sábado, 27 de junho de 2015

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: CRIANÇA COM HIPERATIVIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR NA ESCOLA ESTADUAL LICINIO JOSÉ DE ARAÚJO NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.


DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: CRIANÇA COM HIPERATIVIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR NA ESCOLA ESTADUAL LICINIO JOSÉ DE ARAÚJO NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.

Leandro Ramos Furtado  [1]


 RESUMO
O presente artigo tem por objetivo investigar o Transtorno Déficit de atenção a Hiperatividade (TDAH) na Educação na Escola Estadual Licínio José de Araújo, no Município de Urucurituba. Com alunos de 5º ano do ensino fundamental. Tal investigação foi baseada em diferentes teóricos como: Judy Harris Helm, Maria Carmem Barbosa e Maria da Graça Horn e outros.  A pesquisa fez uma abordagem hermenêutica por ter como objetivo maior o estudo dos atores que convivem na sala de aula e suas relações sociais, ou seja, compreender os fatores sobre a hiperatividade. Embora não se saiba ainda com precisão a sua origem, diversos estudos têm apontado causas genéticas e biológicas como principais fatores. Varias pesquisas indicam que os ambientes sociais caóticos e adversos estão fortemente relacionados ao agravamento do quadro e também ao aparecimento simultâneo de outros transtornos.
Palavras Chaves: Educação, Dificuldade de Aprendizagem na Leitura e na Escrita; Formação de professores.


ABSTRACT

This paper aims to investigate the Deficit Hyperactivity Disorder attention (ADHD) in the State School Education Licinius Jose de Araújo, the City of Urucurituba. With students from 2nd year 1st cycle of basic education.  Such research was based on different theoretical as: Judy Harris Helm, Maria Carmen and Maria da Graça Barbosa Horn and others. The research made ​​a hermeneutic approach by having as its objective the study most of the actors who live in the lecture room and their social relations, ie understanding the factors on hyperactivity. Although we do not yet know the precise origin, several studies have shown genetic and biological causes as main factors. Several surveys indicate that the chaotic social environment and are strongly related to adverse clinical deterioration and also to the simultaneous occurrence of other disorders.



Key Words: Education, Learning Difficulties in Reading and Writing; Training of teachers.




1 INTRODUÇÃO

O referido artigo vem abordar a dificuldade de aprendizagem de criança com hiperatividade no contexto escolar na escolar estadual Licínio José de Araújo no 5º ano do ensino fundamental. No cotidiano escolar o professor depara-se com um serie de dificuldades. Podemos mencionar questões financeiras, problemas no preparo profissional, falta de reconhecimento da profissão por parte dos governantes e mesmo da clientela, dificuldade de aprendizagem dos alunos, questões comportamentais, entres outras.
As primeiras referencias aos transtornos Hipercinéticos na literatura médicas aparecem na metade do século XIX. Entretanto, somente no inicio do século XX, começou-se a descrever o quadro clinico de uma maneira sistemática.
Deste modo, proponho pensar o TDAH desde o ponto de vista de sua inserção na cultura. Em um estudo sobre as condições históricas, sociais e econômicas que estiveram relacionadas ao TDAH, Luciana Caliman (2006) sugere que sua história está intimamente ligada à história do “sujeito cerebral” nas sociedades ocidentais. A ideia de “sujeito cerebral” seria aquilo que Francisco Ortega (2006, p. 42), entre outros autores, compreende como uma figura antropológica edificada a partir do final do século XIX e que ganharia força ao final do século XX e início do século XXI. A ideia básica do “sujeito cerebral” parte do pressuposto de que o cérebro seria o órgão necessário para construir nossa identidade (ORTEGA, 2006, 97-122.). O termo usado era Hiperatividade ate 1980, pela comunidade profissional para descrever a criança desatenta, excessivamente ativa é impulsiva. No período 1980 e 1987, a associação Psiquiátrica Americana mudou o rotulo diagnóstico de reação hipercinética da infância para distúrbio de déficit de atenção. Nesta época a criança poderia ser considerada impulsiva e desatenta sem ser excessivamente ativa.
Esses problemas vêm afetando todas as escolas do Brasil, principalmente onde serão  realizada a investigação. Percebeu-se que em sala de aula a alunos com essa síndrome, pois afetam a aprendizagem tanto na leitura e na escrita.
O intuito do estudo é voltado para minimizar os problemas relacionados às crianças que apresentam esses problemas relacionados à hiperatividade, pois se pretende desenvolver um estudo sistemático, propondo estratégias e métodos no âmbito formal e informal durante a prática pedagógica. Neste sentido é importante expor ações que incentivem a melhoria do ensino na escola. Mas é preciso que as escolas desde a educação infantil facilitem a interação da criança portadora de TDAH.
Sendo assim utilizem o lúdico e a novidade sempre que for possível, procure fazer com que, na sala de aula, a criança sente-se próxima ao professor para que monitorar de perto as distrações que venham acontecer.
A proposta visa utilizar o lúdico como atividade motivadora e assim motivar os alunos na realização de tarefa escolar.
O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (THAH) é o nome dado a uma síndrome neurológica, descrita pela primeira vez em 1845, pelo psiquiatra alemão Henrique Hoffmann. Suas características mais facilmente observadas são: dificuldade em manter a concentração em atividades que requeiram a concentração em atividades para outra sem completar nenhuma, dificuldade de planejar e organizar atividades diárias, associadas em alguns casos, a agitação excessiva e ausência do controle sobre os impulsos.
Esses problemas vêm afetando todas as escolas no Brasil, principalmente onde serão realizadas a investigação. Percebeu-se que em sala de aula a alunos com essa síndrome, pois afetam na aprendizagem tanto na leitura e na escrita.
Mediante todos os aspectos citados esperamos no decorrer da decisão de investigar a fundo o problema, cuja, a educação pode contribuir para a melhoria do conhecimento e do bem estar da educação, além de contribuir uma carta de intenção, tem compromisso de buscar novas ideais para que as crianças possam assim desenvolver melhor sua leitura dentro do seu contexto escolar.
Nessa perspectiva indagamos:
Quais são as causas que levam a criança sofrer está síndrome neurológica?
Que conseqüência afeta alunos mediante a aprendizagem no contexto escolar?
Quais são os fatores que leva a criança a ter (TDAH)?
Provavelmente a criança portadora de TDAH terá dificuldade de aprendizagem?
Talvez, as praticas inovadoras aplicadas pelos educadores podem amenizar a problemática em questão?
Existe mesmo o TDAH?
O que o TDAH?
Mediante ao exposto o artigo será estruturado com os seguintes tópicos: Tema, Problema, Revisão de literatura, Hipóteses, Justificativa, objetivos, Fundamentação teórica, Procedimentos metodológicos e referencias.

3 PROBLEMAS FAMILIARES

Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dois pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH na criança e mesmo dos pais.
Detectado o transtorno através de um profissional, este deve dar toda a orientação necessária para os pais. É no âmbito familiar que a criança buscará mais apoio, portanto os pais devem estar preparados.
Existem livros e programas de treinamento que ensinam pais a utilizar estratégias para lidar com problemas comportamentais decorrentes do TDAH.
Paciência é fundamental, já que a criança com TDAH pode demorar mais para fazer as mesmas atividades que uma criança normal. Outros aspectos que podem ajudar é fazer lembretes e listas de tarefas a cumprir e estabelecer uma programação de estudos. Os pais devem reforçar várias vezes os comportamentos que desejam que o filho tenha.
Os pais devem tomar cuidado para não adotarem papéis opostos.  Brown (2007) afirma que muitas vezes ocorre de entre os pais ter o papel do “cobrador” e o do “afável demais”. Isto pode acabar desviando da tarefa de decidirem juntos quando devem ser mais flexíveis e quando devem ser mais compreensivos e gerar calorosas discussões que acabam fugindo do foco.
A Associação Brasileira de Déficit de Atenção (2011) recomenda recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento perfeito. Os portadores tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.


4 O PAPEL DA ESCOLA

O papel da escola é fundamental no diagnostico e no tratamento do TDAH. É importante que os professores conheçam os sintomas do transtorno para auxiliar as crianças e suas famílias. É por isso que temos que compreender a problemática sobre a criança hiperativa (TDAH), conhecer a realidade dos alunos. Desenvolver o lúdico nas atividades pedagógicas, identificar as causas sobre o (TDAH) e sistematizar reflexões sobre o assunto.
De acordo com a política educacional brasileira através da LDB 9394/96, concebe a escola como um espaço democrático. Segundo Marta Luckesi (1994, p. 22) “A escola deve ser um canteiro que permite germinar de uma pluralidade de idéias e projeto pedagógicos, onde se consiga uma unidade entre a prática, a verdadeira práxis”.
Conforme a autora a escola e a forma eficaz de estimular o aluno ampliar uma visão de idéias, formalizando uma pratica consciente e verificando os problemas do meio, estabelecendo uma concepção perante as transformações sociais.
Segundo Coll e Palácios, afirma que:

Todos os seres humanos (inclusive os animais) trazem consigo um impulsivo agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de todas as pessoas. No entanto, a maneira de reagir frente á agressividade varia de acordo com a sociedade e também a cultura, pois cada uma tem as suas leis (inclusive agressivas), valores, crenças etc. (Coll e Palácios 1996, p.36),


Na concepção do autor todas as pessoas dentro de si mesmo trazem consigo um pouco de agressividade ou impulsivo, mas sabem que a sociedade tem regras leis que o individuo fizer pode causar danos a si, perante a lei, pois alguns comportamentos não são tolerados, ou são proibidos. Campos (1987), destaca-se que: “A agressividade não desaparece por completo com o passar do tempo. O que ocorre é que a criança aprende com os adultos que há outras formas de se defende e obter aquilo que deseja”.
 Segundo o autor a agressividade não desaparece por completo que ocorre e a criança aprende no decorrer do tempo de acordo com o convívio de pessoas agressivas, as crianças podem manifestar a agressividade ou não.

5 CARACTERISTICAS

O TDAH é uma doença que afeta de 3% a 5% da população escolar infantil, comprometendo o desempenho, dificultando as relações interpessoais e provocando baixa auto-estima.
As crianças com déficit de atenção são freqüentemente acusadas de não prestar atenção, mas na verdade elas prestam atenção a tudo. O que não possuem é a capacidade para planejar com antecedência, focalizar a atenção seletivamente e organizar respostas rápidas.
O TDAH é um problema comum e se caracteriza por dificuldades em manter a atenção, inquietação acentuada por vez hiperatividade e impulsividade. É também chamado de DDA  (distúrbio de déficit de atenção).

Segundo Edyleine Benczik afirma que:             

O déficit de atenção interferem no rendimento escolar dos alunos, principalmente pela dificuldade de interpretação na falha na produção e escrita. Edyleine defendeu a intervenção do professor para inclusão do aluno hiperativo.                                       ‘ um professor democrático empático que auxilie o portador TDH seria o ideal para esses casos’. Para essa, afigura do docente é essencial nesse processo, sendo mais importante que os métodos e as instalações da escola. Um das atitudes que podem ser tomadas é pedir que aluno sente perto do professor, para que este, com paciência, monitore esse comportamento dele e o ajude a se concentrar.(2010, p. 52).



Segundo autora um professor autônomo democrático, planeje aulas lúdicas para chamar atenção do hiperativo. Auxilie nas aulas monitorando sempre se for possível. Dessa maneira ajudem no processo de ensino aprendizagem.

 6 SINTOMAS

Coloca que os primeiros sintomas devem ter estado presentes antes dos sete anos, mas muitos indivíduos são diagnosticados depois. Na maioria dos casos os sintomas realmente aparecem na primeira infância e tornam-se mais graves a partir do início da vida escolar, pois durante o processo de aprendizagem a criança necessita focar mais a sua atenção.
A presença dos sintomas por curtos períodos (dois a três meses) que se iniciam claramente após um desencadeante psicossocial deve alertar para a possibilidade de que a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade sejam mais sintomas do que parte de um quadro de TDAH. No entanto essas questões devem ser trabalhadas e tratadas a fim de evitar outros problemas futuros para a criança
A hiperatividade resulta de quatro tipos de deficiências: atenção, impulsividade, excitação e frustração ou motivação.
 Podemos descrevê-la como atividade motora excessiva, onde a criança agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira, abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado, corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado, tem dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer, está “a mil” ou muitas vezes age como se estivesse “a todo o vapor”, e fala em demais.
Olhando para essas características pode-se observar que as mesmas estão presentes em qualquer criança com desenvolvimento normal e saudável, porém no portador de TDAH, elas são freqüentes, de forma desorganizada e sem objetivo, são crianças desastradas, geralmente sem boa coordenação motora.
 Em um ambiente onde lhe são apresentados muitos estímulos, como na escola, a criança simplesmente não consegue inibir suas reações a todos os sons e imagens que a cercam. É extremamente comum ver essas crianças participando de brincadeiras que lhe trazem riscos de se machucar, como subir em árvores, pular muro, correr desastradamente.

7 CAUSAS

Existem inúmeros estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as praticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.
É importante que as causas da hiperatividade sejam identificadas de forma correta. A falta de um bom diagnostico diferencial pode levar a tratamento inadequados, as alterações de comportamento como desatenção e distração causadas por determinada doenças não devem ser confundidas com hiperatividade.
Como já visto, este é um transtorno de origem genética, hereditária, que pode se complicar (ou não) de acordo com o ambiente em que a criança vive. Vale ressaltar que os pais e toda a dinâmica familiar não têm culpa na existência do transtorno, mas a forma com que tratam o portador de TDAH ditará a qualidade de vida deste. Se for bem compreendido, tenderá a ter uma vida normal dentro das possibilidades, caso contrário, além do TDAH pode surgir uma série de outros problemas que a criança carregará por toda a vida.
Sabe-se que existe uma base biológica no transtorno, numerosos estudos mostram que o risco para o TDAH parece ser de duas a oito vezes maiores nos pais das crianças afetadas do que na população geral. No entanto ainda é muito discutido como isso ocorre e o que pode fazê-lo se manifestar (causas ambientais).
Alguns estudos responsabilizam a região frontal orbital pela inibição comportamental, pela capacidade de prestar atenção, autocontrole e planejamento para o futuro. Pacientes com TDAH tem a atividade cerebral reduzida nessa área, o funcionamento dos neurotransmissores (noradrenalina e dopamina) também está alterado nessa região. Através de observações feitas em imagens por ressonância magnética, outros estudos sugerem que a maioria das crianças com TDAH possui o hemisfério direito maior que o hemisfério esquerdo, enquanto que crianças sem o transtorno apresentam o contrário.
Colocam que fatores ambientais como lesões cerebrais, epilepsia, alguns medicamentos, regime alimentar e intoxicação por chumbo, podem causar alguns dos sintomas do TDAH, no entanto para caracterizá-lo é necessário, como já dito antes, contextualizar todos esses fatores, há estudos que apontam para a necessidade de uma predisposição ao transtorno, ou seja, o TDAH não surge apenas através desses fatores.  Acrescenta a estes as substâncias ingeridas na gravidez (nicotina e álcool), sofrimento fetal e os problemas familiares.

Segundo o INSTITUTO PAULISTA DE DÉFICIT DE ATENÇÃO que afirma que:

  “Nem todas as forma de hiperatividade tem relação com déficit de atenção. Outras causas possíveis são metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicação no parto abuso de substâncias  durante a gestação,entre outras.Problemas situacionais, como crise familiares ( luto, separação dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e levarem a um quadro de hiperatividade reativa”. (INSTITUTO PAULISTA DE DÉFICIT DE ATENÇÃO 2009)


Todas estas possíveis causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento da hiperatividade, somente um especialista pode este dar o parecer sobre a criança para se começar o tratamento correto ou preciso diagnóstico, para ajudar a criança a lidar com suas limitações e seus desafios
Estudos científicos mostram que portadores de TDAH tem alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região orbital é uma das mais desenvolvidas do ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamentos, isto é, controlar ou inibi comportamentos inadequados, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.
A causa também pode ser a um distúrbio bioquímico (decréscimos da produção e ou liberação de catecolaminas), traumatismo de pato, doenças ou acidentes acontecidos no inicio do processo do desenvolvimento do sistema nervoso central. Entres outros fatores, pode-se mencionar uma severa privação sensorial e de estimulação no inicio do desenvolvimento.

 Segundo PÁTIO EDUCAÇÃO INFANTIL afirma que:

Na infância, fatores com agitação psicomotores dificuldade em seguir instruções, regras e combinações estão relacionadas Toda TDH. É comum a presença de atraso psicomotor, assim como a dificuldade para manter a atenção de tarefas poucas motivadoras. A hora de ir para casa costuma ser um terror, principalmente para os pais que se sentem perdidos e desafiados por interrupções, desatenções e falta de engajamento da criança. É usual a dificuldade de manter tarefas rotineiras, como a higiene pessoal. Devido ao comportamento impulsivo desatento as crianças portadoras TDH podem ser preferidas em rodas sociais e classificadas como mal-educadas, ‘encapetadas’. (PÁTIO EDUCAÇÃO INFANTIL 2011, p 52)


De acordo com o texto crianças com essa síndrome tem dificuldades em se concentrar fazer tarefas isso se torna um martírio paras os pais. É que é recomendável um tratamento especifico para esse tipo de problemas. Mas métodos lúdicos ajudam a crianças a aprender a se concentrar ajudando na leitura na escrita.

8 MATERIAIS E MÉTODOS

O Artigo intitulado Hiperatividade (TDAH) no Contexto Escolar será abordado na Escola Estadual Licínio Jose de Araujo, com alunos de 5º ano do Ensino Fundamental.  Tem como linha de pesquisa educação cultura e sociedade, pois aborda um conjunto de procedimentos temas que envolvem aspecto geral da educação. Fez-se necessário um estudo de caso com os alunos.
 Tal pesquisa utilizou-se o método de abordagem, método dialético cuja corrente filosófico materialismo dialético que se caracteriza pela abordagem de pesquisa hermenêutica por ter como objetivo o estudo dos atores que convivem na sala de aula em suas relações sociais, ou seja, compreende a realidade pedagógica na interação professor x aluno fazendo do homem um ser potencial, processual, que dialogo com outros seres e o mundo. Como método de procedimento opta pelo monográfico, pois retrata uma pesquisa de campo.
Na perspectiva da técnica participativa, na qual todos os alunos da sala foram envolvidos de pesquisa, pois a técnica é identificar alunos que sofre de alguma deficiência neurológica no âmbito escolar.
A pesquisa será realizada a população amostra de 08 alunos.
O estudo também será realizado por meio de:
Reuniões com APMC (Associações de Pais e mestres) e comunidade.
Palestras envolvendo a comunidade.
Mural apresentado a realidade.
Entrevistas com os alunos do 5º ano do ensino fundamental.
Distribuição de folhetos enfatizando o problema sobre (TDAH).
Visita aos alunos.
Conversa informal com os pais dos alunos.

9 DIAGNÓSTICO

Para ser diagnosticado o TDAH, os prejuízos causados pelos sintomas devem ser observados por pelo menos seis meses e devem estar presentes em pelo menos dois contextos (ex: casa e na escola), segundo o DSM-IV (1995) é raro o indivíduo apresentar os mesmos comportamentos em todos os ambientes que vive ou no mesmo ambiente em todos os momentos. Além disso, para um diagnóstico seguro deve-se atentar para a intensidade e a persistência dos sintomas.
É comum ver situações em que a criança que apresenta todos os sintomas em casa, na escola e outros ambientes, é levada ao consultório para uma avaliação e ali, nesse ambiente desconhecido, ela não se mostra agitada nem desatenta, tampouco impulsiva. Isso dificulta muito o diagnóstico, pois o profissional não tem como observá-la em outros locais, daí também a importância da participação intensa dos pais, professores e todos aqueles que cercam a criança no processo diagnóstico.


Segundo Goldstein & Goldstein afirma que:

Um diagnóstico minucioso deve incluir a coleta e observação de oito tipos de informação: histórico da família e do desenvolvimento da criança; inteligência da criança a fim de verificar se os sintomas não estão sendo causados devido a inteligência abaixo da média, causando frustração a criança; personalidade e desempenho emocional que mostram como ela se sente em relação a si mesma e ao seu problema; desempenho escolar indicando as habilidades escolares da criança, se ela está atrasada ou não com relação aos outros alunos; amigos que ela possui, quanto ela é bem relacionada socialmente; disciplina e comportamento em casa revelam dados importantes para afirmar o diagnóstico, deve ser trazido pelos pais; comportamento na sala de aula que é um outro ambiente em que a criança interage e pode demonstrar os sintomas do TDAH, deve-se atentar para a percepção do professor; consulta médica em que outros especialistas poderão falar a respeito da criança. (Goldstein & Goldstein 2001, p.34),


De acordo com autor além da coleta desses dados há a aplicação de questionários, escalas, entrevistas semi-estruturadas com pais, professores e a própria criança, testes, dentre outros métodos avaliativos que são de extrema importância para o diagnostico da hiperatividade.

10 TRATAMENTO

O tratamento deve ter a participação da equipe multidisciplinar, incluindo psicoterapia, orientação aos pais, participação da escola e medicação, se necessário.
Os medicamentos usados são os psicoestimulantes, pois os medicamentos calmantes têm efeito contrário, pioram a agitação, devido ao desequilíbrio bioquímico que existe no sistema nervoso central. Os psicoestimulantes aumentam o nível de atenção e concentração e melhoram a hiperatividade, proporcionando resultados positivos na aprendizagem. Com a mudança de comportamento a criança é mais aceita pelos colegas e professores e também no ambiente familiar. O metilfenidato (Ritalina) é a droga mais utilizada no tratamento do TDAH.
De acordo com Schwartzman (2001) “se não houver prejuízo no ajustamento escolar e social da criança, não deve ser indicada a medicação psicoestimulante, principalmente em crianças em idade pré-escolar. Não se tem conhecimento a respeito dos efeitos a médio e longo prazo destes medicamentos sobre o sistema nervoso central imaturo destas crianças.”
A família e a escola devem ser orientadas sobre como trabalhar melhor com estas crianças, classes com número reduzido de alunos são as mais indicadas, o local de estudo da criança ou de trabalho do adulto deve conter o menor número possível de estímulos. A psicoterapia poderá auxiliar crianças que apresentam problemas comportamentais importantes, dificuldades de socialização e que não conseguem conviver com as dificuldades decorrentes dos transtornos de atenção.
         O paciente não tratado apresenta maiores dificuldades no rendimento escolar, no relacionamento familiar e social, fatos que podem ser os desencadeantes de distúrbios comportamentais importantes. Estes transtornos podem determinar o abandono escolar, acentuar o desinteresse por atividades mais intelectualizadas e a mudança nos seus hábitos de vida e dos seus valores. Estes pacientes apresentam um sofrimento psíquico importante, com conseqüente se aquela psicológica. O número de indivíduos que se inclina para a delinqüência e que apresenta transtornos psicopatológicos é cerca de três vezes maior que nos pacientes tratados.

11 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

         Na trajetória da investigação foram feitas observação que se detectou que a necessidade em investigar os problemas relacionados a hiperatividade.   Na trajetória da investigação foram feitas observações onde observou-se a necessidade de e um acompanhamento da criança hiperativa é fundamental por parte do educador, onde ele precisa selecionar alternativas que chame a atenção de alunos desatentos e inquietos. Ou seja, recomenda-se que o professor faça a sua intervenção educacional, fazendo parceria família escola; algumas medidas podem facilitar a inclusão e o desempenho dos alunos portadoras do transtorno.
Percebe-se, que a falta de capacitação para os professore, principalmente os que enfrentam em seu cotidiano aluno com TDHA, ou imperativo, pois o diagnostico é clínico só uma equipe de profissionais pode se diagnosticar.
Diante dessa realidade, há necessidade que nós educadores e pais, estejamos envolvidos nos processos fundamentais do desenvolvimento humano, em especial da criança. Pois, sabemos que toda aprendizagem sofre influência de vários fatores, ou seja, intelectual, psicomotor, físico e social. Porém, é do fator emocional que depende grande parte da educação.
Portanto, é fundamental importância mencionar que muito embora, ser um curto espaço para investigação, foi possível uma articulação entre algumas áreas do conhecimento, nos possibilitando embasamento teórico para atuarmos frente a realidade, e levando-os a se questionar,a contestar, a investigar os porquês. Enfim, essa prática informa e transforma nossos alunos em cidadãos com a capacidade de pensar, analisar, refletir, ser critico com responsabilidade para tomar grandes decisões perante as suas limitações perante a sociedade.   

12 CONCLUSÃO
  Espero com este trabalho colaborar com todos aqueles setores da educação que enfrentam o desafio de construir experiências significativas para alunos com déficit de atenção e hiperatividade, mostrando a importância de conhecer e saber como intervir.
O aluno na maioria das vezes só é percebido que pode apresentar problemas na escola, porque para os pais ele é muito inteligente, por isso não para quieto e não aceita que seu filho pode ter TDAH.
A partir da observação dos alunos, percebi que eles precisam de atenção especial por parte do educando, o qual possa trabalhar com atividades diversificadas que preencham o seu tempo e que os mesmos criem regras a serem seguidas, bem como as punições se não o fizerem.
Penso que a presença de professores compreensivos e que dominem o conhecimento a respeito do transtorno, a disponibilidade de sistemas de apoio e oportunidades para se engajar em atividades que conduzem ao sucesso na sala de aula são imperativas para que um aluno com TDAH possa desenvolver todo o seu potencial.
Porém, a formação de um educador é um processo e não um fim. O mundo é muito vasto, muito já se pensou, escreveu e criou em diferentes áreas do conhecimento. Não há limites para a leitura, a pesquisa e a reflexão. No espaço que dispunha, apenas busquei entender o que é a hiperatividade e como separar de outros problemas pesquisei bibliografias e profissionais especializados que indicaram caminhos a serem seguidos.
Fica então uma sugestão para pesquisa; como chegar próximo do mundo misterioso e simbólico da criança? Conseguimos captar, aprender a alma da criança? Como fazer isso? Como voltar o olhar, a observação das imagens que a criança traz e da sua percepção?
 O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade somente pode ser diagnosticado clinicamente e pode comprometer de modo marcante a vida da criança em fase escolar e dos adolescentes e dos familiares que os cercam, pois essa condição promove dificuldades como controle dos impulsos, concentração, memória, organização, planejamento e autonomia, entre outras. Envolve uma grande pluralidade de dimensões associadas, tais como comportamentais, intelectuais, sociais e emocionais.
O processo de avaliação diagnóstica é abrangente, envolvendo necessariamente a participação de vários profissionais da área da saúde, escola e familiares. Desse modo, o diagnóstico e o tratamento precoce são imprescindíveis para a prevenção de distúrbios associados, como os de conduta, delinqüência e outras com orbidades da criança e ou adolescente, evitando prejuízos no processo de desenvolvimento da vida social e intelectual.
No TDAH, sendo considerado como uma síndrome heterogênea, envolvendo fatores genéticos, biológicos, psicossociais e ambientais, faz-se necessária uma contextualização dos sintomas para um possível diagnóstico, tratamento e intervenções psicopedagógicas, que dependerão do grau do problema.
Sendo uma síndrome de origem genética, em que o sistema biológico passa por uma mudança neuroanatômica ou maturacional, provoca o desequilíbrio, a desregulação do sistema neurobiológico do corpo, prejudicando a capacidade da criança em prestar atenção seletiva ao que a cerca. Os sinais de que os sistemas neuroquímicos são alterados em pessoas com TDAH são suficientes para que se possa afirmar que o problema deriva da química do cérebro, em que há uma desregulação ao longo do eixo catecolamina-serotonina. Há casos em que as crianças podem ser tratadas apenas com terapia comportamental e, em situações mais graves, deve
haver uma ação multidisciplinar, englobando os pais, professores, médicos e a utilização de medicamentos.
Os medicamentos empregados para tratar o TDAH promovem uma melhora no funcionamento e no uso dos neurotransmissores nas regiões frontais do cérebro, proporcionando um maior controle desses sistemas com a finalidade de corrigir os processos de atenção desregulados e desacelerar o fluxo de vida acelerado. Os medicamentos normalmente usados incluem os estimulantes ritalina e dexedrina, que agem nos sistemas da catecolamina e da serotonina, sendo os efeitos mais marcantes na norepinefrina.













REFERENCIAS

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CALIMAN, Luciana Vieira. A biologia moral da atenção: a constituição do sujeito (14eu)atento. Rio de janeiro: UERJ, 2006. 173 p. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.
EDUCAÇAO INFANTIL, PATIO, Projeto político pedagógico infantil.  Porto Alegre: Artmed. S. A. janeiro/marco 2011.

 Goldstein, S., Goldstein, M. Hiperatividade: como desenvolver a capacidade de atenção da criança. 7ª edição, Campinas, SP: Papirus, 2001.p.34

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez. 1994.
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ORTEGA, Francisco. Das utopias sociais às utopias corporais: identidades somáticas e marcas corporais. In: ALMEIDA, M. I. M., EUGENIO, F. (Orgs.). Culturas jovens: novos mapas de afeto. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. P.42-58.

ORTEGA, Francisco; ZORZANELLI, Rafaela. Vírus, genes, cérebros e outros reducionismos na contemporaneidade. In: ________. Corpo em evidência: a ciência e a redefinição do humano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. Cap. 3, p. 97-122.

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Leandro Ramos Furtado, Licenciado em Normal Superior – PROFORMAR II (UEA) Cursando Licenciatura em Pedagogia-PAFOR (UFAM) Pós-Graduado em Psicopedagogia (CEPAM) Professor do Ensino Fundamental  5º ano na Escola Estadual Licínio José de Araujo.


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