A RELEVÂNCIA DA FILOSOFIA E A REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA
DOCENTE EM SALA DE AULA NO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL DE
URUCURITUBA-AM, NO ANO DE 2015.
Orleane
Magalhães da Silva[1]
RESUMO
O presente trabalho visa
estabelecer a relevância da filosofia reflexão
sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino médio no município
de Urucurituba no ano 2015. Percebe-se hoje certa desvalorização da
filosofia que é vista, muitas vezes, como um saber que não apresenta resultados
imediatos, logo, não tem utilidade para a sociedade. Assim a pesquisa teve como
objetivos analisar as a importância da filosofia da no ensino médio. Neste
sentido incentivar com esse estudo a reflexão dos professores de ensino médio e
contribuir para a discussão sobre a importância da filosofia como disciplina na
formação de cidadão crítico-reflexivo. A construção do referencial foi feito a
partir de uma pesquisa bibliográfica. Em busca de uma práxis educativa
apontaremos dois elementos: a didática da filosofia que procura abordar as
estratégias de ensino e a reflexão sobre o verdadeiro significado de sua práxis
educativa.
Palavras chaves: Filosofia, Ensino, Práxis.
ABSTRACT
This study aims to establish
the relevance of reflection philosophy on teaching practice in class in the 1st
year of high school in stat município de
Urucurituba in the year 2015. You can tell today a certain devaluation of
philosophy that is seen often as a knowledge that does not show immediate
results, so of no use to society. Thus the research aimed to analyze the
importance of philosophy in high school. In this regard encourage to this study
the high school teachers' reflection and contribute to the discussion about the
importance of philosophy as a discipline in the formation of critical and reflective
citizen. The construction of the framework was made from a literature search.
in search of an educational practice we will point out two elements: the
teaching of philosophy that seeks to address the teaching strategies and
reflection on the true meaning of its educational praxis.
Key words: Philosophy,
Teaching, Practice
1 Introdução
O
presente artigo tem o intuito abordar sobre a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de
aula no 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015. Tal
pesquisa tem a relevância em incentivar um estudo sobre a reflexão dos
professores de ensino médio e contribuir para a discussão sobre a importância
da filosofia como disciplina na formação de cidadão crítico-reflexivo.
A
relevância da filosofia o olhar do filosófico é aquele que observa o todo em um
angulo digamos de 360 graus, em síntese entre as características da atividade
filosófica esta o insaciável interesse em investigar, a sua curiosidade, seu instinto
de conhecer o conduz a procurar conhecer os mistérios da physis e do cosmo,
desvelar a essência da natureza das "coisas e fatos" que dizem
respeito à sociedade.
Essencialmente a atividade filosófica reside
em se afastar do objeto pesquisado o véu, a fumaça que encobre os nossos olhos
de enxergar o objeto como realmente ele é. Outra característica dessa atividade
esta na imparcialidade de seu julgamento dos fatos, das coisas.
Devido às características aqui apresentadas
da ciência filosófica é peculiar professores e autoridades públicas a
questionar a introdução da filosofia no roll das disciplinas escolares
obrigatórias.
Em uma sociedade como a brasileira que busca
ingressar no roll dos países ricos, os especialistas em política externa,
empresários, entre outros consideram o Brasil um país emergente e muito
importante é primordial desenvolver a educação formal e não formal da população
brasileira.
Desta forma que ciência poderia constituir-se
mais essencial ao processo de desenvolvimento da educação do que a filosofia,
em outras palavras, a filosofia difere das demais ciências, seu objetivo é à
busca da realidade do pensamento humano, podemos dizer que a atividade
filosófica é a busca pelo conhecimento, pela sabedoria.
Os filósofos gregos enxergavam na educação um
caminho necessário para o avanço da comunidade grega em busca de uma cultura
ideal. Esse caminho era necessário para o homem alcançar o conhecimento
inteligível, para levar o homem ao caminho da sabedoria.
Segundo Platão o papel da filosofia é contribuir
para a elevação da alma humana, proporcionando ao homem o esclarecimento da
verdadeira sabedoria. Assim, o homem alcançaria à intenção, o ato, a idéia de
uma educação, cultura para a virtude.
A educação cumpre um papel importante na
formação do individuo, sobretudo o papel da filosofia no ensinamento dos
valores humanos mais nobres. Contudo devido ao caráter técnico do pensamento
moderno parece difícil assegurar um lugar para o ensino de filosofia na escola
e na sociedade como um todo.
Estamos vivendo um período em que se esqueceu
totalmente o ensinamento aristotélico da busca do bem e da verdade.
Encontramo-nos imersos nas tendências tecnológicas e delas dependemos de modo
brutal e definitivo. Desta forma, a nossa estrutura de ensino suprime o conteúdo
filosófico porque os indivíduos não devem refletir e nem indagar sobre a sua
realidade.
Para os gregos a
educação possuía um valor extremamente amplo porque não se restringia a
especialização, ou seja, o homem era formado em todas as suas capacidades.
Tanto é que os homens mais importantes da Grécia antiga eram os que se
colocavam a serviço da comunidade.
Esse estilo ético é que falta ao político
brasileiro, porque, como dissemos anteriormente, preocupa-se em levar vantagem
em tudo. Mas esse comportamento não é somente exclusivo dos representantes do
povo, a maioria dos estudantes, professores, trabalhadores, agricultores,
profissionais liberais, religioso (a)s pensam assim. Isso significa que a curto
prazo não existe possibilidade de mudança na mentalidade dos cidadãos
brasileiros.
Com efeito, usa-se muito a palavra ética em
nosso país, mas na verdade é rara a efetivação dela, e isso é uma contradição
que a maioria dos letrados ignora. Contudo, é importante lembrar que a política
não pode tornar o homem justo, mas ela pode mudar a realidade social. Assim, a
justiça deveria ser a condição anterior para ser um bom político. Portanto, para ser um bom homem público antes
de qualquer outra a condição para que o indivíduo seja um bom político é ser
justo. Ora, sendo justo ele saberá governar a vida em comunidade com
propriedade e sem excessos.
A reflexão sobre a prática docente volta-se
sobre a própria atividade do docente e refletir sobre ela vem se tornando um
exercícios bastante valorizado entre os educadores, pelo reconhecimento pela
prática como fonte de um conhecimento especifico que só pode ser construído em
contato com essa mesma pratica. A reflexão sobre a reflexão na ação é aquela
que ajuda o profissional a progredir no seu desenvolvimento e a construir a sua
forma pessoal de conhecer. Trata-se de olhar retrospectivamente para a ação e
refletir sobre o momento da reflexão na ação, isto é, sobre o que aconteceu, o
que o profissional observou, que significado atribui e que outros significados
pode atribuir ao que aconteceu. Sendo assim, é possível compreender que a idéia
de reflexão surge associada ao modo como se lida com problemas da prática
profissional, à possibilidade da pessoa aceitar um estado de incerteza e estar
aberta a novas hipóteses dando, assim, forma a esses problemas, descobrindo
novos caminhos, construindo e concretizando soluções.
Esperamos com este trabalho,
estimular a produção filosófica e a procura por essa produção, pois entendemos
que o ‘exercício do filosofar’ é próprio da condição humana, portanto o ensino
de Filosofia é imprescindível como mediação pedagógica para a formação dos
homens histórica e socialmente situados.
Tal
pesquisa fundamenta-se na prática do professor em sala de aula e sua formação
em filosofia, verificar a crítica situações dos docentes por não terem a
formação adequada para ensinar filosofia. Sendo assim indagamos as seguintes
perguntas: Quais fatores estão contribuindo para o aluno não quererem aprender
filosofia no ensino médio? Quais são as
causas que afetas aprendizagem dos alunos na sala de aula? Qual é pratica do
docente que estão sendo aplicadas em sala de aula? Qual é a relevância da
filosofia na sala de aula?
Objetivo
geral é analisar sobre a relevância da
filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do ensino
médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015.
Objetivos específicos
Verificar
a relevância da filosofia em sala de
aula contribuindo na formação dos alunos crítico-reflexivo para a sociedade.
Valorizar
a reflexão sobre a prática docente
enfatizando o saber docente e sua formação em filosofia.
Diferencia a relevância da filosofia e a reflexão da
prática docente em sala de aula.
A
referente pesquisa esta composta pelos seguintes tópicos: introdução. Material
e método. Discussão dos resultados. Considerações finais e referencias.
2. RELEVÂNCIA
DA FILOSOFIA
A filosofia tem uma importância muito grande
no desenvolver da educação, tanto no jovem como nas crianças. A filosofia
propicia que crianças e jovens criem, desde muito cedo, uma quantidade de
habilidades e potencialidades por meio do uso da razão, no exercício de
filosofar.
A filosofia é, sem duvida, uma disciplina que
ensina a pensar e “pensar bem”. Mas o que quer dizer isto? Quer nos dizer que a
filosofia é cada vez mais necessária, pois ela se ocupa de pensar no geral, o
que nos dará maior “visibilidade” para com as outras disciplinas. Não se trata
de querer afirmar que a filosofia é superior às demais matérias, pois todas são
importantes quanto a filosofia, na educação de crianças e jovens.
A filosofia não deve ser somente entendida
como mais uma matéria, mas como uma contribuição essencial para a compreensão
das outras disciplinas, tanto quanto para o “exercício da cidadania”.
Neste sentido a filosofia deve ir para as
salas de aula, funcionando como um local para o pensar, conhecer e arriscar-se
em criar e descobrir novos conceitos. Assim, pode-se atribuir a filosofia uma
identidade em meio ao contexto educacional brasileiro, envolvendo-se em um
processo interdisciplinar e pedagógico.
“A filosofia deve integrar todo processo de
conhecimento do ser humano. Se for aplicada desde a infância, a pessoa terá
melhores condições de entender os fatos que acontecem no mundo, as
conseqüências das ações e os possíveis resultados que podem ocorrer no futuro. ((Prof.
Dr. Sílvio Wonsovicz). Luiz José Bizarello.)
2.1 Filosofia e Ensino
Ao longo dos tempos, o ensino de
Filosofia passou por uma série de modificações, desde a sua introdução, com a
fundação do primeiro estabelecimento de ensino secundário, até a atual Lei de
Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96.
Percorrendo a trajetória do ensino de
Filosofia, constatamos que esta sempre serviu ao estabelecimento e manutenção
de forças hegemônicas que buscavam neutralizar ou mesmo anular qualquer
possibilidade de formação humana critica e autônoma.
Hoje, face a Lei nº 9.394/96 e as novas
políticas implementadas faz-se necessário redefinir aspectos essenciais ao
ensino da Filosofia no nível médio, é preciso que a própria filosofia se
debruce sobre o seu problema de ensino.
Se outrora, o ensino de Filosofia
serviu à manutenção e ao estabelecimento das forças hegemônicas, hoje em dia,
um dos seus objetivos é “descortinar” as redes que invisivelmente nos
manipulam, através de seu processo educativo, preocupado com a formação de
cidadãos crítico-reflexivos.
Sendo assim, certas questões tornam-se
essenciais para pensar o ensino de filosofia, tais como: o que ensinar em
filosofia no ensino médio, em como ensiná-la, as dificuldades com a formação de
pessoal docente devidamente habilitado para atuação neste campo de ensino e,
também a formação dos jovens que entram em contato com a filosofia pela
primeira vez.
Filosofia é
tomada também como uma reflexão sobre a totalidade das coisas a partir de
problemas impostos pela realidade sobre nós, os indivíduos, ou ainda tudo
aquilo que a realidade nos coloca como seres sociais.
Na concepção do
autor: A dimensão social
de uma problemática
atinge a cada um
de uma forma
particular, mas ao
mesmo tempo atinge
a todos como componentes de um
grupo, de ma entidade, de uma família (OLIVEIRA, 1990, p.16). A filosofia, como as outras disciplinas, tem
suas categorias: possui uma linguagem própria; tem um vocabulário específico,
com o qual os educandos devem familiarizar-se aos poucos, percebendo o
indispensável rigor da linguagem como instrumento de compreensão, de
conhecimento e de construção de nosso ser no mundo.
O conhecimento filosófico a ser ensinado
deve servir para a formação do espírito crítico, para a análise reflexiva da
situação do estudante, do professor e sobretudo, das pessoas alijadas do
processo educacional.
Segundo Japiassú
que afirmar que “o objetivo de nosso ensino não seria mais o de aceitarmos um
desenvolvimento natural qualquer, nem tampouco o de transmitirmos conhecimentos
filosóficos prontos ou prêt-à-porter, mas o de provocarmos, em nossos alunos, a
manifestação do desejo de saber sempre mais”. (Japiassú, 1997, p.97).
O ensino de
filosofia é o lócus de encontro entre o saber científico, o pedagógico e os
outros saberes, travando no interior da escola, uma relação complexa e
polêmica, através da qual busca-se conhecer mais e melhor a realidade na qual o
ser humano vive, existe e interpreta o significado de seu ser.
O
autor relatar que:
Lebrun (1976) diz que: os alunos do ensino médio, ao
se familiarizarem com os textos, as doutrinas, os conceitos e as categorias filosóficas, poderão aprender
a marcar o sentido de todas as palavras educando-se para a inteligibilidade,
pois onde os ingênuos só vêem fatos diversos, acontecimentos amontoados, a
Filosofia permite discernir uma significação, uma estrutura (Lebrun apud
Favaretto, 1993, p.98).
É em seu caráter
institucional-formativo, que a Filosofia apresenta a sua dupla dimensão: a
dimensão pedagógica e a sua dimensão política, ou seja, a filosofia forma quem
entra em contato com ela, no outro aspecto a humanidade como sujeito coletivo
pensante, busca explicitar/construir sentidos que tenham a ver com o
direcionamento do agir histórico de seu tempo. A tarefa pedagógica relacionada
com o filosofar deve estar direcionada por esses dois vetores. Para Severino
(2003, p.52): “A filosofia se dirige, então, ao todo da população e sua
finalidade é formativa do humano. Não se pode ser plenamente humanizado sem a
prática do pensar reflexivo, sem o seu efetivo exercício”.
Para justificar e garantir os
objetivos, aos quais as Filosofia se propõe, através do processo de
ensino-aprendizagem, alguns autores passam a referenciar a necessidade de uma
didática da filosofia, pois muitas vezes os professores procuram novas saídas
para a melhoria de seu trabalho e, no entanto, tais tentativas resultam
inconsistentes e frustradoras.
De
acordo com o autor:
[...] não há, ainda um estudo sistemático que
possibilite uma alternativa metodológica para o ensino da filosofia, isto é, a
didática da filosofia, muitas vezes não constrói caminhos e, quando o faz,
raramente sistematiza tal experiência pedagógica. Essa sistematização poderia
tornar-se um registro valioso para o seu ensino. (Ghedin, 2002, p. 225).
Nos últimos dez anos
aproximadamente, houve uma série de trabalhos relativos a didática da filosofia
(Cerletti, 2003), e hoje ao pensar o ensino de Filosofia, a questão fundamental
constitui-se em ensinar a filosofar.
A concepção de uma didática da Filosofia
possibilita pensar a sua própria prática de transmissão, quebrando a dualidade:
a didática de um lado, a filosofia do outro, como se fossem terrenos
independentes.
Significa questionar-se sobre os
pressupostos dos saberes, valores e métodos evidenciados na própria prática
pedagógica, isto é, na prática docente do professor de Filosofia.
Esta ampliação do campo da Filosofia
inclui a reflexão sobre seu ensino, tem como ponto de partida o interesse na
filosofia e a partir daí procura abordar as estratégias de ensino, sendo a
filosofia que irá avaliar a pertinência das técnicas de ensino, dos recortes de
conteúdos ou da seleção de recursos. A mudança de perspectiva acarreta diversas
consequências:
1)
Revaloriza a função do professor, ressaltando a sua capacidade crítica e
criativa especificamente filosófica.
2) Gera
um campo novo da reflexão filosófica: a filosofia do ensino.
3)
Recorta um novo campo de conteúdos, no qual o ensino da filosofia terá como
tema um próprio assunto da filosofia: a análise das condições de seu próprio
ensino.
2.2 A importância da filosofia no ensino médio
Nos últimos anos a Filosofia vem ganhando
importância na educação de crianças,
adolescentes e jovens
nas escolas públicas e
particulares. Esta ascensão do ensino de Filosofia está sendo tema de
conferências e discussões de Simpósio nos cursos de Filosofia das
Universidades. E é consenso entre educadores e educandos que a filosofia na
educação escolar abre caminho para o
grande espírito crítico, para a dúvida metodológica para a imprevisibilidade da
busca e da reflexão. .
Mostrado que a Filosofia é fundamental a
todos os tipos de aquisição de saberes, é aberta, flexível sem se limitar a tal
nível de escolaridade, porém, exige uma postura crítica e disciplina
intelectual.
Num sentido mais amplo quando uma escola
oferece um elemento de ensino precisa-se que ela faça com que o aluno perceba
que este elemento é uma nova cadeia que o levará em direção ao conhecimento
mais amplo, este conhecimento não poderá ser visto e entregue como um elemento
pragmático, ou seja, mais um conjunto de regras inibidoras de suas ações.
Desse modo, creio que pode se estabelecer uma
profunda ligação entre o principio epistemológico elementar da Filosofia e seu objetivo,
que é ajudar o aluno a pensar por si
mesmo, segundo Lipman
(2001) isso só
é possível quando se oferece às
crianças um curso de pensamento filosófico.
A Filosofia no ensino médio é segundo a sua importância
para a formação dos cidadãos, um eixo,
um aporte teórico
e prático que
abre novos caminhos para o grande
espírito crítico. Para Lipman (2001, p.45) do mesmo modo que o ensino da história gera pensamento histórico e o ensino da
matemática gera pensamento matemático, o ensino da filosofia deve gerar o
pensamento filosófico, seja qual for a idade do
estudante.
Trabalhos práticos que mostram filosoficamente a
dinâmica da educação e, em
especial, a necessidade da filosofia no ensino médio.
3
REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE EM SALA DE AULA
Compreender
que a idéia de reflexão surge associada ao modo como se lida com problemas da
prática profissional, à possibilidade da pessoa aceitar um estado de incerteza
e estar aberta a novas hipóteses dando, assim, forma a esses problemas,
descobrindo novos caminhos, construindo e concretizando soluções. Ou seja, de
acordo com Schön (apud SCHÖN, 2000, p. 12). Num primeiro tempo há o reconhecimento
de um problema e a identificação do contexto em que ele surge e, num segundo
tempo, a conversação com o “[...] repertório de imagens, teorias, compreensões e
ações”.
Então, ensinar constitui uma forma de
reflexão na ação, ou seja, refletir sobre os acontecimentos e sobre as formas
espontâneas de pensar e de agir de alguém, surgidas no contexto da ação que
orientam a ação posterior. No entanto, vale ressaltar, de acordo com Kemmis (apud
OLIVEIRA; SERRAZINA, 2006, p.7) que a apenas refletir não é suficiente, sendo
necessário que esta reflexão tenha força para provocar a ação de forma a
repensar a sua prática pedagógica e intervir sobre ela.
Antes da LDB nº
9.394/96, a Filosofia institui-se como uma disciplina livresca e preocupada com
a retórica. Com a criação dos cursos profissionalizantes e superiores, o ensino
de Filosofia passa a ser suprimido, pois ele não prepara o aluno diretamente
para o ingresso nos cursos superiores, muito menos os profissionalizantes, já
que neste considera-se a habilidade manual, o conhecimento fragmentado, em
detrimento de uma visão integral, capaz de preparar as habilidades e as
destrezas cognitivas e argumentativas que a Filosofia proporciona.
A reflexão é
uma análise consciente daquilo que se apresenta como problema. Assim, se pensar
é uma atividade que se coloca em prática espontaneamente, o mesmo não se pode
dizer do refletir, porque “[...] se toda reflexão é pensamento, nem todo pensamento
é reflexão” (SAVIANI, 2000, p.16). A reflexão implica uma atitude consciente de
examinar detidamente as questões vitais da existência humana. Dessa forma, se
se defende a reflexão enquanto um valor fundamental para a educação é
necessário que essa reflexão possa ser também adjetivada de filosófica.
E o que induz o
educador a filosofar? Segundo Saviani: O que leva o educador a filosofar são os
problemas (entendido esse termo com o significado que lhe foi consignado) que
ele encontra ao realizar a tarefa educativa. E como a educação visa o homem, é
conveniente começar por uma reflexão sobre a realidade humana, procurando
descobrir quais os aspectos que ele comporta, quais as suas exigências
referindo-as sempre à situação existencial concreta do homem brasileiro, pois é
aí (ou pelo menos a partir daí) que se desenvolverá o nosso trabalho.
Destaca a
importância de haver uma atitude reflexiva dos professores em relação ao seu
ensino e às condições sociais que o influenciam e, portanto, rejeita a
imposição de idéias na escola, em que o professor aplica passivamente os planos
já elaborados por outrem. Zeichner (apud PIMENTA, 2001, p. 30).
E neste sentido, que professores e
pessoas ligadas à Filosofia e a Educação, de um modo geral, preocupam-se com a
permanência da disciplina na grade curricular, mas especificadamente com seu
êxito, pois de nada adianta ela “estar”
na grade curricular, e não estar voltada para o ensino dos alunos numa
perspectiva crítico-reflexiva. Em Martins (2000, p.97): “O objetivo desse
processo, que se almeja superador do senso comum, é o de forjar uma nova
consciência, crítica e consciente, para e pelos integrantes das classes
subalternas”.
Desta
maneira, travaremos um diálogo com alguns autores acerca da Filosofia no Ensino
Médio, repensando os seguintes temas: filosofia e ensino; filosofia e formação
de professores; filosofia e procedimentos metodológicos.
Ao se tratar de
prática, reporta-se a idéia de algo que é praticado, um exercício. A prática
pedagógica vai além deste conceito, pois deve ser uma atividade desenvolvida
constantemente, porém com um fim e objetivo a serem atingidos. A práxis é uma
atividade que deve ser direcionada. Por isso "[...] toda práxis é
atividade, mas nem toda atividade é práxis" (VÁSQUEZ, 2007, p. 219), seja
essa atividade impulsionada por uma realidade presente, ou seja, por algo que
se pretende conhecer, alcançar, é o que é chamado de atividade cognoscitiva e
atividade teleológica, sobre isto Vásquez diz que,
[...] Entre a atividade
cognoscitiva e a teleológica há diferenças importantes, pois enquanto a
primeira se refere a uma realidade presente que pretende conhecer, a segunda
refere-se a uma realidade futura e, portanto inexistente ainda. Por outro lado,
enquanto a atividade cognoscitiva em si não implica uma exigência de ação
efetiva, a atividade teleológica traz implícita uma exigência de realização, em
virtude da qual se tende a fazer do fim uma causa da ação real. (IDEM, 2007, p.
223).
3.1 Filosofia e formação de professores
De acordo com a visão de Toledo, Araújo e Palhares (2005, p.
66) a formação de professores deveria ser uma tarefa natural das universidades.
Para os autores as instituições de ensino superior estruturadas no tripé:
ensino, pesquisa e extensão, enfatizam apenas a pesquisa, entretanto, não
capacitam o professor para a prática reflexiva necessária ao seu desempenho.
Nas Diretrizes
Curriculares são referidos alguns aspectos problemáticos na formação de
professores quanto ao campo institucional como “o distanciamento entre as instituições
de formação de professores e os sistemas de ensino da educação básica” (2001,
p.13) e quanto ao campo curricular refere-se à prática dentro de uma concepção
restrita, na medida em que promove a separação teoria e prática, colocando-as
como momentos distintos e separados.
De acordo com as diretrizes que afirma que:
Nos cursos de formação de professores, a concepção dominante, (...),
segmenta o curso em dois pólos isolados entre si um caracteriza o trabalho em
sala de aula e o outro caracteriza atividades de estágio. O primeiro pólo
supervaloriza os conhecimentos teóricos, acadêmicos, desprezando as práticas
como importante fonte de conteúdos da formação. (...) O segundo pólo,
supervaloriza o fazer pedagógico, desprezando a dimensão teórica dos
conhecimentos como instrumento de seleção e análise contextual das práticas.
(...) Assim, são ministrados cursos de teorias prescritivas e analíticas,
deixando para os estágios o momento de colocar esses conhecimentos em prática.
(Diretrizes, 2001, p. 15).
A didática possui como objeto de estudo,
o processo de ensino-aprendizagem, nesta perspectiva refletiremos sobre os
sujeitos desse processo, os alunos do ensino médio e os professores.
Como os professores concebem o aluno?
Quem é ele? Qual a sua dimensão? Qual o seu papel no processo de
ensino-aprendizagem?
O aluno, por sua vez ao lidar com o
ensino da filosofia, contagia-se e imbuído dela, especificamente na relação
professor-aluno, espanta-se, mostra-se descrente quanto à validade dos
ensinamentos propostos, pois o professor, no geral não transmite conhecimentos
acabados, prontos, absolutos. Ele educa para a inteligibilidade, para o olhar
perquiritivo, problematizador, buscando incitar nos alunos o processo de
crítica do conhecimento, educando-os para a autonomia, numa contínua relação
“faça comigo” e não “faça como eu faço”.
Quanto ao papel do educador, devemos nos
perguntar: Quem é o educador no processo educativo escolar? Será que ele
reflete sobre o significado de sua atividade na sociedade e na vida dos
educandos?
Dentro do processo educativo, o
professor tem servido como reprodutor do modelo econômico vigente, tendo como
função tomar certo conteúdo, preparar-se para apresentá-lo ou dirigir o seu
estudo, ir para uma sala de aula, tomar conta de uma turma de alunos,
apresentar os conteúdos, controlar os alunos, avaliar a aprendizagem,
disciplinar, etc.
Sua atividade de docência tornou-se uma
rotina comum, descompromissada com a realidade no qual está inserido e da
importância de seu papel perante a sociedade.
A ação docente tem sentido e significado
e como qualquer prática humana, quando não formulamos um sentido específico
para a ação que vamos realizar, adotamos um sentido dominante presente na sociedade
e na cultura em que vivemos.
Para que possa exercer esse papel o
educador deve possuir algumas qualidades tais como: Compreensão da realidade
com a qual trabalha, comprometimento político, competência no campo teórico de
conhecimento em que atua e competência técnico-profissional.
Em primeiro lugar, o educador
dificilmente desempenhara seu papel na práxis pedagógica se não tiver certa
compreensão da realidade na qual atua. Precisam compreender a sociedade na qual
vive, através de sua história, sua cultura, suas relações de classe, suas
perspectivas de transformação ou reprodução.
Em segundo lugar, o educador precisa ter
comprometimento político com o que faz, compreendendo a sociedade em que vive,
terá clareza daquilo com que esta comprometida a sua ação.
Em terceiro lugar, o educador necessita
conhecer bem o campo científico com o qual trabalha. Não pode mediar a cultura
de sua área se não detiver os conhecimentos e as habilidades que a dimensionam.
Em quarto lugar o educador deve possuir
habilidades e recursos técnicos de ensino suficientes para possibilitar aos
alunos a sua elevação cultural através da apropriação da cultura elaborada. O
professor necessita de habilidades para a utilização e aplicação de
procedimentos de ensino.
Portanto, para alguns autores são
necessárias algumas mediações especificas: acesso a textos filosóficos,
exercício da escrita, como ensinar e os manuais.
A história da Filosofia, cujo instrumento
imediato, são os textos filosóficos e os textos em geral. Os textos são os
materiais didáticos básicos para o professor e podem servir tanto para o estudo
histórico da filosofia, quanto para o estudo sistemático. Sendo que, no nível
histórico, considera-se a contextualização da obra e do autor e na dimensão
sistemática do texto não há a preocupação de saber as intenções do autor e o
sentido histórico do texto, mas saber se o argumento utilizado é verdadeiro ou
falso.
O acesso
aos textos filosóficos, que possibilitam o exercício do filosofar, através de
um diálogo com os pensadores, a partir dos quais os alunos refletem sobre
questões de ordens política, econômica e social, este contato permite ao
professor relacionar a filosofia, o interesse do aluno e as necessidades
sociais. Segundo Paviani (2002, p.50): “A experiência do ensino da filosofia
mostra a relevância de uma situação problemática ou de aprendizagem para
conduzir uma ação pedagógica capaz de produzir efeitos”. Para Rodrigues (2002,
p.177): “ A atividade problematizadora, orientada na busca de inteligibilidade
daquilo que se apresenta como problema ao olhar perquiritivo, não se dá nem se
concretiza no vazio abstrato, mas ocorre através de relações concretas,
situadas e contextualizadas”.
A escrita constitui-se em um recurso metodológico importante, segundo
Paviani (2002) e Severino (2003), pois apresenta vantagens para a aprendizagem,
devendo o professor “recomendar aos alunos fazerem anotações, relatório das
aulas, dos argumentos desenvolvidos” (Paviani, 2002, p.47), que através dos
conceitos dados sejam estabelecidas relações de construção do conhecimento, o
escrever é um modo de pensar. Severino (2003, p.57) diz que: “Impõe-se mesmo ao
aprendiz da filosofia não só praticar os exercícios de leitura, mas também o
exercício da escrita”.
A questão sobre como ensinar, relacionada a elaboração dos programas de
ensino os quais apresentam algumas dificuldades específicas na escolha dos
temas e dos problemas de estudo. A opção pode considerar diversos critérios: a
formação básica e geral ou a formação profissional. Outro aspecto a ser
considerado é o tipo de abordagem: uma abordagem sistemática, que permite o ato
de filosofar, ou a abordagem instrumental, que visa examinar os pressupostos de
uma determinada área do conhecimento.
Outro possível mediador para uma relação de aprendizagem são os manuais
vistos com bons olhos por Paviani (2002, p.50): “ Os manuais têm uma função de
apoio: servem para sistematizar conhecimentos necessários para realizar novas
investigações”, já em outras vezes são considerados irrelevantes pela
comunidade científico- filosófica. Nessa perspectiva Kohan (2002,p.35): “[...]
não há nada mais antifilosófico que os chamados
“manuais de filosofia”, ainda, ou sobretudo, aqueles que dizem que ensinam
a pensar”.
Sendo assim, essas mediações podem contribuir para a melhor atuação dos
professores em sala de aula, numa possível (re) significação da prática docente
e, ainda poderão servir aos alunos como
estímulo para a obtenção de conhecimento.
3.2 Filosofia e procedimentos metodológicos
Sobre métodos e procedimentos de
ensino, é preciso agir com critérios definidos e com prudência. Há a
necessidade de estudar que procedimentos e atividades possibilitarão, da melhor
forma, aos nossos alunos atingirem o objetivo de aprender o melhor possível
daquilo que estamos pretendendo ensinar.
Nesta perspectiva abordaremos quatro
maneiras de se trabalhar com a filosofia: histórico, sociológico, cultura geral
e temático-reflexivo (Trombetta, 2002), sendo que este último oferece maiores
condições para o processo reflexivo.
O modo histórico faz um recorte na
Filosofia a partir de uma sequência cronológica da Grécia Antiga até a
contemporaneidade. No qual, os alunos entram em contato com a produção de cada
autor, inserindo-o no seu contexto social e histórico.
O segundo modo denominado sociológico
propõe-se a dar um sentido “transformador” para a atividade filosófica,
utilizando-se de temas e atividades ligadas a problemas sociais atuais. As
aulas de filosofia transformam-se em debates, nos quais os alunos falam sobre
temas como: alienação, ideologia, indústria cultural, massificação do homem,
etc...
O terceiro modo, cultura geral,
permite aos alunos o contato com uma produção bastante rica sobre temas do
pensamento humano, construtores da cultura ocidental. Desta maneira, o aluno
passa a conhecer as tendências e os conceitos que a filosofia criou para
trabalhar com seus grandes temas como: teoria do conhecimento, filosofia da
ciência, estética, ética, filosofia política, etc. A aula adquire um caráter
expositivo e o professor é apenas um mediador deste processo de conhecimento.
O quarto e mais importante, o modo
temático-reflexivo, pois ele proporciona aos professores e alunos exercitarem a
capacidade reflexiva. Compreendida aqui, como o “eterno retorno”, a busca
constante de respostas já instituídas, a investigação contínua, sendo assim a
busca é mais importante do que resultados definitivos.
Portanto, é necessário pensar a formação de profissionais da educação
para trabalhar com a filosofia nas escolas do ensino médio, cuja tarefa será a
consolidação de um projeto político-pedagógico que apresente à sociedade que
tipo de filosofia precisamos construir com os jovens estudantes; qual é a visão
de mundo e sociedade que permeia nosso trabalho pedagógico e qual a
contribuição que temos a oferecer à educação.
4 MATERIAL
E MÉTODO
A pesquisa trotou-se da relevância
da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de aula no 1º ano do
ensino médio no ano 2015. Que foi realizada na Escola Estadual de
Urucurituba-Am, zona urbana. O trabalho utilizou-se a linha de pesquisa como
linha educação cultura, sociedade. A pesquisa utilizou o método
qualitativo e quantitativo.
A
referida pesquisa utilizou um estudo de caso. TULL (1976, p 323) afirma que
"um estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação
particular" e BONOMA (1985, p. 203) coloca que o "estudo de caso é
uma descrição de uma situação gerencial". Pois o referido estudo trata-se
explicar ligações causais em intervenções ou situações da vida real que são
complexas demais para tratamento através de estratégias experimentais ou de
levantamento de dados. A técnica
participativa, na qual os alunos da sala foram envolvidos de pesquisa. A
pesquisa foi realizada a população amostra de 10 professores. O estudo se
realizou por meio de: Entrevistas com os professores do 1º ano do ensino médio;
Conversa informal e formal com os professores enfatizando sobre a pesquisa.
5
DISCUSSÃO E RESULTADOS
Mediante a realização da
pesquisa que ocorreu na Escola Estadual de Urucurituba com os professores no 1º
ano do ensino médio, onde foi selecionada uma população amostra de 10
professores que fizeram parte da referente pesquisa onde responderam as
questões sobre o problema em questão.
Essas
questões norteadoras sobre o problema deu-se suporte a na relevância do
trabalho. A as questões perguntadas as professores foram às seguintes: Qual são
os fatores que não estão contribuindo para os alunos não quererem aprender
filosofia no ensino médio? Quais são as
causas que afetam a aprendizagem dos alunos na sala de aula? Quais é pratica do
docente que estão sendo aplicadas em sala de aula?
Entre
10 professores: 3 docentes responderam que os fatores que não contribuem na aprendizagem do aluno?
Responderam:
- É o desinteresse dos próprios alunos na disciplina de filosofia, eles pensam
que a disciplina não tem relevância nas suas vidas. Muitos só estão estudando
para concluir o ensino médio.
E
4 professores responderam a outra questão: ?
Quais são as causas que afetam a aprendizagem dos alunos na sala de
aula?
-
A causa é a própria formação nossa que estamos dando aula sem ter formação na
área. A outra causa a falta de tempo de planejar as aulas lúdicas. Sobrecarga
de trabalho.
2
professores responderam a ultima questão: Qual é a pratica do docente que estão
sendo aplicadas em sala de aula?
-
Responderam os professores: a prática é a tradicional. Ditamos e eles copiam os
textos. Depois iremos responder as atividades que são lançadas para eles.
1
professor respondeu: Qual é a importância da filosofia na sala de aula?
-
é formar cidadão críticos que entendam o sentido da vida. O significado dos
porquês! É ter um direcionamento sobre as perspectivas de um mundo desigual.
Então,
percebe-se nas respostas a desmotivação das ambas as partes, por um lado os
alunos desinteressados na disciplina de filosofia, por não terem nenhum
compromisso, se não terminar o ensino médio, ou seja, só querer o diploma.
Enquanto
os professores que não são licenciados na área, e alegam por não terem tempo de
planejar suas aulas, de formas lúdicas. E também relatam a sobrecarga de
disciplinas e trabalhos na escola, e com isso interferem focar só em uma
disciplina. Mas, sempre incentivam os educandos da importância da filosofia
para vida do mesmo.
Portanto,
a relevância da filosofia e a reflexão sobre
a prática docente em sala de aula precisa-se de políticas publicas
educacionais dos governantes onde deixam a mercê os professores, na sua
formação em filosofia. A falta de contração de professores na área onde não irão
sobrecarregar os docentes. Políticas de gestão onde poderão dar suporte os
educadores na escola. Nesse sentido como
irá ficar a relevância da filosofia, ou seja, a importância que os próprios
governantes não terem um olhar para educação. E a pratica do professor em sala
de aula que a própria escola visa o quantitativo. O próprio sistema que tem
poder de manipular a educação. O que falta a valorização da classe docente com
bons salários e um ambiente adequado de trabalho.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se
conclui que o referido tema sobre a relevância da filosofia e a reflexão sobre a prática docente em sala de
aula no 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba no ano 2015.
O trabalha expõe uma reflexão e a importância de sua prática em sala de aula,
que apontar dois elementos que poderão estar subsidiando professores que, em
sua prática docente, procuram saídas para a melhoria de seu trabalho, tais
como: a didática da filosofia que procura abordar as estratégias de ensino e a
reflexão sobre o verdadeiro significado de sua práxis.
Outra
questão, são os procedimentos metodológicos, os quais possibilitam aos professores
executarem suas atividades, fazendo com que os alunos aprendam o melhor
possível daquilo que se pretende ensinar.
Neste sentido o educador é necessário algumas
habilidades: compreender a realidade com a qual trabalhar, comprometimento político,
competência no campo teórico de conhecimento em que atua e competência
técnico-profissional.
Então, a
filosofia se torna um elemento importante nessa etapa da educação, pois através
da sua característica de reflexão e investigação dos fatos, que pode ser um
ponto de referência para o aluno que está em uma fase de reflexões sobre o
sentido da sua própria existência e do seu papel na sociedade.
Pode-se dizer
que a Filosofia é muito importante para o Ensino Médio, porque ela possui os
elementos que são necessários para auxiliar o jovem adolescente no seu processo
de desenvolvimento moral e educacional para que possa conquistar seu espaço na
sociedade e no mercado de trabalho.
Dessa forma a
filosofia que pode ajudar a aluno a tirar as correntes do senso comum e
conhecer o mundo real, ou seja, deixar os preconceitos e as crenças do senso
comum e assumir o senso crítico. Aproveitando a idéia de Platão na Alegoria da
Caverna, a Filosofia e a educação não consistem em dar olhos à alma visto que
esta já o tem, mas consistem em orientar a visão no caminho certo. A tarefa da
Filosofia é orientar o pensamento humano no caminho correto, pensando no
reflexo que isso terá na sociedade, motivando a conscientização e a cidadania.
Nesta perspectiva, delineamos quatro modos de se
trabalhar com a filosofia: histórico, sociológico, cultura-geral e
temático-reflexivo, sendo que esse último oferece maiores condições ao processo
reflexivo.
Portanto, pensamos em uma filosofia
(disciplina) que em interação com as outras áreas do conhecimento, baseada em uma relação
dialógica aluno-professor, possa estar contribuindo para a formação e
construção de uma consciência e preocupada com a cidadania, situada na
realidade sociocultural em que vivem e se educam.
REFERÊNCIAS
BONOMA, Thomas V. - Case Research in Marketing:
Opportunities, Problems, and Process. Journal of Marketing Research, Vol XXII, May 1985.
BRASIL. Ministério
da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP 009/2001 de 08 de maio
de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores para
a Educação Básica em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
Brasília. Maio. 2001.
CORNELLI, G; DANELON, M; GALLO, S. (orgs). Filosofia
do ensino de filosofia. Petrópolis, RJ: Vozes,2003.
FÁVERO, A.A; KOHAN,
W.O; RAUBER, J. J (orgs.). Um olhar sobre o ensino de filosofia.
Ijuí: Ed. UNIJUÌ, 2002.
JAPIASSU, Hilton. Francis Bacon: o profeta da ciência moderna. São Paulo: Letras & Letras, 1995.
LIPMAN,
Matthew. A filosofia
na sala de
aula. São Paulo.Nova
Alexandria, 2002.
OLIVEIRA, A. S. de (org.), 1990. Introdução ao pensamento Filosófico. 4ª ed.,
São Paulo, LoyolaPARÁ. Conselho Estadual de Educação, Resolução, N° 333 de 11
de março de 1999.
PIMENTA, Selma Garrido (org.).
Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999, p. 15.
SCHÖN, Donald A. Educando o profissional
reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: ARMED,
2000.
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência
filosófica. 13 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2000. p.23.
VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. São Paulo:
Expressão Popular, 2007.
TOLEDO, Elizabeth; ARAUJO, Fabíola Peixoto de;
PALHARES, Willany. A formação dos
professores: tendências atuais. Pesquisa na prática pedagógica
(fundamentação) normal superior. EAD UNITINS / EDUCON: Palmas-TO, 2005.
TULL,
D. S. & HAWKINS, D. I. - Marketing Research, Meaning, Measurement and
Method. Macmillan Publishing Co., Inc., London, 1976.
Prof. Dr. Sílvio Wonsovicz. Luiz José
Bizarello, 3°sem. Postado por Filosofos da Diocese de Cruz
Alta às 10:12 AM
[1]
Orleane Magalhães da Silva, Licenciando em filosofia pela Faculdade Teológica e
Educacional Brasileira (FATEBRAS).
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