sábado, 27 de junho de 2015

A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO AMBIENTE ESCOLAR NO PROCESSO DA APRENDIZAGEM COM ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE URUCURITUBA ANO DE 2015.



INSTITUTO CASTILLO MENDES








A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO AMBIENTE ESCOLAR NO PROCESSO  DA APRENDIZAGEM  COM ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE URUCURITUBA ANO DE 2015.









URUCURITUBA
2015
ALDECI ALBUQUERQUE MARINHO







A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO AMBIENTE ESCOLAR NO PROCESSO  DA APRENDIZAGEM  COM ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NO MUNICIPIO DE URUCURITUBA ANO DE 2015.

Artigo apresentado ao Instituto Castillo Mendes.  Como requisito Nota final para a obtenção de nota final do curso de Licenciatura de filosofia do ano de 2015.





Orientador: Profº Msc. Manoel Gomes











URUCURITUBA
2015
A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO AMBIENTE ESCOLAR NO PROCESSO  DA APRENDIZAGEM  COM ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO NA ESCOLA ESTADUAL MARIA ARRUDA NO MUNICIPIO DE URUCURITUBA ANO DE 2015.

 Aldeci Marinho Albuquerque [1]


RESUMO

O presente artigo aborda sobre a participação da família no ambiente escolar no processo da aprendizagem com alunos do 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Arruda. Tal investigação foi baseada em diferentes teóricos como: Paulo freire, Cotrin, Giroux, Costa e outros. A metodologia utilizada foi um estudo de caso, utilizou uma abordagem hermenêutica por ter como objetivo maior o estudo dos atores que convivem na sala de aula e suas relações sociais.  Família é o ventre onde o ser humano absorve valores culturais, religiosos, deveres, responsabilidades, compromissos, para fortalecer as estruturas pessoais. Essas transações da modernidade alteram o teor da família, que para ser formada, dispensa sentimento, respeito, fidelidade, orientação sexual e etc.. Em meio a essa desordem, a escola torna-se um instrumento fundamental para equilibrar dificuldades, pois cumprir o papel social da educação, poderá proporcionar o crescimento humano e fortalecer as bases da sociedade através do envolvimento escola-família-sociedade. Nesse tripé, poderá concretizar valores para que a sociedade moderna não se transforme numa geração de cidadãos deficientes de essência humana.


Palavras-chaves: Relação família escola, processo aprendizagem.




RESUMEN

Este artículo discute acerca de la participación de la familia en el ambiente escolar en el desarrollo del caso en el Aprendizaje aluño 1er año y enseño en la Escuela Estatal Maria. Esta investigación se basa en diferentes teórico como: Paulo freire, Cotrin, Giroux, Costa y otros. La metodología utilizada fue la literatura utiliza un enfoque hermenéutico por tener como principal objetivo el estudio de los actores que viven en el aula y sus relaciones sociales. La familia es el seno donde el ser humano absorbe culturales, religiosas, deberes, responsabilidades, compromisos, para fortalecer las estructuras personales. Estas transacciones de modernidad alteran el nivel de la familia, que a formarse, sensación de dispensación, el respeto, la fidelidad, la orientación sexual, etc .. En medio de este desorden, la escuela se convierte en un instrumento clave para equilibrar las dificultades porque cumplir con el papel educación social, podría proporcionar el crecimiento humano y fortalecer los cimientos de la sociedad mediante la participación de la escuela-familia-sociedad. En este trípode, puede alcanzar valores que la sociedad moderna no se convierta en una generación de ciudadanos con discapacidad de la esencia humana.


Palabras Clave: Relación escuela familia, el proceso de aprendizaje.





1 INTRODUÇÃO
O referido artigo vem abordar a participação da família no ambiente escolar e o processo de ensino aprendizagem dos alunos de 1º ano do ensino médio na escola Estadual. Localizada no Município de Urucurituba-Am, zona urbana. Um tema de grande relevância para sociedade que requer um estudo aprofundado para um melhor conhecimento de forma de pesquisa acadêmica.
A participação da família no ambiente escolar Sabe-se que em geral, os pais pouca participação exercem na determinação do que acontece na escola. Algumas vezes teme-se a participação de certos pais que, sendo muito eloquentes e de temperamento forte, tentam impor sua vontade sobre procedimentos escolares e que muitas vezes funcionariam mais para “facilitar” sua própria vida, ou de seus filhos, do que para melhorar a qualidade do ensino, conforme percebido por gestores e professores. Em vista disso, muitas vezes, os dirigentes escolares não apenas deixam de ouvir os pais, como até evitam fazê-lo, e de dar espaço para a participação familiar. É possível que ajam dessa forma também por terem receio de perder espaço e autoridade.
Observando a escola em que realizamos essas ações, podemos perceber que a maioria dos pais por terem dificuldades em estarem freqüentes na escola tem nos revelado não apenas uma carência, mas nos fez perceber que estamos no caminho certo ao realizar ações que despertem neles o entendimento da importância dessa participação. Porém não podemos deixar de registrar um imobilismo ou incapacidade da escola em elaborar ações que superem ou ajudam superar essas limitações, pois o que mais ouvimos a escola dizer que é muito difícil trazer os pais para a escola, isso tem caracterizado o desanimo e a falta de vontade em mudar situações.        
O processo de desenvolvimento na aprendizagem de acordo com Jeam Piget refere-se que ninguém nasce sabendo como viver em sociedade, mas, no decorrer do ciclo vital, o jovem e o adolescente, por meio do desenvolvimento e da aprendizagem, irão internalizar regras que possibilitarão tal convivência. Para tanto, a família e o professor, como educadores, exercem um papel essencial. Este último irá proporcionar ao jovem e ao adolescente as condições para que compreendam e elaborem, do ponto de vista cognitivo-afetivo, como é viver e conviver em um local que abriga pessoas que não pertencem à sua família. Trata-se de um processo longo e delicado, mas que permite o desenvolvimento moral do sujeito, cujo objetivo final é a autonomia dos indivíduos.

A comunidade escolar deve ser agradável, pois, para SNYDERS (1996, p. 27), “somente se o aluno sentir a alegria presente na escola é que ele reprimirá sua inclinação à distração, à preguiça, a facilidade”.
Objetivo geral é desenvolver um trabalho sobre a participação da família no ambiente escolar e o processo de ensino aprendizagem dos alunos do 1º ano do ensino médio na escola Estadual de Urucurituba.
Objetivos Específicos:
Promover a participação da família no ambiente escolar estimulando rendimento escolar do aluno.
Identificar o processo no desenvolvimento dos alunos no ambiente escolar.
Verificar aprendizagem dos alunos com a participação da família no ambiente escolar.
A temática em questão refere-se o envolvimento da família na vida do aluno é fundamental para seu desenvolvimento no processo de ensino aprendizagem, pois são os pais e responsáveis que ensinam a dar os primeiros passos. Alem disso, é na família que aprendemos a socialização. Nesse sentido, o presente estudo visa, a presença dos pais para o ambiente escolar considerando a participação familiar como a cédula principal do desenvolvimento infantil. Assim, procuramos desenvolver o estudo com intuito de aproximar pais e alunos estreitando laços entre família e escola.
Nessa perspectivas indagamos as seguintes questões:
Como aproximar participação da família no ambiente escolar?
Quais são os aspectos primordiais no processo de ensino aprendizagem do educando?
Como contar com o apoio da família no processo de ensino aprendizagem do aluno?
Possivelmente a participação da família facilite o aprendizado do aluno do ensino médio.
Talvez a Participação da Família no ambiente escolar não facilite o aprendizado do aluno.
Mediante ao exposto o artigo será estruturado com os seguintes tópicos: Introdução, Problema, Revisão de literatura, Hipóteses, Justificativa, objetivos, Fundamentação teórica, Materiais e métodos, discussão e resultados, conclusão e referencias.
2 A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO AMBIENTE ESCOLAR
Para Libâneo que afirma que:

 Implica ações que envolvem a escola e suas relações externas, tais como os níveis superiores de gestão do sistema escolar, os pais, as organizações políticas e comunitárias, as cidades e os equipamentos urbanos. O objetivo dessas atividades é buscar as possibilidades de cooperação e de apoio, oferecidas pelas diferentes instituições, que contribuam para o aprimoramento do trabalho da escola, isto é, para as atividades de ensino e de educação dos alunos. Espera-se especialmente, que os pais atuam na gestão escolar mediante canais de participação bem definidos. (2003, p.348-349).
Assim, podemos inferir que a participação efetiva da comunidade na escola é uma responsabilidade da escola. Essa participação traz, sem dúvidas, inúmeras vantagens, porém reconhece-se que há inúmeros obstáculos em relação a tal participação. Mesmo assim, a escola não deve desistir, pois essa participação deve ser entendida como uma questão política, que auxilia na construção da cidadania. Um bom começo para efetivas mudanças no padrão de participação da comunidade é, por exemplo, um incentivo e a implantação dos conselhos escolares que devem atuar de maneira ativa e autônoma.
Pais e mães podem participar de várias formas no ambiente escolar e na própria educação dos filhos, basta que a escola ofereça opções e dedique um tempo para que isso aconteça. Claro que essa não é uma tarefa fácil, uma vez que os professores estão envolvidos emocionalmente com seus alunos e famílias. Famílias e escola têm a responsabilidade de educar as crianças, para isso precisam estabelecer uma relação de parceria, aumentando as possibilidades de compartilhar critérios educativos que possam minimizar as possíveis diferenças entre os dois ambientes, escola e família.
Não há dúvidas que o ambiente escolar e a família compõem o meio social no qual o aluno está inserido. Eles dois mais o local em que localiza sua residência ou sua escola, bem como os laços sociais e econômicos compõem o meio social com forte interferência no aprendizado e na motivação para aprendê-lo.

3 O SURGIMENTO DO CONCEITO DE FAMÍLIA
Iniciaremos o resgate histórico do conceito de família, definindo a palavra FAMÍLIA em sua etimologia. Como veremos a seguir: (PRADO, 1988, p.51). “O termo FAMÍLIA origina-se do latim FAMULUS que significa: conjunto de servos e dependentes de um chefe ou senhor. Entre os chamados dependentes inclui-se a esposa e os filhos”. Assim, quando fazemos um resgate histórico em busca do entendimento sobre família, encontramos na literatura o exemplo daquilo que já existiu, de família durante o período greco-romano, a qual era formada de um patriarca e seus fâmulos, ou seja, esposa, filhos, servos livres e escravos.
Também encontramos relatos que determinam que em algumas sociedades, o sistema em vigor era o patriarcal e em outras já encontramos o modelo matriarcal.
No modelo patriarcal, a cada novo indivíduo que nascesse, o mesmo era identificado pela origem paterna, ou seja, patrilinear, onde o pai tinha o direito sobre os filhos e também prioridade sobre a esposa. Em algumas culturas, que viviam sob o modelo patriarcal, as crianças eram consideradas verdadeiras propriedades exclusivas do pai, que podiam inclusive vendê-las, escravizá-las e tinham inclusive o direito de vida e morte sobre elas. (PRADO, 1988).
Já nas culturas que apresentavam o modelo matriarcal, o indivíduo era identificado através de sua origem materna, denominada família matrilinear. Encontramos relatos inclusive do período pré-histórico, quando na fase chamada neolítica, a mulher tinha um papel extremamente importante. Em função da agricultura praticada estar limitada a pequenos lotes de terra, os mesmos passam a ser monopólio das mulheres, que também exerciam o controle das principais técnicas de sobrevivência. Além do preparo das sementes que eram mais apropriadas para o cultivo, as mulheres foram responsáveis pela invenção da cerâmica, as quais resistiam ao calor e também serviam para o preparo e conservação dos alimentos, além de servirem como reservatório de água. (PRADO, 1988).

4 A IMPORTÂNCIA DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR DOS FILHOS
É importante destacar que quando nos referimos ao termo “pais”, estamos falando de todos os responsáveis pelas crianças e adolescentes, seja pais naturais e biológicos ou pais adotivos, assim como, todos aqueles responsáveis que se enquadram nas novas formações familiares que se apresentam no contexto da sociedade em que vivemos e que foram abordados no capítulo anterior. Assim sendo, observamos que as escolas e instituições educacionais, por sua vez, também necessitam estar “abertas” a estas novas formações familiares para que a relação escola-família se estabeleça, ou seja, uma boa relação, onde o respeito e o não preconceito estejam sempre presentes, para que os estudantes e futuros cidadãos sejam acompanhados e orientados na sua formação. Haja vista que, uma relação entre duas instituições tão importantes como a escolar e a familiar não pode ser estabelecida na forma de autoritarismo em que somente uma das partes está sempre certa e/ou fechada para qualquer diálogo.
Segundo a autora Zagury (2002), em sua obra “Escola sem conflito: parceria com os pais”, as relações entre pais e escola sofreram e sofrem transformações com o passar dos tempos. Portanto, de acordo com a autora:

Durante cerca de dois séculos, a família e a escola viveram uma verdadeira lua-demel. O que a escola pensava era o que os pais pensavam. O que a escola determinava ou afirmava, fosse em termos de tarefas, atribuições e até mesmo de sanções, era endossado e confirmado pela família. (ZAGURY, 2002, p.11).



Assim, mesmo que houvesse desigualdade nas relações de poder entre professores, diretores e alunos, devido ao sistema “bancário” de ensino em que os educadores sempre eram o centro do saber e os alunos depósitos de conhecimento, os pais sempre endossavam as atitudes provenientes dos professores e da escola em geral, sem questionamentos.
Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, a delegação da educação dos filhos a terceiros e a perda de autoridade do adulto perante o jovem  (KRAMER, 2000), a relação entre escola e família sofreu abalos. Por não dar conta de toda a demanda advinda de uma educação que seria responsabilidade dos pais, muitas vezes a escola culpabiliza a família pelo
fracasso, insucesso e indisciplina do aluno. Por outro lado, por cobrar da escola maior comprometimento na educação, pais culpabilizam escolas, professores e diretores pelos acontecimentos indesejados com seus filhos.
Assim, mesmo com objetivos comuns, nos dias atuais a relação família-escola tem enfrentado diversos confrontos e até a perda da confiança que outrora existiu em relação ao seu trabalho e importância.
Isso ocorre principalmente, por vários motivos distintos, ou seja, em relação à família, podemos identificar dois extremos: um é aquela família que discorda de tudo, pois desconfia de professores e profissionais da educação em quase tudo e outro aspecto é aquela família totalmente ausente, a qual atribui à escola de forma integral a responsabilidade da educação dos filhos.
Com relação à escola o assoberbamento de funções e atribuições, muitas vezes em variadas instituições de ensino que muitos professores têm nos dias de hoje, além de uma formação docente precária, que deixa muito a desejar em diversas áreas do conhecimento, colabora para que os pais, hoje mais letrados, passem a desconfiar da escola e do ensino que a mesma oferece. (ZAGURY, 2002).
Além de muitos outros fatores que podem contribuir para prejudicar a relação família/escola, os quais não vão citá-los, pois o nosso objetivo não é nos deter nas causas do confronto e sim discutir a importância desta relação na vida das nossas crianças e como enfrentar sem preconceitos mútuos qualquer dos problemas que possa inviabilizar esta relação.
De acordo com Zagury Já que,

Se as duas maiores agências educacionais encontram-se em campos opostos, dicotomizados, o perigo de novas gerações ficarem no meio de uma disputa sem o menor sentido é real. E mais: é sério. Urge, portanto, [...] que nossos filhos lucrem com esta visão esclarecida e tranqüila, que é como deve ser o olhar dos pais sobre a escola: um olhar que desvele uma parceria necessária. (ZAGURY, 2002, p.16).



Sendo que, “[...] educação é a permissão para o que se pode e o que não se pode fazer” (MARTINS, 2007, p.79). Assim, como determinar estas regras e quem determina as mesmas,
se baseia na discussão sobre quais conceitos culturais, psicológicos e familiares estão sendo colocados numa sociedade em que segundo o pediatra José Martins Filho, o jovem cada vez mais terceirizada.
Nessa perspectiva, como bem diz Paro (1997, p.30)

A escola por sua maior aproximação às famílias constitui-se em instituição social importante na busca de mecanismos que favoreça um trabalho avançado em favor de uma atuação que mobilize os integrantes tanto da escola, quanto da família, em direção a uma maior capacidade de dar respostas aos desafios que impõe a essa sociedade.


A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. E a parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam serem grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do ser humano.
Para isso há que saber ouvir a família, conhecer as expectativas e modos de vida, seus valores – a sua cultura. Por outro lado, é essencial conhecer a instituição, a quem entregam os seus filhos para colaborar na sua educação. E a escola tem que explicar aos pais sobre o modo de funcionamento da escola, o Regulamento Interno; os espaços; os recursos materiais e humanos; os projetos; os objetivos; os métodos de trabalho e ensino e o que a escola pretende das aprendizagens, incentivando a participação da família nestas dinâmicas.
Hoje a família é cobrada sua participação na escola, mas essa participação deve ser constante e consciente.
A participação em todos os níveis do processo educacional garantirá que a apreensão de outros conteúdos culturais se faça a partir dos valores próprios dessa comunidade. Essa participação se efetivará através da integração do processo educacional às demais dimensões da vida comunitária e da geração e operacionalização de situações de aprendizagem com base no repertório cultural. (HORA, 1997, p. 21).
Considera-se que a família na relação com a escola participa da construção do sucesso escolar de diferentes maneiras. Suas ações podem contribuir ou não para a permanência duradoura do filho na escola. Alguns pais apresentam uma postura contrária à escola, não estimulando a escolarização dos seus filhos. Outros, expectativa de satisfazerem seus desejos de estudar não alcançados e de superar a condição social em que vivem, transmitem conselhos, valores e costumes familiares em relação aos estudos, que nem sempre são aprendidos pelos filhos que em alguns casos, acabam apresentando comportamento de resistência à escola.
No entanto ressaltamos que família é um elemento importante onde deve estar ao lado da escola, na participação contínua junto de seus filhos, para que assim, os mesmos possam ser sujeitos de direitos, e que sua formação seja preenchida de significados, no qual possa exercer o exercício da cidadania. SILVA (2005, p. 53) relata também que; Na família também se concretiza o exercício dos direitos da criança e do adolescente, que estão embasados no direito aos cuidados essências para possibilitar seu crescimento e desenvolvimento físico, psíquico e social.
Para que haja uma possível participação dos pais na escola é importante que a família e escola sejam trabalhadas com mais intensidade, procurando observar seus pontos críticos, a fim de juntas manterem umas relações direcionadas a resolver as dificuldades provenientes da educação escolar de seus filhos. Sabemos que não é nada fácil manter uma parceria escola/família, mas é importante ressaltar a necessidade da participação dela no âmbito escolar, pois desse modo faz com que a criança se sinta valorizada, quando vê a participação de seus pais em sua vida educacional.

5  FAMILIA X ESCOLA
Neste sentido, a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e a vida escolar devem ser simultâneas e complementares.  É preciso que a escola esteja em perfeita sintonia com a família, pois a escola é uma instituição que deve complementar a formação educacional da criança. Essas duas instituições devem se complementar na tentativa de alcançar o objetivo maior que é formação integral da criança. (CORTELAZZO,2000, P.32).
A união família–escola gera benefício em relação não só ao processo ensino/ aprendizagem, mas também na troca de informações acerca de indivíduo, no desenvolvimento tanto jovem e do adolescente na escola e em casa. Ou seja, essa inter-relação possibilita compreender atuação da criança tanto em casa como na escola, suas condutas e as relações que estabelece com os adultos no seio familiar.(ANDRADE, 2008).
A educação como instrumento social básico é entendido aqui como direito humano, que deve ser garantido pela família e pelo Estado. Mas, acima de tudo significa prática de vida em todas as instâncias (PCN, 2005) Assim, levando em conta que vários teóricos afirmam que a participação da família na escola possibilita um melhor desempenho escolar das crianças é que no desenvolvimento desta pesquisa buscaremos analisar os condicionantes que levam os pais à não participarem efetivamente da vida escolar de seus filhos, transferindo em muitos casos a responsabilidade total da educação do jovem para a escola.
O jovem como todo ser humano é um sujeito histórico e social que faz parte de uma organização familiar e, se encontra inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura e vivencia um momento histórico. A escola como instituições social, precisa levar em conta esses fatores e oportunizar um atendimento que valorize o universo do individuo. Neste sentido a família precisa estar consciente da importância do trabalho da Educação dos filhos na vida do jovem, bem como, conscientes da importância da interação família e escola para o processo ensino/aprendizagem.
A escola é aqui compreendida como uma instituição onde a democracia deve ser exercida de forma autêntica e dinâmica, refletindo, compartilhando as ações desenvolvidas. Portanto, a participação da família deve fazer parte do dia-a-dia da escola, pois como uma instituição que compreende um papel social, político e cultural voltado para a emancipação do sujeito, suas ações devem voltar-se para uma  educação participativa. A educação é o alicerce fundamental para o exercício da cidadania.
O grande desafio colocado hoje para a escola é, justamente, caminhar com passos firmes em parceria entre governo e sociedade, motivando o debate e somando força decidida a lutar e trabalhar, de forma articulada e solidária, para assegurar o ingresso, permanência e sucesso de todos os jovem e adolescentes na escola. Estas são as exigências de um novo tempo e de uma escola comprometida com os interesses da classe popular.
A família tem importante contribuição a dar na educação em geral e na aprendizagem de seus filhos, A família tem o profundo conhecimento sobre o desenvolvimento de seu filho, o qual se torna extremamente valioso para a compreensão de suas necessidades educacionais. Esses conhecimentos incluem informações acerca do desenvolvimento da criança no lar, seus interesses. 
6 DIREITOS E DEVERES
O art. 226, da Constituição da República Federativa do Brasil (1988) diz que: “a família, base da sociedade, tem especial Proteção do Estado”. O art. 19, da Lei 8.069/90 dos Direitos Fundamentais, diz que “toda criança ou adolescente tem direito de ser criado e educado no seio de sua família e excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de entorpecentes”.  Conforme se pode perceber na legislação, a família é o que há de mais importante na vida da pessoa e, por essa razão, todos os esforços devem ser feitos para proteger a família. Já O Estatuto da Criança e do Adolescente, muito sabiamente, consagra em seu artigo 19 que toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família.
E digo que é sábia essa norma porque penso que os pais são os principais educadores de seus filhos. E isso é assim porque existe uma relação natural entre paternidade e educação. A paternidade consiste em transmitira vida a um novo ser. A educação é ajudar a cada filho a crescer como pessoa, o que implica em proporcionar-lhes meios para adquirir e desenvolver as virtudes, tais como a sinceridade, a generosidade, a obediência, honestidade, lealdade, amizade, bondade, solidariedade, dentre muitas outras.

7 FILHOS DO DESCASAMENTO
O estigma de que filhos de pais separados sofrem mais, tem menor rendimento escolar, mais problemas emocionais e auto-estemas mais baixa que os filhos de casais que permanecem juntos tem caído por terra. Existem situações em que o jovem sentem-se melhor com a separação dos pais. No momento da separação há certo trauma porque nenhum filho quer ver os pais divorciados.
Porem, com o tempo essas pessoas ganha experiências e sentimentos valiosos, nem sempre vivenciados por outras. A psicóloga, terapeuta de família e de casais do Rio de Janeiro, Maria Cristina Milanez Werner, doutorando em saúde mental e vice-presidente da Associação de Terapia do Rio de Janeiro, afirma que muitas crianças se sentem aliviadas com a separação dos pais. Mas isso não impede que elas sintam-se frustradas de não terem pai e mãe juntos. De acordo com Laurene Johnson em seu livro DIVÓRCIO: E OS FILHOS? Mesmo se pais e parentes forem cooperativos e derem um total apoio à pessoa, ainda assim o trauma do divórcio afetará seu desempenho na escola. Os filhos de pais divorciados geralmente diminuem seu aproveitamento escolar. A falta de estrutura em casa e as preocupações com a insegurança financeira resultam em uma instabilidade emocional que leva a problemas em sala de aula. Estes fatores, acrescidos do stress emocional dos pais, dificultam para o individuo manter seus pensamentos voltados para a escola.
 Infelizmente muitos pais sabotam a felicidade e o ajustamento de seus filhos após o divorcio, não cooperando com a outra parte nos pontos básicos referentes ao bem estar das crianças. A escola é um ponto crucial para este ajustamento.
Seria necessário que os professores dos educandos com pais em situação de divorcio não fossem pegos de surpresa. Os adolescentes precisam encarar seus professores como uma parte neutra, estável e que estará sempre no mesmo lugar á disposição delas. 
Devido a agenda de trabalho dos pais, os filhos de casais separados têm pouca estrutura em casa. E como alguns individuos se preparam para ir a escola sem a ajuda dos genitores, acabam parecendo malcuidadas – sem banho, vestindo roupas sujas ou chegando tarde. Muitas delas também são gozadas por outras crianças, o que as deixa ainda mais retraídas.

8 A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A FAMÍLIA E A TRAJETÓRIAESCOLAR DO ALUNOS.
Neste capítulo, abordaremos a importância da família em acompanhar o desenvolvimento escolar do aluno e como o docente pode ajudar nesta relação. Como vimos anteriormente, as formações familiares mudaram com o passar do tempo e nos dias atuais não é mais considerado família somente aquele modelo nuclear com pai, mãe e filhos. Também observamos que a importância referente à participação da família no âmbito escolar, se constitui como um fator primordial para o sucesso dos filhos e a efetivação da escola em ensinar os conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade.
Assim, se os familiares demonstram se importar com o bom rendimento escolar dos seus filhos, se fazendo presente e auxiliando no processo de aquisição de conhecimentos, a trajetória escolar poderá ter novo significado.
É importante destacar que quando nos referimos ao termo “pais”, estamos falando de todos os responsáveis pelos indivíduos, seja pais naturais e biológicos ou pais adotivos, assim como, todos aqueles responsáveis que se enquadram nas novas formações familiares que se apresentam no contexto da sociedade em que vivemos e que foram abordados no capítulo anterior.
Assim sendo, observamos que as escolas e instituições educacionais, por sua vez, também necessitam estar “abertas” a estas novas formações familiares para que a relação escola-família se estabeleça, ou seja, uma boa relação, onde o respeito e o não preconceito estejam sempre presentes, para que os estudantes e futuros cidadãos sejam acompanhados e orientados na sua formação. Haja vista que, uma relação entre duas instituições tão importantes como a escolar e a familiar não pode ser estabelecida na forma de autoritarismo em que somente uma das partes está sempre certa e/ou fechada para qualquer diálogo.
Segundo a autora Zagury (2002), em sua obra “Escola sem conflito: parceria com os pais”, as relações entre pais e escola sofreram e sofrem transformações com o passar dos tempos.

8 MATERIAS E MÉTODOS
O Artigo intitulado a participação da família no ambiente escolar e o processo de ensino aprendizagem dos alunos do 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Arruda. Localizada no Município de Urucurituba-Am, zona urbana.  Tem como linha de pesquisa educação cultura e sociedade, pois aborda um conjunto de procedimentos temas que envolvem aspecto geral da educação. O trabalho tem-se um enfoque qualitativo.
Fez-se necessário um estudo de caso com as famílias e alunos.
Conforme Yin que afirma que:


O estudo de caso contribui para compreendermos melhor os fenômenos individuais, os processos organizacionais e políticos da sociedade. É uma ferramenta utilizada para entendermos a forma e os motivos que levaram a determinada decisão. o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa que compreende um método que abrange tudo em abordagens especificas de coletas e analise de dados. (Yin (2001p. 34)

Na perspectiva da técnica participativa, na qual todos os alunos da sala foram envolvidos de pesquisa. A participação não é somente um instrumento para a solução dos problemas, mas também uma necessidade do homem de auto-afirmar-se, de interagir em sociedade, criar, realizar, contribuir, sentir-se útil. É um instrumento muito eficaz para aumentar a motivação e o entusiasmo das pessoas, contribuindo para a expressão do pleno potencial de uma organização.
A pesquisa foi realizada a população amostra de 08 famílias, professores e gestor.
Neste contexto o referido estudo também foi realizado por meio de:
Reuniões com APMC (Associações de Pais e mestres) e comunidade.
Palestras envolvendo a comunidade.
Mural apresentado a realidade.
Entrevistas com os alunos do 1º ano do ensino médio.
Distribuição de folhetos enfatizando a temática.
Visita as famílias.
Conversa informal com os pais dos alunos.

9 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na trajetória da investigação foram feitas observação que se detectou que a necessidade em investigar os problemas relacionados sobre a participação da família no ambiente escolar e o processo de ensino aprendizagem dos alunos. Este item tem a intenção de apresentar e analisar os dados relativos às respostas dos questionários aplicados aos pais dos alunos de 1° ano do ensino médio participantes desta pesquisa. Algumas respostas foram escolhidas para exemplificar, representando os argumentos da maioria dos participantes. Em seguida serão analisados os dados da pesquisa.

OBJETIVOS ESPECIFICOS
Questões Norteadoras
Participantes
Instrumentos
Promover a participação da família no ambiente Escolar estimulando rendimento escolar do aluno.

Como aproximar participação da família no ambiente escolar?






08 famílias e professores e gestor.




Questionário semi-estruturado
Entrevistas
Identificar o Processo de ensino aprendizagem dos alunos no ambiente escolar.

Quais são os aspectos primordiais no Processo de ensino aprendizagem dos alunos?

Verificar aprendizagem do aluno com a participação da família no ambiente escolar.

Como contar com o apoio da família no processo de ensino aprendizagem do aluno?






PAIS:
Foi perguntada para os pais: Como aproximar participação da família no ambiente escolar?
- Os pais responderam: teríamos e precisamos participar das reuniões, serem mais presente na vida escola, sempre verificar como esta o aluno na escola e suas notas.
Outra pergunta: Quais são os aspectos primordiais no processo de desenvolvimento do aluno?
Responderam os pais - A família é um aspecto primordial para o desenvolvimento dos filhos, e temos que esta junto com a escola, formulando projetos que estimulem e incentivem a participação dos alunos nas atividades escolares.
PROFESSORES:
Foi indagada a seguinte pergunta para os professores que participaram da pesquisa: Como aproximar participação da família no ambiente escolar?
Os professores responderam: - teríamos que conta com um apoio pedagógico, verificando o que esta acontecendo com a família e com os alunos porque que não participam das reuniões das atividades escolares enfim. Precisaríamos de um projeto incentivador ou seja, estimulando as famílias a participar das atividades da escolares.
GESTOR.
Como contar com o apoio da família no processo de ensino aprendizagem do aluno?
O gestor da escola respondeu: - falando a realidade para a família, o que poderia aconteceu com o aluno. como: reprovação que futuramente poderia acontece com o aluno, suspensão no caso for necessário.
Mediante a pesquisa percebeu-se nas seguintes questões que foram perguntadas aos pais que estão na tabela acima que os pais acreditam que a participação entre a escola e a família é importante para o desenvolvimento integral dos filhos. Dentre as participantes a mãe acredita que o acompanhamento dos pais é fundamental para estimular o desenvolvimento dos filhos, não só na escola, mas na vida.
Conforme Guzzo e Tizzei (2007, p 54), [...] a família e a escola representam importantes contextos que contribuem para o desenvolvimento da pessoa, seja de forma positiva ou negativa, principalmente, na forma de integração que ambos funcionam.  
Percebe-se que os pais avaliam como essencial a integração família-escola e a participação no processo escolar dos filhos.
Assim, os resultados mostram, de modo geral, que obteve uma repercussão positiva por representar uma oportunidade de apresentar à comunidade escolar a importância da participação da família no contexto escolar. Pudemos perceber o quanto é importante a equipe gestora tomar a frente das situações propostas. Apresentamos um trabalho organizado, pré-estabelecido e seqüenciado na tentativa de perseguir um processo com êxito durante e após a aplicação.
As famílias envolvidas na pesquisa participaram de maneira a tornar o trabalho proveitoso, uma vez que pudemos perceber mudanças de atitudes das famílias para com a escola e para com os filhos. Por outro lado, estamos sentindo a necessidade de ampliar o projeto para as famílias, porque percebemos que precisam de mais atenção por parte dos membros escolares da instituição. Sentimos também a necessidade de desenvolver um trabalho com toda a equipe pedagógica, uma vez que trabalhamos numa escola que trabalha com alunos com necessidades especiais.
Dessa forma, todos os envolvidos precisam se centra nesse processo, quanto melhor for á parceria entre ambas, mas positivos serão os resultados na formação do aluno, pois a escola sozinha não dá conta de promover a educação dos alunos, é preciso principalmente o apoio e a colaboração da família. Então cabe a escola e a família a tarefa de transformar o aluno em cidadão participativo conhecendo seus direitos e deveres.
É pensando nessa parceria que precisamos lutar por escolas que atuem de forma democrática participativas, através de uma gestão democrática que pensa no futuro de seus alunos. Pois toda escola deveria trabalhar de forma democrática pensando na melhoria da qualidade do ensino. Pois não dá para pensar em ensino de qualidade sem a participação das famílias na educação dos alunos.
E para que haja essa parceria a escola precisa buscar caminhos para isto se concretizar, ela não pode ficar de mãos atadas esperando as visitas das famílias, precisa usar de sua criatividade para encontrar meios para que as famílias visitem estas escolas com mais freqüência e que participem ativamente das questões da unidade escolar.   Sabemos que não é uma luta fácil, mais se todos os envolvidos derem as mãos e caminharem juntos com mesmo objetivo, esse sonho será realizado e finalmente será um dos problemas envolvidos na educação.
Para que haja uma possível participação dos pais na escola é importante que a família e escola sejam trabalhadas com mais intensidade, procurando observar seus pontos críticos, a fim de juntas manterem umas relações direcionadas a resolver as dificuldades provenientes da educação escolar de seus filhos.
            Sabemos que não é nada fácil manter uma parceria escola/família, mas é importante ressaltar neste trabalho a necessidade da participação dela no âmbito escolar, pois desse modo faz com que o aluno se sinta valorizado, quando vê a participação de seus pais em sua vida educacional. Reforçamos que, a inclusão da família dentro da escola é tão particular que individuo tem sobre ela uma visão muito especial.
           Considerando todo o nosso trabalho, acreditamos que para termos uma educação estruturada, a escola e família devem estar aliadas na cooperação dos trabalhos pedagógicos e social dos alunos, onde a família e a escola terão a responsabilidade no desenvolvimento da criança no seu processo de ensino aprendizado. A falta dessa participação dos pais na vida escolar de seus membros pode causar problemas no ensino escolar como um todo.

10 CONCLUSÃO
O presente trabalho tem-se o objetivo de estudar a participação da família no ambiente escolar e o processo de ensino na aprendizagem do aluno, onde o professor se dedique em considerar que o aluno, esteja globalizado dentro do espaço escolar. Da mesma forma, que essa parceria seja uma porta a ser aberta para uma maior participação dos pais, onde juntas possam planejar a fim de estabelecer compromissos de uma forma organizada e harmoniosa para que seus filhos tenham uma educação de qualidade, tanto na escola quanto em casa.
Para que haja uma possível participação dos pais na escola é importante que a família e escola sejam trabalhadas com mais intensidade, procurando observar seus pontos críticos, a fim de juntas manterem uma relação direcionada a resolver as dificuldades provenientes da educação escolar de seus filhos.
Então, a família é indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral dos filhos e demais membros, independentemente do seu arranjo ou da forma como vêm se estruturando. É ela que propicia o suporte afetivo e sobre tudo materiais necessários ao desenvolvimento e bem estar dos seus componentes. Ela desempenha um papel decisivo na educação formal e informal, é em seu espaço que são absorvidos os valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de solidariedade. É também em seu interior que se constroem as marcas entre as gerações e são observados valores culturais. Desta forma, a família não é somente o berço da cultura e a base da sociedade, mas é também o centro da vida social. A educação bem sucedida do jovem na família é que vai servir de apoio à sua criatividade e ao seu comportamento produtivo quando for adulto.
Dessa forma a família tem sido, é e será sempre a influência mais poderosa na aprendizagem do individuo e, conseguintemente, no desenvolvimento da sua personalidade e caráter. Assim, a base de toda a aprendizagem escolar encontra-se na família. E é justamente neste ponto que reside à importância das escolas estabelecerem um trabalho sintonizado com os pais de seus alunos, compartilhando dúvidas, anseios e também buscando soluções conjuntas para os problemas que se apresentarem.
Além disso, esta parceria entre escola e família é extremamente benéfica para o aluno do ensino médio, que passam a desenvolver sentimentos positivos, sentindo-se seguras e amparadas durante todo o desenrolar de sua aprendizagem. Entendo que é no vínculo afetivo entre professores, pais e alunos, no seu interagir, que ocorrerão as situações de aprendizagem, pois assim é formado um conjunto harmonioso capaz de proporcionar o desenvolvimento físico, afetivo,social e intelectual que se enraízam e se completam, tendo em vista que o aprendizado não pode ocorrer de forma isolada dos sentimentos. Para aprender, é necessário antes de tudo estar disposto a desenvolver-se integralmente. E ainda, é importante que os educadores percebam que cada pessoa traz de casa para a escola uma bagagem cultural muito grande, repleta de referências afetivas, as quais refletem diretamente no seu desempenho em sala de aula.











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[1] Aldeci Marinho Albuquerque, funcionária da rede municipal de educação, do Município de Urucurituba -Am. Licenciando em filosofia ( FATEBRAS).

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