DIFICULDADE
DE APRENDIZAGEM: CRIANÇA COM HIPERATIVIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR NA ESCOLA
ESTADUAL LICINIO JOSÉ DE ARAÚJO NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.
RESUMO
O presente
artigo tem por objetivo investigar o Transtorno Déficit de atenção a Hiperatividade
(TDAH) na Educação na Escola
Estadual Licínio José de Araújo, no Município de Urucurituba. Com alunos
de 5º ano do ensino fundamental. Tal investigação foi baseada em diferentes
teóricos como: Judy Harris Helm, Maria Carmem Barbosa e Maria da Graça Horn e
outros. A pesquisa fez uma abordagem
hermenêutica por ter como objetivo maior o estudo dos atores que convivem na
sala de aula e suas relações sociais, ou seja, compreender os fatores sobre a
hiperatividade. Embora não se saiba ainda com precisão a sua origem, diversos
estudos têm apontado causas genéticas e biológicas como principais fatores.
Varias pesquisas indicam que os ambientes sociais caóticos e adversos estão
fortemente relacionados ao agravamento do quadro e também ao aparecimento
simultâneo de outros transtornos.
Palavras Chaves: Educação, Dificuldade
de Aprendizagem na Leitura e na Escrita; Formação de professores.
ABSTRACT
This paper aims to investigate the Deficit Hyperactivity Disorder
attention (ADHD) in the State School Education Licinius Jose de Araújo, the
City of Urucurituba. With students from 2nd year 1st cycle of basic education. Such research was based on different theoretical
as: Judy Harris Helm, Maria Carmen and Maria da Graça Barbosa Horn and others.
The research made a hermeneutic approach by having as its objective the study
most of the actors who live in the lecture room and their social relations, ie
understanding the factors on hyperactivity. Although we do not yet know the
precise origin, several studies have shown genetic and biological causes as
main factors. Several surveys indicate that the chaotic social environment and
are strongly related to adverse clinical deterioration and also to the
simultaneous occurrence of other disorders.
Key Words: Education, Learning Difficulties in
Reading and Writing;
Training of teachers.
1
INTRODUÇÃO
O referido artigo vem
abordar a dificuldade de aprendizagem de criança com hiperatividade no contexto
escolar na escolar estadual Licínio José de Araújo no 5º ano do ensino
fundamental. No cotidiano escolar o professor depara-se com um serie de
dificuldades. Podemos mencionar questões financeiras, problemas no preparo
profissional, falta de reconhecimento da profissão por parte dos governantes e
mesmo da clientela, dificuldade de aprendizagem dos alunos, questões
comportamentais, entres outras.
As primeiras referencias
aos transtornos Hipercinéticos na literatura médicas aparecem na metade do
século XIX. Entretanto, somente no inicio do século XX, começou-se a descrever
o quadro clinico de uma maneira sistemática.
Deste modo,
proponho pensar o TDAH desde o ponto de vista de sua inserção na cultura. Em um
estudo sobre as condições históricas, sociais e econômicas que estiveram
relacionadas ao TDAH, Luciana Caliman (2006) sugere que sua história está
intimamente ligada à história do “sujeito cerebral” nas sociedades ocidentais.
A ideia de “sujeito cerebral” seria aquilo que Francisco Ortega (2006, p. 42),
entre outros autores, compreende como uma figura antropológica edificada a
partir do final do século XIX e que ganharia força ao final do século XX e
início do século XXI. A ideia básica do “sujeito cerebral” parte do pressuposto
de que o cérebro seria o órgão necessário para construir nossa identidade (ORTEGA,
2006, 97-122.). O termo usado era
Hiperatividade ate 1980, pela comunidade profissional para descrever a criança
desatenta, excessivamente ativa é impulsiva. No período 1980 e 1987, a
associação Psiquiátrica Americana mudou o rotulo diagnóstico de reação hipercinética
da infância para distúrbio de déficit de atenção. Nesta época a criança poderia
ser considerada impulsiva e desatenta sem ser excessivamente ativa.
Esses problemas
vêm afetando todas as escolas do Brasil, principalmente onde serão realizada a investigação. Percebeu-se que em
sala de aula a alunos com essa síndrome, pois afetam a aprendizagem tanto na
leitura e na escrita.
O intuito do
estudo é voltado para minimizar os problemas relacionados às crianças que
apresentam esses problemas relacionados à hiperatividade, pois se pretende
desenvolver um estudo sistemático, propondo estratégias e métodos no âmbito
formal e informal durante a prática pedagógica. Neste sentido é importante
expor ações que incentivem a melhoria do ensino na escola. Mas é preciso que as
escolas desde a educação infantil facilitem a interação da criança portadora de
TDAH.
Sendo assim
utilizem o lúdico e a novidade sempre que for possível, procure fazer com que,
na sala de aula, a criança sente-se próxima ao professor para que monitorar de
perto as distrações que venham acontecer.
A proposta visa
utilizar o lúdico como atividade motivadora e assim motivar os alunos na
realização de tarefa escolar.
O transtorno de déficit
de atenção/hiperatividade (THAH) é o nome dado a uma síndrome neurológica,
descrita pela primeira vez em 1845, pelo psiquiatra alemão Henrique Hoffmann.
Suas características mais facilmente observadas são: dificuldade em manter a
concentração em atividades que requeiram a concentração em atividades para outra
sem completar nenhuma, dificuldade de planejar e organizar atividades diárias,
associadas em alguns casos, a agitação excessiva e ausência do controle sobre
os impulsos.
Esses problemas vêm
afetando todas as escolas no Brasil, principalmente onde serão realizadas a
investigação. Percebeu-se que em sala de aula a alunos com essa síndrome, pois
afetam na aprendizagem tanto na leitura e na escrita.
Mediante todos os
aspectos citados esperamos no decorrer da decisão de investigar a fundo o
problema, cuja, a educação pode contribuir para a melhoria do conhecimento e do
bem estar da educação, além de contribuir uma carta de intenção, tem
compromisso de buscar novas ideais para que as crianças possam assim
desenvolver melhor sua leitura dentro do seu contexto escolar.
Nessa perspectiva
indagamos:
Quais são as
causas que levam a criança sofrer está síndrome neurológica?
Que conseqüência
afeta alunos mediante a aprendizagem no contexto escolar?
Quais são os
fatores que leva a criança a ter (TDAH)?
Provavelmente
a criança portadora de TDAH terá dificuldade de aprendizagem?
Talvez, as
praticas inovadoras aplicadas pelos educadores podem amenizar a problemática em
questão?
Existe mesmo o
TDAH?
O que o TDAH?
Mediante ao
exposto o artigo será estruturado com os seguintes tópicos: Tema, Problema,
Revisão de literatura, Hipóteses, Justificativa, objetivos, Fundamentação
teórica, Procedimentos metodológicos e referencias.
3
PROBLEMAS FAMILIARES
Algumas teorias
sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa
instrução da mãe, famílias com apenas um dois pais, funcionamento familiar
caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do
TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades
familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH na criança e mesmo
dos pais.
Detectado o
transtorno através de um profissional, este deve dar toda a orientação
necessária para os pais. É no âmbito familiar que a criança buscará mais apoio,
portanto os pais devem estar preparados.
Existem livros e
programas de treinamento que ensinam pais a utilizar estratégias para lidar com
problemas comportamentais decorrentes do TDAH.
Paciência é
fundamental, já que a criança com TDAH pode demorar mais para fazer as mesmas
atividades que uma criança normal. Outros aspectos que podem ajudar é fazer
lembretes e listas de tarefas a cumprir e estabelecer uma programação de
estudos. Os pais devem reforçar várias vezes os comportamentos que desejam que
o filho tenha.
Os pais devem
tomar cuidado para não adotarem papéis opostos.
Brown (2007) afirma que muitas vezes ocorre de entre os pais ter o papel
do “cobrador” e o do “afável demais”. Isto pode acabar desviando da tarefa de
decidirem juntos quando devem ser mais flexíveis e quando devem ser mais
compreensivos e gerar calorosas discussões que acabam fugindo do foco.
A Associação
Brasileira de Déficit de Atenção (2011) recomenda recompensar progressos
sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento perfeito. Os portadores tem
mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.
4 O PAPEL DA ESCOLA
O papel da
escola é fundamental no diagnostico e no tratamento do TDAH. É importante que
os professores conheçam os sintomas do transtorno para auxiliar as crianças e
suas famílias. É por isso que temos que compreender a problemática sobre a
criança hiperativa (TDAH), conhecer a realidade dos alunos. Desenvolver o
lúdico nas atividades pedagógicas, identificar as causas sobre o (TDAH) e sistematizar
reflexões sobre o assunto.
De acordo com a
política educacional brasileira através da LDB 9394/96, concebe a escola como
um espaço democrático. Segundo Marta Luckesi (1994, p. 22) “A escola deve ser
um canteiro que permite germinar de uma pluralidade de idéias e projeto
pedagógicos, onde se consiga uma unidade entre a prática, a verdadeira práxis”.
Conforme a
autora a escola e a forma eficaz de estimular o aluno ampliar uma visão de
idéias, formalizando uma pratica consciente e verificando os problemas do meio,
estabelecendo uma concepção perante as transformações sociais.
Segundo Coll e
Palácios, afirma que:
Todos os seres
humanos (inclusive os animais) trazem consigo um impulsivo agressivo. A
agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de
todas as pessoas. No entanto, a maneira de reagir frente á agressividade varia
de acordo com a sociedade e também a cultura, pois cada uma tem as suas leis
(inclusive agressivas), valores, crenças etc. (Coll e Palácios 1996, p.36),
Na concepção do
autor todas as pessoas dentro de si mesmo trazem consigo um pouco de
agressividade ou impulsivo, mas sabem que a sociedade tem regras leis que o
individuo fizer pode causar danos a si, perante a lei, pois alguns
comportamentos não são tolerados, ou são proibidos. Campos (1987), destaca-se que:
“A agressividade não desaparece por completo com o passar do tempo. O que
ocorre é que a criança aprende com os adultos que há outras formas de se
defende e obter aquilo que deseja”.
Segundo o autor a agressividade não desaparece
por completo que ocorre e a criança aprende no decorrer do tempo de acordo com
o convívio de pessoas agressivas, as crianças podem manifestar a agressividade
ou não.
5
CARACTERISTICAS
O TDAH é uma
doença que afeta de 3% a 5% da população escolar infantil, comprometendo o
desempenho, dificultando as relações interpessoais e provocando baixa
auto-estima.
As crianças com
déficit de atenção são freqüentemente acusadas de não prestar atenção, mas na
verdade elas prestam atenção a tudo. O que não possuem é a capacidade para
planejar com antecedência, focalizar a atenção seletivamente e organizar
respostas rápidas.
O
TDAH é um problema comum e se caracteriza por dificuldades em manter a atenção,
inquietação acentuada por vez hiperatividade e impulsividade. É também chamado
de DDA (distúrbio de déficit de
atenção).
Segundo
Edyleine Benczik afirma que:
O déficit de
atenção interferem no rendimento escolar dos alunos, principalmente pela
dificuldade de interpretação na falha na produção e escrita. Edyleine defendeu
a intervenção do professor para inclusão do aluno hiperativo. ‘ um
professor democrático empático que auxilie o portador TDH seria o ideal para
esses casos’. Para essa, afigura do docente é essencial nesse processo, sendo
mais importante que os métodos e as instalações da escola. Um das atitudes que
podem ser tomadas é pedir que aluno sente perto do professor, para que este,
com paciência, monitore esse comportamento dele e o ajude a se concentrar.(2010,
p. 52).
Segundo autora
um professor autônomo democrático, planeje aulas lúdicas para chamar atenção do
hiperativo. Auxilie nas aulas monitorando sempre se for possível. Dessa maneira
ajudem no processo de ensino aprendizagem.
6 SINTOMAS
Coloca que os primeiros sintomas devem ter estado presentes antes dos
sete anos, mas muitos indivíduos são diagnosticados depois. Na maioria dos
casos os sintomas realmente aparecem na primeira infância e tornam-se mais
graves a partir do início da vida escolar, pois durante o processo de
aprendizagem a criança necessita focar mais a sua atenção.
A presença dos sintomas por curtos períodos (dois a três meses) que se
iniciam claramente após um desencadeante psicossocial deve alertar para a
possibilidade de que a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade sejam
mais sintomas do que parte de um quadro de TDAH. No entanto essas questões
devem ser trabalhadas e tratadas a fim de evitar outros problemas futuros para
a criança
A hiperatividade resulta de quatro tipos de deficiências: atenção,
impulsividade, excitação e frustração ou motivação.
Podemos descrevê-la como
atividade motora excessiva, onde a criança agita as mãos ou os pés ou se remexe
na cadeira, abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais
se espera que permaneça sentado, corre ou escala em demasia, em situações nas
quais isto é inapropriado, tem dificuldade em brincar ou envolver-se
silenciosamente em atividades de lazer, está “a mil” ou muitas vezes age como
se estivesse “a todo o vapor”, e fala em demais.
Olhando para essas características pode-se observar que as mesmas estão
presentes em qualquer criança com desenvolvimento normal e saudável, porém no
portador de TDAH, elas são freqüentes, de forma desorganizada e sem objetivo,
são crianças desastradas, geralmente sem boa coordenação motora.
Em um ambiente onde lhe são
apresentados muitos estímulos, como na escola, a criança simplesmente não
consegue inibir suas reações a todos os sons e imagens que a cercam. É
extremamente comum ver essas crianças participando de brincadeiras que lhe trazem
riscos de se machucar, como subir em árvores, pular muro, correr
desastradamente.
7
CAUSAS
Existem inúmeros
estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil demonstrando que a prevalência do
TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário
a fatores culturais (as praticas de determinada sociedade, etc.), o modo como
os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.
É importante que as
causas da hiperatividade sejam identificadas de forma correta. A falta de um
bom diagnostico diferencial pode levar a tratamento inadequados, as alterações
de comportamento como desatenção e distração causadas por determinada doenças
não devem ser confundidas com hiperatividade.
Como já visto, este é um
transtorno de origem genética, hereditária, que pode se complicar (ou não) de
acordo com o ambiente em que a criança vive. Vale ressaltar que os pais e toda
a dinâmica familiar não têm culpa na existência do transtorno, mas a forma com
que tratam o portador de TDAH ditará a qualidade de vida deste. Se for bem
compreendido, tenderá a ter uma vida normal dentro das possibilidades, caso
contrário, além do TDAH pode surgir uma série de outros problemas que a criança
carregará por toda a vida.
Sabe-se que existe uma base biológica no transtorno, numerosos estudos
mostram que o risco para o TDAH parece ser de duas a oito vezes maiores nos
pais das crianças afetadas do que na população geral. No entanto ainda é muito
discutido como isso ocorre e o que pode fazê-lo se manifestar (causas
ambientais).
Alguns estudos responsabilizam a região frontal orbital pela inibição
comportamental, pela capacidade de prestar atenção, autocontrole e planejamento
para o futuro. Pacientes com TDAH tem a atividade cerebral reduzida nessa área,
o funcionamento dos neurotransmissores (noradrenalina e dopamina) também está
alterado nessa região. Através de observações feitas em imagens por ressonância
magnética, outros estudos sugerem que a maioria das crianças com TDAH possui o
hemisfério direito maior que o hemisfério esquerdo, enquanto que crianças sem o
transtorno apresentam o contrário.
Colocam que fatores ambientais como lesões cerebrais, epilepsia, alguns
medicamentos, regime alimentar e intoxicação por chumbo, podem causar alguns
dos sintomas do TDAH, no entanto para caracterizá-lo é necessário, como já dito
antes, contextualizar todos esses fatores, há estudos que apontam para a
necessidade de uma predisposição ao transtorno, ou seja, o TDAH não surge
apenas através desses fatores. Acrescenta
a estes as substâncias ingeridas na gravidez (nicotina e álcool), sofrimento
fetal e os problemas familiares.
Segundo o INSTITUTO PAULISTA DE DÉFICIT DE ATENÇÃO que
afirma que:
“Nem todas
as forma de hiperatividade tem relação com déficit de atenção. Outras causas
possíveis são metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicação no
parto abuso de substâncias durante a
gestação,entre outras.Problemas situacionais, como crise familiares ( luto, separação
dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e levarem a um
quadro de hiperatividade reativa”. (INSTITUTO PAULISTA DE DÉFICIT DE
ATENÇÃO 2009)
Todas estas possíveis
causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento da hiperatividade, somente
um especialista pode este dar o parecer sobre a criança para se começar o
tratamento correto ou preciso diagnóstico, para ajudar a criança a lidar com
suas limitações e seus desafios
Estudos
científicos mostram que portadores de TDAH tem alterações na região frontal e
as suas conexões com o resto do cérebro. A região orbital é uma das mais
desenvolvidas do ser humano em comparação com outras espécies animais e é
responsável pela inibição do comportamentos, isto é, controlar ou inibi
comportamentos inadequados, pela capacidade de prestar atenção, memória,
autocontrole, organização e planejamento.
A causa também
pode ser a um distúrbio bioquímico (decréscimos da produção e ou liberação de
catecolaminas), traumatismo de pato, doenças ou acidentes acontecidos no inicio
do processo do desenvolvimento do sistema nervoso central. Entres outros
fatores, pode-se mencionar uma severa privação sensorial e de estimulação no
inicio do desenvolvimento.
Segundo PÁTIO EDUCAÇÃO INFANTIL afirma que:
Na infância, fatores
com agitação psicomotores dificuldade em seguir instruções, regras e
combinações estão relacionadas Toda TDH. É comum a presença de atraso
psicomotor, assim como a dificuldade para manter a atenção de tarefas poucas
motivadoras. A hora de ir para casa costuma ser um terror, principalmente para
os pais que se sentem perdidos e desafiados por interrupções, desatenções e
falta de engajamento da criança. É usual a dificuldade de manter tarefas
rotineiras, como a higiene pessoal. Devido ao comportamento impulsivo desatento
as crianças portadoras TDH podem ser preferidas em rodas sociais e
classificadas como mal-educadas, ‘encapetadas’. (PÁTIO EDUCAÇÃO INFANTIL 2011, p
52)
De acordo com o
texto crianças com essa síndrome tem dificuldades em se concentrar fazer
tarefas isso se torna um martírio paras os pais. É que é recomendável um
tratamento especifico para esse tipo de problemas. Mas métodos lúdicos ajudam a
crianças a aprender a se concentrar ajudando na leitura na escrita.
8 MATERIAIS E MÉTODOS
O Artigo
intitulado Hiperatividade (TDAH) no Contexto Escolar será abordado na Escola
Estadual Licínio Jose de Araujo, com alunos de 5º ano do Ensino Fundamental.
Tem como linha de pesquisa educação
cultura e sociedade, pois aborda um conjunto de procedimentos temas que
envolvem aspecto geral da educação. Fez-se
necessário um estudo de caso com os alunos.
Tal pesquisa utilizou-se o método de
abordagem, método dialético cuja corrente filosófico materialismo dialético que
se caracteriza pela abordagem de pesquisa hermenêutica por ter como objetivo o
estudo dos atores que convivem na sala de aula em suas relações sociais, ou
seja, compreende a realidade pedagógica na interação professor x aluno fazendo
do homem um ser potencial, processual, que dialogo com outros seres e o mundo.
Como método de procedimento opta pelo monográfico, pois retrata uma pesquisa de
campo.
Na perspectiva
da técnica participativa, na qual todos os alunos da sala foram envolvidos de
pesquisa, pois a técnica é identificar alunos que sofre de alguma deficiência
neurológica no âmbito escolar.
A pesquisa será
realizada a população amostra de 08 alunos.
O estudo também será realizado por
meio de:
Reuniões com APMC (Associações de
Pais e mestres) e comunidade.
Palestras envolvendo a comunidade.
Mural apresentado a realidade.
Entrevistas com os alunos do 5º ano
do ensino fundamental.
Distribuição de folhetos
enfatizando o problema sobre (TDAH).
Visita aos alunos.
Conversa informal com os pais dos alunos.
9 DIAGNÓSTICO
Para ser diagnosticado o TDAH, os prejuízos causados pelos sintomas
devem ser observados por pelo menos seis meses e devem estar presentes em pelo
menos dois contextos (ex: casa e na escola), segundo o DSM-IV (1995) é raro o
indivíduo apresentar os mesmos comportamentos em todos os ambientes que vive ou
no mesmo ambiente em todos os momentos. Além disso, para um diagnóstico seguro
deve-se atentar para a intensidade e a persistência dos sintomas.
É comum ver situações em que a criança que apresenta todos os sintomas
em casa, na escola e outros ambientes, é levada ao consultório para uma
avaliação e ali, nesse ambiente desconhecido, ela não se mostra agitada nem
desatenta, tampouco impulsiva. Isso dificulta muito o diagnóstico, pois o
profissional não tem como observá-la em outros locais, daí também a importância
da participação intensa dos pais, professores e todos aqueles que cercam a
criança no processo diagnóstico.
Segundo Goldstein & Goldstein afirma que:
Um
diagnóstico minucioso deve incluir a coleta e observação de oito tipos de
informação: histórico da
família e do desenvolvimento da criança; inteligência
da criança a fim de verificar se os sintomas não estão sendo causados devido a
inteligência abaixo da média, causando frustração a criança; personalidade e desempenho emocional
que mostram como ela se sente em relação a si mesma e ao seu problema; desempenho escolar indicando
as habilidades escolares da criança, se ela está atrasada ou não com relação
aos outros alunos; amigos que
ela possui, quanto ela é bem relacionada socialmente; disciplina e comportamento em casa revelam dados
importantes para afirmar o diagnóstico, deve ser trazido pelos pais; comportamento na sala de aula que é
um outro ambiente em que a criança interage e pode demonstrar os sintomas do
TDAH, deve-se atentar para a percepção do professor; consulta médica em que outros especialistas poderão falar a
respeito da criança. (Goldstein
& Goldstein 2001, p.34),
De acordo com autor além da coleta desses dados há a aplicação de
questionários, escalas, entrevistas semi-estruturadas com pais, professores e a
própria criança, testes, dentre outros métodos avaliativos que são de extrema
importância para o diagnostico da hiperatividade.
10 TRATAMENTO
O tratamento deve ter a participação da equipe multidisciplinar,
incluindo psicoterapia, orientação aos pais, participação da escola e
medicação, se necessário.
Os medicamentos usados são os psicoestimulantes, pois os medicamentos
calmantes têm efeito contrário, pioram a agitação, devido ao desequilíbrio
bioquímico que existe no sistema nervoso central. Os psicoestimulantes aumentam
o nível de atenção e concentração e melhoram a hiperatividade, proporcionando
resultados positivos na aprendizagem. Com a mudança de comportamento a criança
é mais aceita pelos colegas e professores e também no ambiente familiar. O metilfenidato
(Ritalina) é a droga mais utilizada no tratamento do TDAH.
De acordo com Schwartzman (2001) “se não houver prejuízo
no ajustamento escolar e social da criança, não deve ser indicada a medicação
psicoestimulante, principalmente em crianças em idade pré-escolar. Não se tem
conhecimento a respeito dos efeitos a médio e longo prazo destes medicamentos
sobre o sistema nervoso central imaturo destas crianças.”
A família e a escola devem ser orientadas sobre como trabalhar melhor
com estas crianças, classes com número reduzido de alunos são as mais
indicadas, o local de estudo da criança ou de trabalho do adulto deve conter o
menor número possível de estímulos. A psicoterapia poderá auxiliar crianças que
apresentam problemas comportamentais importantes, dificuldades de socialização
e que não conseguem conviver com as dificuldades decorrentes dos transtornos de
atenção.
O paciente não tratado apresenta
maiores dificuldades no rendimento escolar, no relacionamento familiar e
social, fatos que podem ser os desencadeantes de distúrbios comportamentais
importantes. Estes transtornos podem determinar o abandono escolar, acentuar o
desinteresse por atividades mais intelectualizadas e a mudança nos seus hábitos
de vida e dos seus valores. Estes pacientes apresentam um sofrimento psíquico
importante, com conseqüente se aquela psicológica. O número de indivíduos que
se inclina para a delinqüência e que apresenta transtornos psicopatológicos é
cerca de três vezes maior que nos pacientes tratados.
11 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na trajetória da
investigação foram feitas observação que se detectou que a necessidade em investigar
os problemas relacionados a hiperatividade.
Na trajetória da investigação foram feitas observações onde observou-se a
necessidade de e um acompanhamento da criança hiperativa é fundamental por
parte do educador, onde ele precisa selecionar alternativas que chame a atenção
de alunos desatentos e inquietos. Ou seja, recomenda-se que o professor faça a
sua intervenção educacional, fazendo parceria família escola; algumas medidas
podem facilitar a inclusão e o desempenho dos alunos portadoras do transtorno.
Percebe-se, que
a falta de capacitação para os professore, principalmente os que enfrentam em
seu cotidiano aluno com TDHA, ou imperativo, pois o diagnostico é clínico só
uma equipe de profissionais pode se diagnosticar.
Diante dessa
realidade, há necessidade que nós educadores e pais, estejamos envolvidos nos
processos fundamentais do desenvolvimento humano, em especial da criança. Pois,
sabemos que toda aprendizagem sofre influência de vários fatores, ou seja, intelectual,
psicomotor, físico e social. Porém, é do fator emocional que depende grande
parte da educação.
Portanto, é
fundamental importância mencionar que muito embora, ser um curto espaço para
investigação, foi possível uma articulação entre algumas áreas do conhecimento,
nos possibilitando embasamento teórico para atuarmos frente a realidade, e
levando-os a se questionar,a contestar, a investigar os porquês. Enfim, essa
prática informa e transforma nossos alunos em cidadãos com a capacidade de
pensar, analisar, refletir, ser critico com responsabilidade para tomar grandes
decisões perante as suas limitações perante a sociedade.
12
CONCLUSÃO
Espero com este trabalho colaborar com todos
aqueles setores da educação que enfrentam o desafio de construir experiências
significativas para alunos com déficit de atenção e hiperatividade, mostrando a
importância de conhecer e saber como intervir.
O aluno na
maioria das vezes só é percebido que pode apresentar problemas na escola,
porque para os pais ele é muito inteligente, por isso não para quieto e não
aceita que seu filho pode ter TDAH.
A partir da
observação dos alunos, percebi que eles precisam de atenção especial por parte
do educando, o qual possa trabalhar com atividades diversificadas que preencham
o seu tempo e que os mesmos criem regras a serem seguidas, bem como as punições
se não o fizerem.
Penso que a
presença de professores compreensivos e que dominem o conhecimento a respeito
do transtorno, a disponibilidade de sistemas de apoio e oportunidades para se
engajar em atividades que conduzem ao sucesso na sala de aula são imperativas
para que um aluno com TDAH possa desenvolver todo o seu potencial.
Porém, a
formação de um educador é um processo e não um fim. O mundo é muito vasto,
muito já se pensou, escreveu e criou em diferentes áreas do conhecimento. Não
há limites para a leitura, a pesquisa e a reflexão. No espaço que dispunha,
apenas busquei entender o que é a hiperatividade e como separar de outros
problemas pesquisei bibliografias e profissionais especializados que indicaram
caminhos a serem seguidos.
Fica então uma
sugestão para pesquisa; como chegar próximo do mundo misterioso e simbólico da
criança? Conseguimos captar, aprender a alma da criança? Como fazer isso? Como
voltar o olhar, a observação das imagens que a criança traz e da sua percepção?
O transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade somente pode ser diagnosticado clinicamente e pode comprometer
de modo marcante a vida da criança em fase escolar e dos adolescentes e dos
familiares que os cercam, pois essa condição promove dificuldades como controle
dos impulsos, concentração, memória, organização, planejamento e autonomia,
entre outras. Envolve uma grande pluralidade de dimensões associadas, tais como
comportamentais, intelectuais, sociais e emocionais.
O processo de avaliação
diagnóstica é abrangente, envolvendo necessariamente a participação de vários
profissionais da área da saúde, escola e familiares. Desse modo, o diagnóstico
e o tratamento precoce são imprescindíveis para a prevenção de distúrbios
associados, como os de conduta, delinqüência e outras com orbidades da criança
e ou adolescente, evitando prejuízos no processo de desenvolvimento da vida
social e intelectual.
No TDAH, sendo
considerado como uma síndrome heterogênea, envolvendo fatores genéticos,
biológicos, psicossociais e ambientais, faz-se necessária uma contextualização
dos sintomas para um possível diagnóstico, tratamento e intervenções
psicopedagógicas, que dependerão do grau do problema.
Sendo uma síndrome de
origem genética, em que o sistema biológico passa por uma mudança
neuroanatômica ou maturacional, provoca o desequilíbrio, a desregulação do
sistema neurobiológico do corpo, prejudicando a capacidade da criança em
prestar atenção seletiva ao que a cerca. Os sinais de que os sistemas
neuroquímicos são alterados em pessoas com TDAH são suficientes para que se
possa afirmar que o problema deriva da química do cérebro, em que há uma
desregulação ao longo do eixo catecolamina-serotonina. Há casos em que as
crianças podem ser tratadas apenas com terapia comportamental e, em situações
mais graves, deve
haver uma ação
multidisciplinar, englobando os pais, professores, médicos e a utilização de
medicamentos.
Os medicamentos
empregados para tratar o TDAH promovem uma melhora no funcionamento e no uso
dos neurotransmissores nas regiões frontais do cérebro, proporcionando um maior
controle desses sistemas com a finalidade de corrigir os processos de atenção
desregulados e desacelerar o fluxo de vida acelerado. Os medicamentos
normalmente usados incluem os estimulantes ritalina e dexedrina, que agem nos
sistemas da catecolamina e da serotonina, sendo os efeitos mais marcantes na
norepinefrina.
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