.
Possivelmente, a utilização dos recursos tecnológicos não facilite as aulas de filosofia.
Objetivo geral analisar a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia no 2° ano do ensino Médio na Escola Estadual Maria Arruda no Município de Urucurituba no ano de 2015.
Objetivos específicos:
ü  Verificar os recursos tecnológicos usados nas aulas de filosofia no ensino médio.
ü  Identificar a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de filosofia.
ü  Proporcionar o aprendizado dos alunos com os recursos tecnológicos nas aulas de filosofia do ensino médio.

2 UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS NAS AULAS DE FILOSOFIA
As tecnologias são tão antigas quanto o homem. Na verdade foi a necessidade do homem aliado à sua engenhosidade que fizeram surgir as mais diferenciadas tecnologias, ou  seja, a  evolução social do homem foi fazendo com  que as tecnologias gradativamente fossem desenvolvidas em cada época.
Na atualidade, de acordo com Kenski (2007, p.32), surgi um novo tipo de sociedade tecnológica que é determinada principalmente pelos avanços das tecnologias digitais de comunicação e informação e pela microeletrônica. Essas novas tecnologias assim consideradas em relação às tecnologias anteriormente existentes, quando disseminadas socialmente, alteram as qualificações profissionais e a maneira como as pessoas vivem cotidianamente, trabalham, informam-se e se comunicam com outras pessoas e com todo o mundo.
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), ao indicarem o uso de novos recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem, demonstram que o processo de reestruturação capitalista também está se tornando presente no cotidiano profissional do docente.
Na concepção do autor que relatar que:

O perfil do trabalhador vem sofrendo alterações, e em pouco tempo a sobrevivência  no  mercado  de  trabalho  dependerá  da  aquisição  de  novas qualificações  profissionais.   Cada vez mais torna-se necessário  que o trabalhador tenha conhecimentos atualizados, iniciativa, flexibilidade mental, atitude crítica, competência técnica, capacidade para criar novas soluções e para  lidar  com  a  quantidade  crescente  de  novas  informações,  em  novos formatos e com novas formas de acesso. (BRASIL. 1998, p. 138).


O autor diz que as mudanças de paradigmas tornam-se constantes em nossas vidas. O que prevalecia como verdadeiro é considerado como antiquado em pouco tempo. É preciso rever os valores e as concepções atuais estando aptos e preparados perante a responsabilidade de educadores.
     Para José Tafner, “As tecnologias colocadas a disposição de aluno eprofessor  integram  a  percepção, o  sentimento,  a  comunicação  e  a  ação  e,  desta forma, ampliam as formas de ver, de ouvir e de sentir” (TAFNER. 2005, p.219).
Conforme cita Almeida “a primeira revolução tecnológica no aprendizado foi provocada quando transformou o livro impresso em ferramenta de ensino e de aprendizagem com a invenção da cartilha e do livrotexto.” (ALMEIDA. 2000, p. 13).

2.1 Formação do professor e os desafios do uso das tecnologias em sala de aula.
Assim como muitas são as contribuições destes recursos no processo de ensino aprendizagem, muitos e complexos são também os desafios: como professores precisaram preparar os alunos para trabalhar com um universo tecnológico no qual nós mesmos ainda somos principiantes.
Um dos desafios postos no questionário respondido pelos professores no que se refere à execução do projeto utilizando os recursos tecnológicos disponíveis na escola foi justamente, a insuficiência destas tecnologias  ocasionada pela  falta  de gestão organizacional por   parte   da   direção   da   escola. Outro desafio encontrado pelos professores sujeitos da pesquisa foi tangente à inabilidade ainda de utilizar estes recursos e de instalá-los. Na nossa realidade do projeto a principal dificuldade é a concessão de poucos recursos tecnológicos para a demanda e a não liberação para o uso.  Pois só tem um pouco e esse pouco na visão das escolas  não devem ser muito utilizados.O uso inadequado, a falta de informação sobre como instalar esses recursos, a falta dos recursos na escola.
É importante frisar também, que muitas vezes a tecnologia é levada para o professor, ma este continua usando das mesmas metodologias repetitivas de‘transmissão de conteúdos’ , que não possibilita espaço para que o aluno crie, aprenda, produza,  torne-se  cidadão  do  mundo. Enfim, os professores não são formados para o uso pedagógico das  tecnologias,  na  maioria  das  vezes,  esses  profissionais  do  ensino estão mais preocupados em usar as tecnologias que têm a sua disposição para ‘passar o conteúdo’, sem se preocupar com o aluno, aquele que precisa aprender.
Portanto, não basta assimilar informática, Internet e outra tecnologias do conhecimento; a novas tecnologias trazem transformações nas formas de trabalhar o conhecimento exigindo trazendo por sua vez, novas formas de trabalhar o conhecimento e exigindo novas formas de organização  do  tempo,  do  espaço,  das  relações  internas  da  escola. (KENSKI, 2007, p. 46). Diante disto, é possível perceber a importância da formação e da  mediação  do professor  no  uso  destes  recursos  tecnológicos. Pois, segundo Faria (2004), o papel do educador está em orientar e mediar as situações de aprendizagem para que ocorra a comunidade de alunos e idéias, o compartilhamento e a aprendizagem colaborativa para

 2.2 A internet e a possibilidade de dinamizar o ensino de filosofia
Nos últimos anos, observa-se uma grande popularização no acesso a internet, a rede mundial de computadores, bem como a ampliação dos materiais disponibilizados para o acesso do público.
A grande maioria dos alunos do ensino médio possui acesso a internet, seja em sua casa, em lan house, notebook/ netbook, tablet e até mesmo no aparelho celular. Com tantas mídias a disposição e de fácil acesso, o jovem acaba priorizando o que proporciona mais “prazer”, como jogos virtuais, bate-papo e acesso as redes sociais, deixando assim de construir um real conhecimento.
Neste caso cabe ao professor fazer uma orientação correta para que esse material seja utilizado de maneira a favorecer sua aprendizagem. De acordo com Valente (1993) apud Santana (2008), faz-se necessário que os professores adotem o computador em suas práticas pedagógicas, superando barreiras técnicas e pedagógicas em relação ao uso de novas tecnologias como ferramentas de ensino aprendizagem.
Ao se navegar pela rede, a quantidade de materiais disponíveis e passíveis de utilização no ensino de Filosofia parece ser infindável. São vídeos, animações, histórias em quadrinhos, partes de programas de televisão e documentários, possíveis de serem assistidos on-line.
Utilizar materiais da internet em sala de aula pode auxiliar a dinamizar ensino de Filosofia, a partir do uso de diferentes linguagens em sala de aula. Dessa forma poder-se-ia evitar o uso exclusivo do livro didático, como ferramenta auxiliar do processo ensino aprendizagem.
Isso pode tornar o aprendizado da disciplina algo mais agradável e, em certos casos, até divertido. Além disso, o contato com diferentes materiais ajuda ao aluno compreender os "usos" cotidianos dos conteúdos aprendidos em Filosofia.
Apesar de todos os benefícios citados pela boa utilização da internet, sabe-se que ainda existem professores que evitam utilizar esse meio por diversos motivos, a dificuldade é atribuída, em geral, à deficiência na formação profissional e à falta de tempo, além do pouco incentivo para se aprimorarem e a infraestrutura deficiente no local de trabalho.

2.3 A escola no caminho da informação
A escola precisa de novo caminho, de uma nova forma de atuar. Neste contexto, os professores já não podem mais escolher entre usar ou não usar, gostar ou não gostar de computadores. O mercado de trabalho, as universidades, os pais de alunos exigem uma formação escolar que torne os jovens capazes de interpretar uma quantidade cada vez maior de informações.
Neste novo contexto a escola terá como tarefa construir sentidos com base nas informações. Esta construção terá que ser cada vez mais interdisciplinar ou transdisciplinar, integrando disciplinas consideradas extracurriculares (MELLO,1988).
A escola atual como conhecemos pode estar com seus dias contados. Esta instituição detentora do saber e conhecimento, centro de transmissão de cultura e formadora de conhecimento cientifico. Neste novo sentido de escola, deverá visar menos a memorização e mais as capacidades de analisar, inferir, prever, resolver problemas, continuar a aprender, adaptar-se ás mudanças, trabalhar em equipe, intervir solidariamente na realidade.
As redes eletrônicas permitem que a escola se abra para o mundo e dele extraia a informação. O aluno, munido desses instrumentos, interage mais com o conhecimento e com a cultura, facilitando a tarefa do professor. Com as redes eletrônicas, o professor e o aluno passam a se editores de suas próprias produções.
Para José Tafner, “As tecnologias colocadas a disposição de aluno e professor integram a percepção, o sentimento, a comunicação e a ação e, desta forma, ampliam as formas de ver, de ouvir e de sentir” (TAFNER. 2005 p. 219).
Os desafios são muitos, a superação dos mesmos não é fácil, mas a educação deverá integrar-se à era da informação e do conhecimento, onde os avanços tecnológicos são constantes, fazendo surgir a cada instante uma nova tecnologia, aumentando as desigualdades sociais e a exclusão digital da população menos favorecida e regiões mais isoladas.
Apesar deste cenário, a educação é convocada a estabelecer uma nova relação entre a democracia e o desenvolvimento, educando para um futuro digital e tecnológico, no qual todo o ser humano deve estar apto a interagir com o mundo a partir de um computador. Conforme afirmou Bill Gates: “Não há vida sem internet”.

2.4 Utilização de quadrinhos no ensino de filosofia
Esse tipo de material é muito útil para diversos momentos da rotina de sala de aula, podendo facilitar a explicação dos conteúdos, ensinando o aluno a aplicar conceitos filosóficos em seu dia a dia e identificar veículos de comunicação que deles se utilizam.
As histórias em quadrinhos também podem ser usadas em atividades, realizadas após a conceituação dos temas. Nesse caso, os quadrinhos seriam utilizados em exercícios de fixação.
Em provas, elas também possibilitam testar a compreensão dos alunos na aplicação dos conceitos estudados, ao invés da tradicional decoreba.
Esse tipo de linguagem é muito importante quando se trabalha temas muito complexos, como por exemplo, ao se estudar política.
São inúmeros os motivos que levam as histórias em quadrinhos a terem um bom desempenho nas salas de aula. O primeiro que pode-se levantar é de que os alunos desejam ler os quadrinhos, a leitura ocorre de forma involuntária porque existe uma identificação entre os alunos e os ícones da cultura em massa, que são os quadrinhos, o que acaba por reforçar a sua utilização no meio didático.
SegundoVergueiro que relatar sobre o tema:

(...) a inclusão das histórias em quadrinhos na sala de aula não é objeto de rejeição por parte dos estudantes, que, em geral, as recebem de forma entusiasmada, sentindo-se, com sua utilização, propensos a uma participação mais ativa nas atividades de aula. (VERGUEIRO ET all, 2007, p.21).


Ainda sobre o tema, ele complementa, “As histórias em quadrinhos aumentam a motivação dos estudantes para o conteúdo das aulas, aguçando sua curiosidade e desafiando seu senso crítico.” (VERGUEIRO et all, 2007, p.21)
Outro ponto importante que pode ser utilizado a favor do uso dos quadrinhos na sala de aula seria o de que as palavras e imagens em conjunto acabam por ensinar os alunos de maneira mais eficiente. Essa interligação de texto e imagem que ocorre nos quadrinhos só beneficia o aprendizado, ampliando a compreensão de conceitos.
Segundo comentário de Vergueiro sobre o tema:

Na medida em que essa interligação texto/imagem ocorre nos quadrinhos com uma dinâmica própria e complementar, representa muito mais do que o simples acréscimo de uma linguagem a outra – como acontece, por exemplo, nos livros ilustrados -, mas a criação de um novo nível de comunicação, que amplia a possibilidade de compreensão do conteúdo programático por parte dos alunos. (VERGUEIRO et all, 2007, p. 22).


Pode-se então considerar que a utilização de quadrinhos beneficia não apenas a disciplina de Filosofia como as demais inclusas no currículo escolar, cabe ao professor escolher o momento propício para se trabalhar e a melhor forma, para que assim os alunos consigam melhorar seu desenvolvimento e entusiasmo com o processo de aprendizagem.

2.5 Utilização dos audiovisuais no ensino de filosofia
A geração atual de alunos está familiarizada com os recursos que a tecnologia proporciona e interagem facilmente com a linguagem audiovisual, pois podem ter acesso a ela a todo o momento e em qualquer lugar. Os alunos assimilam muitas informações provenientes dos meios de comunicação no dia a dia, ficando assim evidente, a necessidade de mudanças de práticas pedagógicas no cotidiano escolar.
Tendo a linguagem audiovisual a capacidade de despertar a atenção dos indivíduos através de cores, sons, imagens e movimentos. A TV Multimídia surge como uma ferramenta que pode vir a desenvolver experiências críticas e oportuniza uma aprendizagem visual, possibilitando a inserção de práticas de aprendizagem diferenciadas para o ensino de língua Inglesa.
A motivação para a aprendizagem ocorre como resultado de uma combinação de influências distintas e que provêm do interior do aluno, ou seja, do interesse pela atividade, e, igualmente, do exterior, isto é, pela influência de outras pessoas. Portanto, a motivação é intrínseca quando o desejo de aprender parte da própria pessoa e extrínseca quando a decisão de aprender parte de fatores externos. (BROWN, 2001).
É possível considerar então que quando o aluno sente interesse em aprender, seu desempenho educacional será melhor, sendo assim cabe ao professor ser o mediador deste processo, tornando suas aulas mais atrativas ao utilizar recursos audiovisuais como: Filmes, vídeos, fotos, músicas, entre outros.
O aluno se identifica com esses recursos e muitas vezes compreendem com maior facilidade o assunto abordado. Diante de tantas diversidades encontradas em sala de aula, o professor deve sempre procurar atingir grande parte dos alunos e para isso pode fazer dos recursos audiovisuais.
O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e ao mesmo tempo, está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a nossa ignorância, as nossas dificuldades.
Ensina aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses. Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. São um poço inesgotável de descobertas (MORAN, 2000, p. 16-17).
O professor não deve ter medo de utilizar as novas tecnologias em se favor, existem cursos oferecidos pela rede estadual de ensino que possibilitam ao professor compreender e ser capaz de utilizar esses recursos em seu dia a dia, sempre visando melhorar o processo de ensino aprendizagem.

3 MATERIAL E METODOS
A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Maria Arruda no município de Urucurituba que está localizada marque direita do rio Amazonas. O tipo de pesquisa utilizado, primeiramente caracteriza-se como exploratória, pois foi em busca de dados teóricos e conhecimento do assunto, para posteriormente, utilizar a pesquisa de campo. Esta, aconteceu através do uso do método indutivo, pois utilizou-se de uma amostra para a coleta dos dados e obtenção dos resultados. Utilizou-se a linha de pesquisa educação cultura e sociedade, pois aborda um conjunto de procedimentos temas que envolvem aspecto geral da educação.
A metodologia utilizada para a realização do trabalho foi baseada em questionário composto por cinco questões. O instrumento de coleta de dados foi desenvolvido pela pesquisadora e aplicado a dez professores de Filosofia atuantes no Ensino médio, da Rede Estadual de Urucurituba. A pesquisa obteve uma amostra de 08 professores.
Os dados coletados foram analisados de forma quantitativa através de cálculo de percentual simples e representados, quando necessário, em forma de gráficos para melhor visualização dos resultados.
Com o objetivo de identificar possíveis falhas e dificuldades na utilização dos recursos tecnológicas presentes na prática docente, os professores do ensino médio atuantes na disciplina de Filosofia foram convidados a participar da pesquisa e responder ao questionário.
A análise dos dados e resultados foi qualitativa pois, através das respostas dos professores se buscou compreender a relevância que estes educadores dão para a utilização das diferentes mídias em sala de aula.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para analisar como os professores da disciplina de Filosofia do ensino médio utilizam os recursos tecnológicos em suas aulas, foi aplicado um questionário com oito professores da Rede Estadual de Urucurituba-Am. Zona urbana.
A faixa etária dos professores participantes da pesquisa foi de 30 a 50 anos.  Enquanto o grau de formação dos professores 20% dos mesmos não é licenciado na área, e 80% tem graduação na área de filosofia. E 50% dos educadores estão exercendo a mais de 10 anos na área de filosofia. E 30% dos docentes estão na profissão entre 1 a 9 anos.
Então, percebe-se que os 80% são profissionais na área atuante buscando o aperfeiçoamento e atualização com novos métodos de ensino, apesar de apenas 6 dos entrevistados possuir formação na área.
A referente pesquisa utilizou-se questionários que indagavam três perguntas da problemática. 1ª Quais são os recursos tecnológicos utilizados em sala de aula no ensino de filosofia? 2ª Para que serve a utilização dos recursos tecnológicos na sala de aula do ensino médio?  3º Quais são as mídias usadas na sala de aulas de filosofia?
1ª Quais são os recursos tecnológicos utilizados em sala de aula no ensino de filosofia?
Os professores responderam a primeira pergunta:  
- São um caderno, um lápis, um celular, uma câmera, uma televisão, ou um computador, todos estes produtos para serem criados usaram altas tecnologias, que nos proporcionam estar em contato com as demais pessoas, é o caso do computador e celular, com eles nos comunicamos com pessoas que estão distantes e até mesmo do outro lado do mundo.
2ª Para que serve a utilização dos recursos tecnológicos na sala de aula do ensino médio?
Os professores que responderam:
-  Os recursos tecnológicos servem para melhoraria do nosso trabalho em sala de aula.
3º Quais são as mídias usadas na sala de aulas de filosofia?
Os professores responderam:
- Mídias são todos os recursos tecnológicos de comunicação, computadores, CD’s, DVD, rádio, TV, câmera digital, vídeo entre outros que podem ser utilizados em sala de aula.


Destaca-se abaixo a formação dos educadores.
Gráfico 1: Formação dos professores na área de filosofia.
GRAFICO 2: Referente as perguntas, todos sabem a importância da utilização dos recursos tecnológicos na aulas de filosofia. Mas 4 professores utilizam frequentemente as mídias nas aulas. 3 professores as vezes os recursos tecnológicos nas suas aulas e 1 professor não utilizar nem um recurso tecnológico referente as mídias nas aulas de filosofia.
Pode-se verificar ao analisar o gráfico que grande parte dos professores pesquisados não tem o hábito de utilizar os recursos tecnológicos com frequência em suas aulas.
Observa-se, que os professores utilização do método tradicional de ensino da Filosofia é predominante nas aulas dos professores pesquisados.


5 CONCLUSÃO

Esperava-se com esta pesquisa, em que vários autores defendem a utilização dos recursos tecnológicos referentes as mídias como facilitador no processo de ensino-aprendizagem, encontrar professores capacitados e familiarizados com tais tecnologias e fazendo uso em seu dia a dia.
Porém foi possível constatar uma maioria que não utilizam os recursos tecnológicos e não estão cientes do quanto é importante utilizar todos os recursos existentes. Recursos que facilitam o processo-aprendizagem do aluno, torna as aulas mais atraentes, além de auxiliarem o professor a embasar um assunto.
Apesar de ainda haver certa resistência de alguns professores para com o “novo”, que preferem manter sua forma tradicional de ensino baseada na transmissão de conteúdos, acredita-se que neste momento em que a educação passa por um período de grande evasão, o professor deve ser um mediador do conhecimento oferecendo aos alunos diversas possibilidades.
Pode-se assim afirmar que a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas de Filosofia pode concretizar a aprendizagem em uma perspectiva mais significativa para o aluno e favorecer o acompanhamento desse processo por parte do professor.
Pode-se concluir também, que, muitos que a utilização dos recursos tecnológicos nas aulas
de Filosofia podem concretizar a aprendizagem em uma perspectiva mais significativa para o aluno e favorecer o acompanhamento desse processo por parte do professor.
Pode-se concluir também, que, muitos professores gostariam de utilizar recursos midiáticos em suas aulas, no entanto não conhecem e não sabem utilizá-las ou ainda, não tem acesso às mesmas.
Apesar da pesquisa não esgotar o assunto, pretende contribuir, principalmente com uma maior reflexão em relação à utilização das mídias na Educação, especialmente, nas aulas de Filosofia. O uso moderado e adequado pode tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes para os alunos. Conteúdos teóricos sem muitos atrativos podem desanimar inclusive o professor.
As mídias podem ressaltar a importância dos conteúdos e tornar as aulas mais dinâmicas e com maior eficácia no sentido do ensino-aprendizagem.
A pesquisa abre possibilidades para desmembramentos de estudos, para outras disciplinas, onde a utilização de mídias igualmente poderá ser analisada.
Espera-se que esta pesquisa possa servir de subsídio para educadores, futuros educadores e demais pessoas interessadas numa educação com mais qualidade no sentido de aprofundar os estudos sobre o tema










REFERENCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth de. Informática e Formação de Professores. Volumes 1 e 2. MEC, Brasília, 2000.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução. Brasília: MEC, 1998.

BROWN, D. H. Teaching by Principles; an interactive approach to language pedagogy. New York: Logman, 2 ed., 2001.

CYSNEIROS, Paulo Gileno. A Gestão da informática na Escola Pública. In: Anais do simpósio Brasileiro de Informática na educação. Maceió: UFAL, 2000, 487p.

KENSKI, V. M. Educação e tecnologias: O novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2007.
MELLO, Guiomar Namo de. A escola e a estrada da informação. Folha de São Paulo, São Paulo, 16 out. 1998.

MENEZES, G. Como usar outras linguagens na sala de aula / Gilda Menezes, Thaís Toshimitsu, Beatriz Marcondes. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2006.

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.

BEHERNS, MarildaAparecida . Novas tecnologias e mediação pedagógica. 3. ed. Campinas SP: Papirus, 2000. p. 11-65.

SMOLE, K. S. A teoria das inteligências múltiplas na prática escolar. Porto alegre: Artes Médicas, 1996.

TAFNER, José, BRANCHFR, Almerindo, TAFNER, Malcon A. Metodologia científica. Curitiba: Juruá 1995.

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação. São Paulo: Érica, 2000.

VALENTE, J. A. Computadores e Conhecimento: Repensando a Educação. Campinas; São Paulo: UNICAMP/NIED, 1993.

VERGUEIRO, Waldomiro. Et all. Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2007.

WILLIAMS, M.; BURDEN, R.L. Psicologia para professores de idiomas: Enfoque del constructivismo. Cambridge, 1999.

A RELEVÂNCIA DA FILOSOFIA E A REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE EM SALA DE AULA NO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL DE URUCURITUBA-AM, NO ANO DE 2015.



A RELEVÂNCIA DA FILOSOFIA E A REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE EM SALA DE AULA NO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL DE URUCURITUBA-AM, NO ANO DE 2015.

Orleane Magalhães da Silva[1]

RESUMO

O presente trabalho visa estabelecer a relevância da filosofia reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio no município de Urucurituba no ano 2015. Percebe-se hoje certa desvalorização da filosofia que é vista, muitas vezes, como um saber que não apresenta resultados imediatos, logo, não tem utilidade para a sociedade. Assim a pesquisa teve como objetivos analisar as a importância da filosofia da no ensino médio. Neste sentido incentivar com esse estudo a reflexão dos professores de ensino médio e contribuir para a discussão sobre a importância da filosofia como disciplina na formação de cidadão crítico-reflexivo. A construção do referencial foi feito a partir de uma pesquisa bibliográfica. Em busca de uma práxis educativa apontaremos dois elementos: a didática da filosofia que procura abordar as estratégias de ensino e a reflexão sobre o verdadeiro significado de sua práxis educativa.

Palavras chaves: Filosofia, Ensino, Práxis.

ABSTRACT

This study aims to establish the relevance of reflection philosophy on teaching practice in class in the 1st year of high school in  stat município de Urucurituba in the year 2015. You can tell today a certain devaluation of philosophy that is seen often as a knowledge that does not show immediate results, so of no use to society. Thus the research aimed to analyze the importance of philosophy in high school. In this regard encourage to this study the high school teachers' reflection and contribute to the discussion about the importance of philosophy as a discipline in the formation of critical and reflective citizen. The construction of the framework was made from a literature search. in search of an educational practice we will point out two elements: the teaching of philosophy that seeks to address the teaching strategies and reflection on the true meaning of its educational praxis.

Key words: Philosophy, Teaching, Practice





1 Introdução                                                                       

            O presente artigo tem o intuito abordar sobre a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015. Tal pesquisa tem a relevância em incentivar um estudo sobre a reflexão dos professores de ensino médio e contribuir para a discussão sobre a importância da filosofia como disciplina na formação de cidadão crítico-reflexivo.
 A relevância da filosofia o olhar do filosófico é aquele que observa o todo em um angulo digamos de 360 graus, em síntese entre as características da atividade filosófica esta o insaciável interesse em investigar, a sua curiosidade, seu instinto de conhecer o conduz a procurar conhecer os mistérios da physis e do cosmo, desvelar a essência da natureza das "coisas e fatos" que dizem respeito à sociedade.
Essencialmente a atividade filosófica reside em se afastar do objeto pesquisado o véu, a fumaça que encobre os nossos olhos de enxergar o objeto como realmente ele é. Outra característica dessa atividade esta na imparcialidade de seu julgamento dos fatos, das coisas.
Devido às características aqui apresentadas da ciência filosófica é peculiar professores e autoridades públicas a questionar a introdução da filosofia no roll das disciplinas escolares obrigatórias.
Em uma sociedade como a brasileira que busca ingressar no roll dos países ricos, os especialistas em política externa, empresários, entre outros consideram o Brasil um país emergente e muito importante é primordial desenvolver a educação formal e não formal da população brasileira.
Desta forma que ciência poderia constituir-se mais essencial ao processo de desenvolvimento da educação do que a filosofia, em outras palavras, a filosofia difere das demais ciências, seu objetivo é à busca da realidade do pensamento humano, podemos dizer que a atividade filosófica é a busca pelo conhecimento, pela sabedoria.
Os filósofos gregos enxergavam na educação um caminho necessário para o avanço da comunidade grega em busca de uma cultura ideal. Esse caminho era necessário para o homem alcançar o conhecimento inteligível, para levar o homem ao caminho da sabedoria.
Segundo Platão o papel da filosofia é contribuir para a elevação da alma humana, proporcionando ao homem o esclarecimento da verdadeira sabedoria. Assim, o homem alcançaria à intenção, o ato, a idéia de uma educação, cultura para a virtude.
A educação cumpre um papel importante na formação do individuo, sobretudo o papel da filosofia no ensinamento dos valores humanos mais nobres. Contudo devido ao caráter técnico do pensamento moderno parece difícil assegurar um lugar para o ensino de filosofia na escola e na sociedade como um todo.
Estamos vivendo um período em que se esqueceu totalmente o ensinamento aristotélico da busca do bem e da verdade. Encontramo-nos imersos nas tendências tecnológicas e delas dependemos de modo brutal e definitivo. Desta forma, a nossa estrutura de ensino suprime o conteúdo filosófico porque os indivíduos não devem refletir e nem indagar sobre a sua realidade.
             Para os gregos a educação possuía um valor extremamente amplo porque não se restringia a especialização, ou seja, o homem era formado em todas as suas capacidades. Tanto é que os homens mais importantes da Grécia antiga eram os que se colocavam a serviço da comunidade.
Esse estilo ético é que falta ao político brasileiro, porque, como dissemos anteriormente, preocupa-se em levar vantagem em tudo. Mas esse comportamento não é somente exclusivo dos representantes do povo, a maioria dos estudantes, professores, trabalhadores, agricultores, profissionais liberais, religioso (a)s pensam assim. Isso significa que a curto prazo não existe possibilidade de mudança na mentalidade dos cidadãos brasileiros.
Com efeito, usa-se muito a palavra ética em nosso país, mas na verdade é rara a efetivação dela, e isso é uma contradição que a maioria dos letrados ignora. Contudo, é importante lembrar que a política não pode tornar o homem justo, mas ela pode mudar a realidade social. Assim, a justiça deveria ser a condição anterior para ser um bom político.  Portanto, para ser um bom homem público antes de qualquer outra a condição para que o indivíduo seja um bom político é ser justo. Ora, sendo justo ele saberá governar a vida em comunidade com propriedade e sem excessos.
A reflexão sobre a prática docente volta-se sobre a própria atividade do docente e refletir sobre ela vem se tornando um exercícios bastante valorizado entre os educadores, pelo reconhecimento pela prática como fonte de um conhecimento especifico que só pode ser construído em contato com essa mesma pratica. A reflexão sobre a reflexão na ação é aquela que ajuda o profissional a progredir no seu desenvolvimento e a construir a sua forma pessoal de conhecer. Trata-se de olhar retrospectivamente para a ação e refletir sobre o momento da reflexão na ação, isto é, sobre o que aconteceu, o que o profissional observou, que significado atribui e que outros significados pode atribuir ao que aconteceu. Sendo assim, é possível compreender que a idéia de reflexão surge associada ao modo como se lida com problemas da prática profissional, à possibilidade da pessoa aceitar um estado de incerteza e estar aberta a novas hipóteses dando, assim, forma a esses problemas, descobrindo novos caminhos, construindo e concretizando soluções.
           Esperamos com este trabalho, estimular a produção filosófica e a procura por essa produção, pois entendemos que o ‘exercício do filosofar’ é próprio da condição humana, portanto o ensino de Filosofia é imprescindível como mediação pedagógica para a formação dos homens histórica e socialmente situados.
Tal pesquisa fundamenta-se na prática do professor em sala de aula e sua formação em filosofia, verificar a crítica situações dos docentes por não terem a formação adequada para ensinar filosofia. Sendo assim indagamos as seguintes perguntas: Quais fatores estão contribuindo para o aluno não quererem aprender filosofia no ensino médio?  Quais são as causas que afetas aprendizagem dos alunos na sala de aula? Qual é pratica do docente que estão sendo aplicadas em sala de aula? Qual é a relevância da filosofia na sala de aula?
Objetivo geral é analisar sobre a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015.
Objetivos específicos
Verificar a relevância da filosofia em sala de aula contribuindo na formação dos alunos crítico-reflexivo para a sociedade.
Valorizar a reflexão sobre a prática docente enfatizando o saber docente e sua formação em filosofia.
Diferencia  a relevância da filosofia e a reflexão da prática docente em sala de aula.
A referente pesquisa esta composta pelos seguintes tópicos: introdução. Material e método. Discussão dos resultados. Considerações finais e referencias.

2. RELEVÂNCIA DA FILOSOFIA
A filosofia tem uma importância muito grande no desenvolver da educação, tanto no jovem como nas crianças. A filosofia propicia que crianças e jovens criem, desde muito cedo, uma quantidade de habilidades e potencialidades por meio do uso da razão, no exercício de filosofar.
A filosofia é, sem duvida, uma disciplina que ensina a pensar e “pensar bem”. Mas o que quer dizer isto? Quer nos dizer que a filosofia é cada vez mais necessária, pois ela se ocupa de pensar no geral, o que nos dará maior “visibilidade” para com as outras disciplinas. Não se trata de querer afirmar que a filosofia é superior às demais matérias, pois todas são importantes quanto a filosofia, na educação de crianças e jovens.
A filosofia não deve ser somente entendida como mais uma matéria, mas como uma contribuição essencial para a compreensão das outras disciplinas, tanto quanto para o “exercício da cidadania”.
Neste sentido a filosofia deve ir para as salas de aula, funcionando como um local para o pensar, conhecer e arriscar-se em criar e descobrir novos conceitos. Assim, pode-se atribuir a filosofia uma identidade em meio ao contexto educacional brasileiro, envolvendo-se em um processo interdisciplinar e pedagógico.
“A filosofia deve integrar todo processo de conhecimento do ser humano. Se for aplicada desde a infância, a pessoa terá melhores condições de entender os fatos que acontecem no mundo, as conseqüências das ações e os possíveis resultados que podem ocorrer no futuro. ((Prof. Dr. Sílvio Wonsovicz). Luiz José Bizarello.)

2.1  Filosofia e Ensino

         Ao longo dos tempos, o ensino de Filosofia passou por uma série de modificações, desde a sua introdução, com a fundação do primeiro estabelecimento de ensino secundário, até a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96.
         Percorrendo a trajetória do ensino de Filosofia, constatamos que esta sempre serviu ao estabelecimento e manutenção de forças hegemônicas que buscavam neutralizar ou mesmo anular qualquer possibilidade de formação humana critica e autônoma.
         Hoje, face a Lei nº 9.394/96 e as novas políticas implementadas faz-se necessário redefinir aspectos essenciais ao ensino da Filosofia no nível médio, é preciso que a própria filosofia se debruce sobre o seu problema de ensino.
         Se outrora, o ensino de Filosofia serviu à manutenção e ao estabelecimento das forças hegemônicas, hoje em dia, um dos seus objetivos é “descortinar” as redes que invisivelmente nos manipulam, através de seu processo educativo, preocupado com a formação de cidadãos crítico-reflexivos.     
         Sendo assim, certas questões tornam-se essenciais para pensar o ensino de filosofia, tais como: o que ensinar em filosofia no ensino médio, em como ensiná-la, as dificuldades com a formação de pessoal docente devidamente habilitado para atuação neste campo de ensino e, também a formação dos jovens que entram em contato com a filosofia pela primeira vez.
Filosofia é tomada também como uma reflexão sobre a totalidade das coisas a partir de problemas impostos pela realidade sobre nós, os indivíduos, ou ainda tudo aquilo que a realidade nos coloca como seres sociais.
Na concepção do autor: A  dimensão  social  de  uma  problemática  atinge a  cada  um  de  uma  forma  particular,  mas  ao  mesmo  tempo  atinge  a  todos como componentes de um grupo, de ma entidade, de uma família (OLIVEIRA, 1990, p.16).  A filosofia, como as outras disciplinas, tem suas categorias: possui uma linguagem própria; tem um vocabulário específico, com o qual os educandos devem familiarizar-se aos poucos, percebendo o indispensável rigor da linguagem como instrumento de compreensão, de conhecimento e de construção de nosso ser no mundo.
         O conhecimento filosófico a ser ensinado deve servir para a formação do espírito crítico, para a análise reflexiva da situação do estudante, do professor e sobretudo, das pessoas alijadas do processo educacional.
 Segundo Japiassú que afirmar que “o objetivo de nosso ensino não seria mais o de aceitarmos um desenvolvimento natural qualquer, nem tampouco o de transmitirmos conhecimentos filosóficos prontos ou prêt-à-porter, mas o de provocarmos, em nossos alunos, a manifestação do desejo de saber sempre mais”. (Japiassú, 1997, p.97).
 O ensino de filosofia é o lócus de encontro entre o saber científico, o pedagógico e os outros saberes, travando no interior da escola, uma relação complexa e polêmica, através da qual busca-se conhecer mais e melhor a realidade na qual o ser humano vive, existe e interpreta o significado de seu ser.
O autor relatar que:
                          
Lebrun (1976) diz que: os alunos do ensino médio, ao se familiarizarem com os textos, as doutrinas, os conceitos  e as categorias filosóficas, poderão aprender a marcar o sentido de todas as palavras educando-se para a inteligibilidade, pois onde os ingênuos só vêem fatos diversos, acontecimentos amontoados, a Filosofia permite discernir uma significação, uma estrutura (Lebrun apud Favaretto, 1993, p.98).

        
         É em seu caráter institucional-formativo, que a Filosofia apresenta a sua dupla dimensão: a dimensão pedagógica e a sua dimensão política, ou seja, a filosofia forma quem entra em contato com ela, no outro aspecto a humanidade como sujeito coletivo pensante, busca explicitar/construir sentidos que tenham a ver com o direcionamento do agir histórico de seu tempo. A tarefa pedagógica relacionada com o filosofar deve estar direcionada por esses dois vetores. Para Severino (2003, p.52): “A filosofia se dirige, então, ao todo da população e sua finalidade é formativa do humano. Não se pode ser plenamente humanizado sem a prática do pensar reflexivo, sem o seu efetivo exercício”.
         Para justificar e garantir os objetivos, aos quais as Filosofia se propõe, através do processo de ensino-aprendizagem, alguns autores passam a referenciar a necessidade de uma didática da filosofia, pois muitas vezes os professores procuram novas saídas para a melhoria de seu trabalho e, no entanto, tais tentativas resultam inconsistentes e frustradoras.
De acordo com o autor:

[...] não há, ainda um estudo sistemático que possibilite uma alternativa metodológica para o ensino da filosofia, isto é, a didática da filosofia, muitas vezes não constrói caminhos e, quando o faz, raramente sistematiza tal experiência pedagógica. Essa sistematização poderia tornar-se um registro valioso para o seu ensino. (Ghedin, 2002, p. 225).


         Nos últimos dez anos aproximadamente, houve uma série de trabalhos relativos a didática da filosofia (Cerletti, 2003), e hoje ao pensar o ensino de Filosofia, a questão fundamental constitui-se em ensinar a filosofar.
       A concepção de uma didática da Filosofia possibilita pensar a sua própria prática de transmissão, quebrando a dualidade: a didática de um lado, a filosofia do outro, como se fossem terrenos independentes.
         Significa questionar-se sobre os pressupostos dos saberes, valores e métodos evidenciados na própria prática pedagógica, isto é, na prática docente do professor de Filosofia.
       Esta ampliação do campo da Filosofia inclui a reflexão sobre seu ensino, tem como ponto de partida o interesse na filosofia e a partir daí procura abordar as estratégias de ensino, sendo a filosofia que irá avaliar a pertinência das técnicas de ensino, dos recortes de conteúdos ou da seleção de recursos. A mudança de perspectiva acarreta diversas consequências:
1) Revaloriza a função do professor, ressaltando a sua capacidade crítica e criativa especificamente filosófica.
2) Gera um campo novo da reflexão filosófica: a filosofia do ensino.          
3) Recorta um novo campo de conteúdos, no qual o ensino da filosofia terá como tema um próprio assunto da filosofia: a análise das condições de seu próprio ensino.

2.2 A importância da filosofia no ensino médio
Nos últimos anos a Filosofia vem ganhando importância na educação de crianças,  adolescentes  e  jovens  nas  escolas públicas  e  particulares. Esta ascensão do ensino de Filosofia está sendo tema de conferências e discussões de Simpósio nos cursos de Filosofia das Universidades. E é consenso entre educadores e educandos que a filosofia na educação escolar abre  caminho para o grande espírito crítico, para a dúvida metodológica para a imprevisibilidade da busca e da reflexão. .
Mostrado que a Filosofia é fundamental a todos os tipos de aquisição de saberes, é aberta, flexível sem se limitar a tal nível de escolaridade, porém, exige uma postura crítica e disciplina intelectual.
Num sentido mais amplo quando uma escola oferece um elemento de ensino precisa-se que ela faça com que o aluno perceba que este elemento é uma nova cadeia que o levará em direção ao conhecimento mais amplo, este conhecimento não poderá ser visto e entregue como um elemento pragmático, ou seja, mais um conjunto de regras inibidoras de suas ações.
Desse modo, creio que pode se estabelecer uma profunda ligação entre o principio epistemológico elementar da Filosofia e seu objetivo, que é ajudar o aluno a pensar por si  mesmo,  segundo  Lipman  (2001)  isso    é  possível quando se oferece às crianças um curso de pensamento filosófico.
A Filosofia no ensino médio é segundo a sua  importância  para  a formação  dos cidadãos, um  eixo,  um  aporte  teórico  e  prático  que  abre  novos caminhos para o grande espírito crítico. Para Lipman (2001, p.45) do mesmo modo que o ensino da história  gera pensamento histórico e o ensino da matemática gera pensamento matemático, o ensino da filosofia deve gerar o pensamento filosófico, seja qual for a idade do  estudante.
Trabalhos práticos que  mostram filosoficamente  a  dinâmica  da educação e, em especial, a necessidade da filosofia no ensino médio.

3 REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE EM SALA DE AULA
 Compreender que a idéia de reflexão surge associada ao modo como se lida com problemas da prática profissional, à possibilidade da pessoa aceitar um estado de incerteza e estar aberta a novas hipóteses dando, assim, forma a esses problemas, descobrindo novos caminhos, construindo e concretizando soluções. Ou seja, de acordo com Schön (apud SCHÖN, 2000, p. 12). Num primeiro tempo há o reconhecimento de um problema e a identificação do contexto em que ele surge e, num segundo tempo, a conversação com o “[...] repertório de imagens, teorias, compreensões e ações”.
Então, ensinar constitui uma forma de reflexão na ação, ou seja, refletir sobre os acontecimentos e sobre as formas espontâneas de pensar e de agir de alguém, surgidas no contexto da ação que orientam a ação posterior. No entanto, vale ressaltar, de acordo com Kemmis (apud OLIVEIRA; SERRAZINA, 2006, p.7) que a apenas refletir não é suficiente, sendo necessário que esta reflexão tenha força para provocar a ação de forma a repensar a sua prática pedagógica e intervir sobre ela.
Antes da LDB nº 9.394/96, a Filosofia institui-se como uma disciplina livresca e preocupada com a retórica. Com a criação dos cursos profissionalizantes e superiores, o ensino de Filosofia passa a ser suprimido, pois ele não prepara o aluno diretamente para o ingresso nos cursos superiores, muito menos os profissionalizantes, já que neste considera-se a habilidade manual, o conhecimento fragmentado, em detrimento de uma visão integral, capaz de preparar as habilidades e as destrezas cognitivas e argumentativas que a Filosofia proporciona.
A reflexão é uma análise consciente daquilo que se apresenta como problema. Assim, se pensar é uma atividade que se coloca em prática espontaneamente, o mesmo não se pode dizer do refletir, porque “[...] se toda reflexão é pensamento, nem todo pensamento é reflexão” (SAVIANI, 2000, p.16). A reflexão implica uma atitude consciente de examinar detidamente as questões vitais da existência humana. Dessa forma, se se defende a reflexão enquanto um valor fundamental para a educação é necessário que essa reflexão possa ser também adjetivada de filosófica.
E o que induz o educador a filosofar? Segundo Saviani: O que leva o educador a filosofar são os problemas (entendido esse termo com o significado que lhe foi consignado) que ele encontra ao realizar a tarefa educativa. E como a educação visa o homem, é conveniente começar por uma reflexão sobre a realidade humana, procurando descobrir quais os aspectos que ele comporta, quais as suas exigências referindo-as sempre à situação existencial concreta do homem brasileiro, pois é aí (ou pelo menos a partir daí) que se desenvolverá o nosso trabalho.
Destaca a importância de haver uma atitude reflexiva dos professores em relação ao seu ensino e às condições sociais que o influenciam e, portanto, rejeita a imposição de idéias na escola, em que o professor aplica passivamente os planos já elaborados por outrem. Zeichner (apud PIMENTA, 2001, p. 30).
         E neste sentido, que professores e pessoas ligadas à Filosofia e a Educação, de um modo geral, preocupam-se com a permanência da disciplina na grade curricular, mas especificadamente com seu êxito, pois de nada adianta  ela “estar” na grade curricular, e não estar voltada para o ensino dos alunos numa perspectiva crítico-reflexiva. Em Martins (2000, p.97): “O objetivo desse processo, que se almeja superador do senso comum, é o de forjar uma nova consciência, crítica e consciente, para e pelos integrantes das classes subalternas”.
            Desta maneira, travaremos um diálogo com alguns autores acerca da Filosofia no Ensino Médio, repensando os seguintes temas: filosofia e ensino; filosofia e formação de professores; filosofia e procedimentos metodológicos.
Ao se tratar de prática, reporta-se a idéia de algo que é praticado, um exercício. A prática pedagógica vai além deste conceito, pois deve ser uma atividade desenvolvida constantemente, porém com um fim e objetivo a serem atingidos. A práxis é uma atividade que deve ser direcionada. Por isso "[...] toda práxis é atividade, mas nem toda atividade é práxis" (VÁSQUEZ, 2007, p. 219), seja essa atividade impulsionada por uma realidade presente, ou seja, por algo que se pretende conhecer, alcançar, é o que é chamado de atividade cognoscitiva e atividade teleológica, sobre isto Vásquez diz que,
[...] Entre a atividade cognoscitiva e a teleológica há diferenças importantes, pois enquanto a primeira se refere a uma realidade presente que pretende conhecer, a segunda refere-se a uma realidade futura e, portanto inexistente ainda. Por outro lado, enquanto a atividade cognoscitiva em si não implica uma exigência de ação efetiva, a atividade teleológica traz implícita uma exigência de realização, em virtude da qual se tende a fazer do fim uma causa da ação real. (IDEM, 2007, p. 223).

3.1 Filosofia e formação de professores

De acordo com a visão de Toledo, Araújo e Palhares (2005, p. 66) a formação de professores deveria ser uma tarefa natural das universidades. Para os autores as instituições de ensino superior estruturadas no tripé: ensino, pesquisa e extensão, enfatizam apenas a pesquisa, entretanto, não capacitam o professor para a prática reflexiva necessária ao seu desempenho.
Nas Diretrizes Curriculares são referidos alguns aspectos problemáticos na formação de professores quanto ao campo institucional como “o distanciamento entre as instituições de formação de professores e os sistemas de ensino da educação básica” (2001, p.13) e quanto ao campo curricular refere-se à prática dentro de uma concepção restrita, na medida em que promove a separação teoria e prática, colocando-as como momentos distintos e separados.

De acordo com as diretrizes que afirma que:


Nos cursos de formação de professores, a concepção dominante, (...), segmenta o curso em dois pólos isolados entre si um caracteriza o trabalho em sala de aula e o outro caracteriza atividades de estágio. O primeiro pólo supervaloriza os conhecimentos teóricos, acadêmicos, desprezando as práticas como importante fonte de conteúdos da formação. (...) O segundo pólo, supervaloriza o fazer pedagógico, desprezando a dimensão teórica dos conhecimentos como instrumento de seleção e análise contextual das práticas. (...) Assim, são ministrados cursos de teorias prescritivas e analíticas, deixando para os estágios o momento de colocar esses conhecimentos em prática. (Diretrizes, 2001, p. 15).


       A didática possui como objeto de estudo, o processo de ensino-aprendizagem, nesta perspectiva refletiremos sobre os sujeitos desse processo, os alunos do ensino médio e os professores.
       Como os professores concebem o aluno? Quem é ele? Qual a sua dimensão? Qual o seu papel no processo de ensino-aprendizagem?
       O aluno, por sua vez ao lidar com o ensino da filosofia, contagia-se e imbuído dela, especificamente na relação professor-aluno, espanta-se, mostra-se descrente quanto à validade dos ensinamentos propostos, pois o professor, no geral não transmite conhecimentos acabados, prontos, absolutos. Ele educa para a inteligibilidade, para o olhar perquiritivo, problematizador, buscando incitar nos alunos o processo de crítica do conhecimento, educando-os para a autonomia, numa contínua relação “faça comigo” e não “faça como eu faço”.
       Quanto ao papel do educador, devemos nos perguntar: Quem é o educador no processo educativo escolar? Será que ele reflete sobre o significado de sua atividade na sociedade e na vida dos educandos?
       Dentro do processo educativo, o professor tem servido como reprodutor do modelo econômico vigente, tendo como função tomar certo conteúdo, preparar-se para apresentá-lo ou dirigir o seu estudo, ir para uma sala de aula, tomar conta de uma turma de alunos, apresentar os conteúdos, controlar os alunos, avaliar a aprendizagem, disciplinar, etc.
       Sua atividade de docência tornou-se uma rotina comum, descompromissada com a realidade no qual está inserido e da importância de seu papel perante a sociedade.
       A ação docente tem sentido e significado e como qualquer prática humana, quando não formulamos um sentido específico para a ação que vamos realizar, adotamos um sentido dominante presente na sociedade e na cultura em que vivemos.
       Para que possa exercer esse papel o educador deve possuir algumas qualidades tais como: Compreensão da realidade com a qual trabalha, comprometimento político, competência no campo teórico de conhecimento em que atua e competência técnico-profissional.
       Em primeiro lugar, o educador dificilmente desempenhara seu papel na práxis pedagógica se não tiver certa compreensão da realidade na qual atua. Precisam compreender a sociedade na qual vive, através de sua história, sua cultura, suas relações de classe, suas perspectivas de transformação ou reprodução.
       Em segundo lugar, o educador precisa ter comprometimento político com o que faz, compreendendo a sociedade em que vive, terá clareza daquilo com que esta comprometida a sua ação.
       Em terceiro lugar, o educador necessita conhecer bem o campo científico com o qual trabalha. Não pode mediar a cultura de sua área se não detiver os conhecimentos e as habilidades que a dimensionam.
      Em quarto lugar o educador deve possuir habilidades e recursos técnicos de ensino suficientes para possibilitar aos alunos a sua elevação cultural através da apropriação da cultura elaborada. O professor necessita de habilidades para a utilização e aplicação de procedimentos de ensino.
      Portanto, para alguns autores são necessárias algumas mediações especificas: acesso a textos filosóficos, exercício da escrita, como ensinar e os manuais.
      A história da Filosofia, cujo instrumento imediato, são os textos filosóficos e os textos em geral. Os textos são os materiais didáticos básicos para o professor e podem servir tanto para o estudo histórico da filosofia, quanto para o estudo sistemático. Sendo que, no nível histórico, considera-se a contextualização da obra e do autor e na dimensão sistemática do texto não há a preocupação de saber as intenções do autor e o sentido histórico do texto, mas saber se o argumento utilizado é verdadeiro ou falso.
   O acesso aos textos filosóficos, que possibilitam o exercício do filosofar, através de um diálogo com os pensadores, a partir dos quais os alunos refletem sobre questões de ordens política, econômica e social, este contato permite ao professor relacionar a filosofia, o interesse do aluno e as necessidades sociais. Segundo Paviani (2002, p.50): “A experiência do ensino da filosofia mostra a relevância de uma situação problemática ou de aprendizagem para conduzir uma ação pedagógica capaz de produzir efeitos”. Para Rodrigues (2002, p.177): “ A atividade problematizadora, orientada na busca de inteligibilidade daquilo que se apresenta como problema ao olhar perquiritivo, não se dá nem se concretiza no vazio abstrato, mas ocorre através de relações concretas, situadas e contextualizadas”. 
         A escrita constitui-se em um recurso metodológico importante, segundo Paviani (2002) e Severino (2003), pois apresenta vantagens para a aprendizagem, devendo o professor “recomendar aos alunos fazerem anotações, relatório das aulas, dos argumentos desenvolvidos” (Paviani, 2002, p.47), que através dos conceitos dados sejam estabelecidas relações de construção do conhecimento, o escrever é um modo de pensar. Severino (2003, p.57) diz que: “Impõe-se mesmo ao aprendiz da filosofia não só praticar os exercícios de leitura, mas também o exercício da escrita”.
         A questão sobre como ensinar, relacionada a elaboração dos programas de ensino os quais apresentam algumas dificuldades específicas na escolha dos temas e dos problemas de estudo. A opção pode considerar diversos critérios: a formação básica e geral ou a formação profissional. Outro aspecto a ser considerado é o tipo de abordagem: uma abordagem sistemática, que permite o ato de filosofar, ou a abordagem instrumental, que visa examinar os pressupostos de uma determinada área do conhecimento.
         Outro possível mediador para uma relação de aprendizagem são os manuais vistos com bons olhos por Paviani (2002, p.50): “ Os manuais têm uma função de apoio: servem para sistematizar conhecimentos necessários para realizar novas investigações”, já em outras vezes são considerados irrelevantes pela comunidade científico- filosófica. Nessa perspectiva Kohan (2002,p.35): “[...] não há nada mais antifilosófico que os chamados  “manuais de filosofia”, ainda, ou sobretudo, aqueles que dizem que ensinam a pensar”.  
        Sendo assim, essas mediações podem contribuir para a melhor atuação dos professores em sala de aula, numa possível (re) significação da prática docente e, ainda  poderão servir aos alunos como estímulo para a obtenção de conhecimento.

 

3.2 Filosofia e procedimentos metodológicos

       Sobre métodos e procedimentos de ensino, é preciso agir com critérios definidos e com prudência. Há a necessidade de estudar que procedimentos e atividades possibilitarão, da melhor forma, aos nossos alunos atingirem o objetivo de aprender o melhor possível daquilo que estamos pretendendo ensinar.
       Nesta perspectiva abordaremos quatro maneiras de se trabalhar com a filosofia: histórico, sociológico, cultura geral e temático-reflexivo (Trombetta, 2002), sendo que este último oferece maiores condições para o processo reflexivo.
         O modo histórico faz um recorte na Filosofia a partir de uma sequência cronológica da Grécia Antiga até a contemporaneidade. No qual, os alunos entram em contato com a produção de cada autor, inserindo-o no seu contexto social e histórico.
         O segundo modo denominado sociológico propõe-se a dar um sentido “transformador” para a atividade filosófica, utilizando-se de temas e atividades ligadas a problemas sociais atuais. As aulas de filosofia transformam-se em debates, nos quais os alunos falam sobre temas como: alienação, ideologia, indústria cultural, massificação do homem, etc...
         O terceiro modo, cultura geral, permite aos alunos o contato com uma produção bastante rica sobre temas do pensamento humano, construtores da cultura ocidental. Desta maneira, o aluno passa a conhecer as tendências e os conceitos que a filosofia criou para trabalhar com seus grandes temas como: teoria do conhecimento, filosofia da ciência, estética, ética, filosofia política, etc. A aula adquire um caráter expositivo e o professor é apenas um mediador deste processo de conhecimento.
         O quarto e mais importante, o modo temático-reflexivo, pois ele proporciona aos professores e alunos exercitarem a capacidade reflexiva. Compreendida aqui, como o “eterno retorno”, a busca constante de respostas já instituídas, a investigação contínua, sendo assim a busca é mais importante do que resultados definitivos.
         Portanto, é necessário pensar a formação de profissionais da educação para trabalhar com a filosofia nas escolas do ensino médio, cuja tarefa será a consolidação de um projeto político-pedagógico que apresente à sociedade que tipo de filosofia precisamos construir com os jovens estudantes; qual é a visão de mundo e sociedade que permeia nosso trabalho pedagógico e qual a contribuição que temos a oferecer à educação.

4 MATERIAL E MÉTODO
A pesquisa trotou-se da relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio no ano 2015. Que foi realizada na Escola Estadual de Urucurituba-Am, zona urbana. O trabalho utilizou-se a linha de pesquisa como linha educação cultura, sociedade. A pesquisa utilizou o método qualitativo e quantitativo.
A referida pesquisa utilizou um estudo de caso. TULL (1976, p 323) afirma que "um estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação particular" e BONOMA (1985, p. 203) coloca que o "estudo de caso é uma descrição de uma situação gerencial". Pois o referido estudo trata-se explicar ligações causais em intervenções ou situações da vida real que são complexas demais para tratamento através de estratégias experimentais ou de levantamento de dados.  A técnica participativa, na qual os alunos da sala foram envolvidos de pesquisa. A pesquisa foi realizada a população amostra de 10 professores. O estudo se realizou por meio de: Entrevistas com os professores do 1º ano do ensino médio; Conversa informal e formal com os professores enfatizando sobre a pesquisa.

5 DISCUSSÃO E RESULTADOS
Mediante a realização da pesquisa que ocorreu na Escola Estadual de Urucurituba com os professores no 1º ano do ensino médio, onde foi selecionada uma população amostra de 10 professores que fizeram parte da referente pesquisa onde responderam as questões sobre o problema em questão.  
Essas questões norteadoras sobre o problema deu-se suporte a na relevância do trabalho. A as questões perguntadas as professores foram às seguintes: Qual são os fatores que não estão contribuindo para os alunos não quererem aprender filosofia no ensino médio?  Quais são as causas que afetam a aprendizagem dos alunos na sala de aula? Quais é pratica do docente que estão sendo aplicadas em sala de aula? 
Entre 10 professores: 3 docentes responderam que os fatores  que não contribuem na aprendizagem do aluno?
­Responderam: - É o desinteresse dos próprios alunos na disciplina de filosofia, eles pensam que a disciplina não tem relevância nas suas vidas. Muitos só estão estudando para concluir o ensino médio.
E 4 professores responderam a outra questão: ?  Quais são as causas que afetam a aprendizagem dos alunos na sala de aula?
- A causa é a própria formação nossa que estamos dando aula sem ter formação na área. A outra causa a falta de tempo de planejar as aulas lúdicas. Sobrecarga de trabalho.
2 professores responderam a ultima questão: Qual é a pratica do docente que estão sendo aplicadas em sala de aula? 
- Responderam os professores: a prática é a tradicional. Ditamos e eles copiam os textos. Depois iremos responder as atividades que são lançadas para eles.
1 professor respondeu: Qual é a importância da filosofia na sala de aula?
- é formar cidadão críticos que entendam o sentido da vida. O significado dos porquês! É ter um direcionamento sobre as perspectivas de um mundo desigual.
Então, percebe-se nas respostas a desmotivação das ambas as partes, por um lado os alunos desinteressados na disciplina de filosofia, por não terem nenhum compromisso, se não terminar o ensino médio, ou seja, só querer o diploma.
Enquanto os professores que não são licenciados na área, e alegam por não terem tempo de planejar suas aulas, de formas lúdicas. E também relatam a sobrecarga de disciplinas e trabalhos na escola, e com isso interferem focar só em uma disciplina. Mas, sempre incentivam os educandos da importância da filosofia para vida do mesmo. 
Portanto, a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula precisa-se de políticas publicas educacionais dos governantes onde deixam a mercê os professores, na sua formação em filosofia. A falta de contração de professores na área onde não irão sobrecarregar os docentes. Políticas de gestão onde poderão dar suporte os educadores na escola.  Nesse sentido como irá ficar a relevância da filosofia, ou seja, a importância que os próprios governantes não terem um olhar para educação. E a pratica do professor em sala de aula que a própria escola visa o quantitativo. O próprio sistema que tem poder de manipular a educação. O que falta a valorização da classe docente com bons salários e um ambiente adequado de trabalho.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

          Pode-se conclui que o referido tema sobre a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015. O trabalha expõe uma reflexão e a importância de sua prática em sala de aula, que apontar dois elementos que poderão estar subsidiando professores que, em sua prática docente, procuram saídas para a melhoria de seu trabalho, tais como: a didática da filosofia que procura abordar as estratégias de ensino e a reflexão sobre o verdadeiro significado de sua práxis.
Outra questão, são os procedimentos metodológicos, os quais possibilitam aos professores executarem suas atividades, fazendo com que os alunos aprendam o melhor possível daquilo que se pretende ensinar.
         Neste sentido o educador é necessário algumas habilidades: compreender a realidade com a qual trabalhar, comprometimento político, competência no campo teórico de conhecimento em que atua e competência técnico-profissional.
Então, a filosofia se torna um elemento importante nessa etapa da educação, pois através da sua característica de reflexão e investigação dos fatos, que pode ser um ponto de referência para o aluno que está em uma fase de reflexões sobre o sentido da sua própria existência e do seu papel na sociedade.
Pode-se dizer que a Filosofia é muito importante para o Ensino Médio, porque ela possui os elementos que são necessários para auxiliar o jovem adolescente no seu processo de desenvolvimento moral e educacional para que possa conquistar seu espaço na sociedade e no mercado de trabalho.
Dessa forma a filosofia que pode ajudar a aluno a tirar as correntes do senso comum e conhecer o mundo real, ou seja, deixar os preconceitos e as crenças do senso comum e assumir o senso crítico. Aproveitando a idéia de Platão na Alegoria da Caverna, a Filosofia e a educação não consistem em dar olhos à alma visto que esta já o tem, mas consistem em orientar a visão no caminho certo. A tarefa da Filosofia é orientar o pensamento humano no caminho correto, pensando no reflexo que isso terá na sociedade, motivando a conscientização e a cidadania.
Nesta perspectiva, delineamos quatro modos de se trabalhar com a filosofia: histórico, sociológico, cultura-geral e temático-reflexivo, sendo que esse último oferece maiores condições ao processo reflexivo.
         Portanto, pensamos em uma filosofia (disciplina) que em interação com as outras áreas  do conhecimento, baseada em uma relação dialógica aluno-professor, possa estar contribuindo para a formação e construção de uma consciência e preocupada com a cidadania, situada na realidade sociocultural em que vivem e se educam.
























REFERÊNCIAS

BONOMA, Thomas V. - Case Research in Marketing: Opportunities, Problems, and Process. Journal of Marketing Research, Vol XXII, May 1985.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 009/2001 de 08 de maio de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores para a Educação Básica em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília. Maio. 2001.

CORNELLI, G; DANELON, M; GALLO, S. (orgs). Filosofia do ensino de filosofia. Petrópolis, RJ: Vozes,2003.

FÁVERO, A.A; KOHAN, W.O; RAUBER, J. J (orgs.). Um olhar sobre o ensino de filosofia.
Ijuí: Ed. UNIJUÌ, 2002.

JAPIASSU, H. Questões epistemológicas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.
JAPIASSU, Hilton. Francis Bacon: o profeta da ciência moderna. São Paulo: Letras & Letras, 1995.

LIPMAN,  Matthew.  A  filosofia  na  sala  de  aula.  São  Paulo.Nova  Alexandria, 2002.

OLIVEIRA, A. S. de (org.), 1990.  Introdução ao pensamento Filosófico. 4ª ed., São Paulo, LoyolaPARÁ. Conselho Estadual de Educação, Resolução, N° 333 de 11 de março de 1999.

PIMENTA, Selma Garrido (org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999, p. 15.

SCHÖN, Donald A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: ARMED, 2000.

SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 13 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2000. p.23.

VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. São Paulo: Expressão Popular, 2007.

TOLEDO, Elizabeth; ARAUJO, Fabíola Peixoto de; PALHARES, Willany. A formação dos professores: tendências atuais. Pesquisa na prática pedagógica (fundamentação) normal superior. EAD UNITINS / EDUCON: Palmas-TO, 2005.

TULL, D. S. & HAWKINS, D. I. - Marketing Research, Meaning, Measurement and Method. Macmillan Publishing Co., Inc., London, 1976.


 Prof. Dr. Sílvio Wonsovicz. Luiz José Bizarello, 3°sem.  Postado por Filosofos da Diocese de Cruz Alta às 10:12 AM

         














[1] Orleane Magalhães da Silva, Licenciando em filosofia pela Faculdade Teológica e Educacional Brasileira (FATEBRAS).

PLANO DE CURSO PARA EJA - CONTEÚDOS PARA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

EJA Língua Portuguesa de 6º ao 9º ano   Planejamento Anual para a Educação de Jovens e Adultos 1 -  Apresentação                 Aqui serão ...